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Conmebol admite que Brasil pode retomar vaga na Libertadores

A Conmebol poderá voltar atrás na decisão de tirar uma das vagas do Brasil na próxima Copa Libertadores da América. O assunto será discutido pela entidade em reunião marcada para o dia 18 deste mês.
Tudo começou quando, em 22 de setembro, a Conmebol anunciou que o título da Libertadores deixaria de dar uma vaga extra ao país da equipe campeã. Isso afetou diretamente o Brasil, por causa da conquista do Inter em 2010.

O pedido para revisão da regra que mudou o número de representantes brasileiros foi feito pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.

"A Conmebol recebeu um pedido oficial da Confederação Brasileira de Futebol. O presidente Nicolás Leóz decidiu marcar uma reunião para o próximo dia 18, quando tudo será discutido e definido", disse o assessor da entidade sul-americana, Nestor Benítez.

A decisão, porém, só será tomada após a consulta com os representantes de todos os países filiados. "A Conmebol não tem o poder de tomar uma atitude de maneira soberana. Tudo o que é decidido pela entidade é discutido e votado entre todos os dez filiados", explicou Benítez.

A possibilidade do Brasil reaver a vaga extra existe, mas é difícil. Nove das dez federações nacionais representadas pela Conmebol foram a favor da mudança. A única exceção foi justamente o Brasil.
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Inter vence, esfria revanche e amplia marasmo do São Paulo

São Paulo e Internacional se reencontraram no Morumbi nesta quinta-feira, relembrando o confronto das semifinais da Copa Libertadores. Mais uma vez quem saiu feliz foi o torcedor gaúcho, que viu sua equipe vencer fora de casa por 3 a 1 e esfriou a tentativa de revanche paulista.

O Inter contou com grande atuação de D'Alessandro e Giuliano, dupla que liderou o campeão da Libertadores na semi com o São Paulo. Wilson Matias, Leandro Damião e Giuliano marcaram para o time colorado, enquanto o time do Morumbi descontou com Cleber Santana.

O resultado deixa o São Paulo na 12ª colocação, com 28 pontos, enquanto a equipe gaúcha fica mais próxima dos líderes do torneio. É a segunda derrota consecutiva dos paulistas, que vinham antes de três vitórias seguidas. O time colorado está em quinto, com 35 pontos, seis a menos que Fluminense e Corinthians.

Sem os lesionados Rafael Sobis e Alecsandro, o Inter atuou com apenas um centroavante, Leandro Damião, que era auxiliado no setor pelas aproximações de D'Alessandro e Giuliano. Wilson Mathias e Glaydson se postaram na cabeça de área, dando liberdade a Tinga.

Já o São Paulo foi escalado com Cleber Santana no meio de campo no lugar de Casemiro ao lado de Rodrigo Souto. Na defesa, Richarlyson mais uma vez atuou como lateral esquerdo. A criação ficou por conta de Jorge Wagner e Lucas, que a assumiu seu nome de batismo após ter conquistado a posição de titular quando usava o apelido "Marcelinho".

O jogo

O meia participou de seu primeiro lance de perigo como Lucas aos 2min, quando arrancou pela intermediária e chutou forte por cima do travessão de Renan. O Inter aproveitou os minutos iniciais para pressionar o São Paulo na saída de bola, dificultando a ligação com o meio de campo.

A equipe gaúcha manteve sua pressão e abriu o placar aos 9min. D'Alessandro cobrou falta na área são-paulina e Índio cabeceou para trás. A bola sobrou para Wilson Matias que, atrás da marca do pênalti, finalizou forte para vencer Rogério Ceni. No minuto seguinte, Fernandão chutou desequilibrado após jogada individual de Dagoberto e ameaçou o gol de Renan.

O Inter atuava como se estivesse no Beira-Rio, trocando passes rápidos no campo de ataque. Aos 17min, D'Alessandro driblou a marcação são-paulina e chutou para a defesa segura de Rogério Ceni. Quem marcou, porém, foi o São Paulo. Jorge Wagner cobrou falta dentro da área e Cleber Santana completou de cabeça aproveitando falha do Internacional na tentativa de linha de impedimento..

A partida ganhou novo equilíbrio após o empate, com o jogo se concentrando no meio de campo. Aos 27min, Fernandão completou de cabeça após cobrança de escanteio de Jean e viu a bola sair rente à trave esquerda de Renan. Dagoberto teve boa oportunidade seis minutos depois quando recebeu bola na área, mas demorou para finalizar e foi desarmado.

