quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Felipe se diz perseguido e afirma que não há clima no Corinthians

O silêncio de Felipe se encerrou nesta quarta-feira. Em entrevista coletiva, o goleiro do Corinthians se disse perseguido pela direção do clube, expôs todo o caso que envolve seu afastamento junto ao elenco profissional e citou várias situações em que se sentiu menosprezado pelo presidente Andrés Sanchez. Para ele, não há mais clima para atuar com a camisa corintiana graças aos problemas com os dirigentes.

"Tudo começou em um sábado. Recebi ligação do meu empresário falando que chegaria proposta e que entraria em contato com o Andrés Sanchez (presidente). Ele ligou, o Andrés aceitou a proposta e disse que a única pessoa que poderia me impedir seria o Mano Menezes", explicou Felipe, que foi liberado pelo treinador. Em seguida, porém, o goleiro alega ter sido induzido a assumir a responsabilidade da transferência.

"O Mário Gobbi me disse que o clube não ia se opor, mas que eu teria que assumir sozinho o ônus e falar para a torcida que o clube fez o possível e o impossível para que eu ficasse. Isso não é verdade. Mas eu disse que assumiria isso", continuou o goleiro. Entretanto, quando a transferência para o Genoa fracassou, Felipe se disse prejudicado graças a um texto escrito pelo clube na terça-feira.

Em nota oficial divulgada em seu site oficial, o Corinthians acusava Felipe de ter forçado a barra para deixar o clube, o que se desenrolou todo o episódio de seu afastamento das atividades junto ao elenco, que acabou sendo reforçado pelo paraguaio Bobadilla, contratado para substituí-lo.

"Não tem mais clima. Vontade de ficar eu tinha até não aguentar mais", afirmou o goleiro, que pediu rápida resolução sobre seu caso. "Não sei o que de tão grave eu possa ter feito para ele, mas virou uma coisa pessoal e está ficando chato pra todo mundo".

Felipe ainda absolveu Mano Menezes, novo treinador da Seleção Brasileira, de todo o episódio. "Só tenho que agradecer a ele. Foi o único lá dentro que pelo menos tentou que eu ficasse", disse o goleiro. Ele ainda afirmou acreditar que, não fosse o imbróglio, estaria convocado por Mano para enfrentar os Estados Unidos no primeiro amistoso pós-Copa.

O caso Felipe x Corinthians

A má relação do goleiro Felipe com a direção corintiana começou a se tornar insustentável durante a parada do Campeonato Brasileiro para a Copa do Mundo. Com proposta do Genoa, da Itália, ele pediu para ser negociado, segundo informou o clube.

Liberado pelos corintianos, Felipe viu o negócio naufragar graças à desistência do Genoa. Como não possui cidadania europeia, o goleiro foi prejudicado graças à redução do limite de jogadores estrangeiros no Campeonato Italiano.

Emissários do atleta percorreram a Europa atrás de uma nova negociação, o que não se concretizou. O Braga, de Portugal, cogitou contratá-lo, mas não houve acerto. Como já realizou sete partidas pelo Campeonato Brasileiro, Felipe também não pode mais atuar na Série A em 2010.

Afastado dos treinamentos do elenco principal desde o início da negociação, Felipe acusou o clube de assédio moral e foi até o Sindicato dos Atletas Profissionais. Os dirigentes corintianos acusaram má conduta do jogador.

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