Aos 37min, Giuliano lançou Leandro Damião e o centroavante tocou na saída de Rogério Ceni e pôs o Inter mais uma vez em vantagem. Um minuto depois, Fernandão cabeceou e obrigou Renan a fazer boa defesa.

Segundo tempo

O São Paulo voltou no segundo tempo sem Dagoberto, que pouco fez na etapa inicial, e Marlos atuando em seu lugar. O camisa 16 apareceu bem aos 4min, com chute de fora da área e que passou por cima do travessão. Assim como antes do intervalo, o jogo mostrou equilíbrio, com as duas equipes criando chances ofensivas. O meia-atacante apostava em lançamentos para Fernandão, mas via os lances serem impedidos pela marcação gaúcha.

Aos 16min, Tinga apareceu pela direita e rolou na área. Após confusão, a bola sobrou para Giuliano, que chutou para o fundo das redes no contrapé de Rogério. O São Paulo tentou iniciar uma pressão, mas abusava dos erros de passe. Aos 19min, Lucas chutou de longe, sem levar perigo ao gol de Renan. Quatro minutos depois, o meia invadiu a área do Inter e caiu em dividida com o Bolívar. O juiz não viu pênalti e deu cartão ao camisa 37 por simulação.

Com o resultado mais tranquilo, o técnico Celso Roth apostou na entrada de Edu no lugar de Giuliano, enquanto Baresi pôs Ilsinho na vaga de Jean. O ala direito sofreu falta aos 30min, e Ceni cobrou a infração para defesa segura de Renan. O goleiro são-paulino precisou trabalhar seis minutos depois, em chute cruzado de Leandro Damião.

O São Paulo não conseguia mais armar jogadas, errando passes no meio de campo e dando espaço para os contra-ataques do Inter. A única arma foi a bola alçada na área, que foi facilmente afastada pela defesa colorada. Nos minutos finais, a torcida da casa vaiou seu time, irritada com o novo resultado negativo.

FICHA TÉCNICA

São Paulo 1 x 3 Internacional

Gols
São Paulo:
Cleber Santana, aos 19min do 1º tempo
Internacional: Wilson Mathias, aos 9min, Leandro Damião, aos 37min do 1º tempo, e Giuliano, aos 16min do 2º tempo

Ponto Forte do São Paulo
Com boa movimentação, Lucas foi um dos poucos a ameaçar a marcação do Inter.

Ponto Forte do Internacional
Envolveu o São Paulo com facilidade ao trocar passes velozes no campo de ataque .

Pontos Fracos do São Paulo
Defesa abusou da desatenção e facilitou o trabalho do Inter.

Dagoberto produziu pouquíssimo no primeiro tempo, quando esteve em campo

Ponto Fraco do Internacional
Equipe arriscou linha de impedimento em cobrança de falta de Jorge Wagner, mas falhou na estratégia e deu condição para Cleber Santana marcar para o São Paulo.

Personagem do jogo
Giuliano: com gol e assistência, venceu novamente a defesa do São Paulo.

Lance polêmico
Aos 24min do segundo tempo, Lucas caiu na área em disputa de bola com Bolívar. O time do São Paulo pediu pênalti, mas o juiz não viu infração e ainda advertiu o meia da equipe da casa por simulação.

Esquema Tático do São Paulo
4-3-1-2
Rogério Ceni; Jean (Ilsinho), Xandão, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Cleber Santana e Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba); Lucas; Dagoberto (Marlos) e Fernandão. Treinador: Sérgio Baresi

Esquema Tático do Internacional
4-2-3-1
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias e Glaydson; D'Alessandro (Andrezinho), Tinga e Giuliano (Edu); Leandro Damião. Técnico: Celso Roth

Cartões amarelos
São Paulo: Miranda, Jorge Wagner, Xandão, Lucas e Cleber Santana
Internacional: Nei, Bolívar, Glaydson, D'Alessandro e Giuliano

Árbitro
Felipe Gomes da Silva (RJ)

Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

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Corinthians 100 anos: clube chega ao centenário sem o sonho da Libertadores

Quando o então atacante flamenguista Vagner Love venceu o goleiro Felipe no dia 5 de maio de 2010, selou mais um capítulo da mais dolorosa história do Corinthians. O gol do atleta da equipe carioca rendeu na eliminação do time alvinegro na Copa Libertadores da América, e mais uma vez adiou o grande sonho da torcida corintiana.

Grande algoz corintiano, o torneio sul-americano é a ausência no currículo do clube. O Corinthians disputou a competição oito vezes em sua história, sempre batendo na trave. Enquanto jamais chegou a uma final, viu os rivais levantarem o troféu seis vezes (três para o São Paulo, duas com o Santos e uma com o Palmeiras).

"Às vezes é uma questão de sorte. Tudo no futebol você tem que ter sorte, mas competência também", explicou Luizão, que atuou pelo Corinthians nas Libertadores de 1999 e 2000. "O Corinthians nunca ganhou porque não tinha que ganhar. Na Libertadores, muitos times nunca vencem e de repente ganham", completa.

Artilheiro do campeonato de 2000, Luizão vê aquela edição do torneio sul-americano como a grande chance do Corinthians na história, e lamenta os erros que culminaram com a eliminação para o Palmeiras na semifinal.

"No primeiro jogo era pra ter feito cinco, seis gols. Se a diferença tivesse sido maior, o Palmeiras já tinha vindo morto. Para ter um time como de 2000, vai ser muito difícil", afirma. Na ocasião, o Corinthians venceu a primeira partida por 4 a 3, e foi eliminado depois de ser derrotado por 3 a 2 no jogo seguinte (5 a 4 nos pênaltis).

"Faltou malandragem, teve muito individualismo", lembra Luizão, que conquistou a Libertadores em 1998 e 2005, respectivamente por Vasco e São Paulo. "Quando venci, eram times experientes e que usavam a malandragem".

Grande rival, o Palmeiras foi responsável pela eliminação corintiana também em 1999, só que nas quartas de final. O River Plate, da Argentina, também tirou o time alvinegro do caminho do título em duas oportunidades, nas edições de 2003 e 2006.

Boca Juniors, também da Argentina, Grêmio e Flamengo também compõem os "vilões" da história do Corinthians, com as quedas em 1991, 1996 e 2010, respectivamente. Em sua primeira participação, em 1977, a equipe paulista caiu na primeira fase.

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Taça da Libertadores se quebra e é "remendada" no Beira-Rio

Antes mesmo de ser levantado pelo Internacional nesta quarta-feira, o troféu da Libertadores da América passou por maus bocados no Beira-Rio. Quando iria subir para o campo, a taça se quebrou, e teve que ser "remendada" antes a vitória do Internacional sobre o Chivas Guadalajara por 3 a 2.

A miniatura de um jogador em cima da taça se soltou momentos antes de o objeto ser levado ao gramado. Imediatamente, a organização providenciou o conserto da peça. Mais tarde, o troféu foi exposto. Na comemoração do Inter, nenhum problema semelhante foi registrado.

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Sobis alivia sofrimento, Inter vira e fatura bi da Libertadores

A torcida colorada esperava uma noite tranquila de comemoração, mas teve que passar por uma boa dose de sofrimento antes de vibrar com o bicampeonato da Copa Libertadores, nesta quarta-feira, no Beira-Rio. Assim como no jogo de ida no México, o Inter dominou a partida contra o Chivas, mas sofreu um gol no fim do primeiro tempo; na segunda etapa, porém, gols de Rafael Sobis, Leandro Damião e Giuliano deram à equipe gaúcha a virada por 3 a 2 e o maior título das Américas, pela segunda vez em sua história.

Rafael Sobis, grande nome do título da Libertadores de 2006 diante do São Paulo, voltou a mostrar estrela ao balançar as redes no momento mais delicado da partida, quando o Inter perdia por 1 a 0 e o jogo caminhava para a prorrogação. Depois, o atacante deu lugar ao jovem Leandro Damião, que deixou sua marca poucos minutos depois de entrar em campo. Giuliano, novamente decisivo, fechou o placar com um golaço no final.

A equipe mexicana marcou forte e apelou para a violência em vários momentos do jogo, tendo até um jogador, Arellano, expulso nos últimos minutos finais. Porém, não foi suficiente para tirar a conquista do Beira-Rio.

Primeiro tempo

Com Rafael Sobis isolado no ataque no lugar do lesionado Alecsandro, o time colorado começou nervoso, travado, longe do futebol de passes rápidos que havia apresentado na vitória no México. O Chivas, porém, limitava-se a marcar. A primeira chegada do Inter veio aos 9min: D'Alessandro levantou na área em cobrança de falta e Índio desviou de cabeça, para defesa tranquila de Michel.

Pressionando a saída de bola da equipe gaúcha, os mexicanos forçavam o erro do Inter. Aos 12min, Sandro foi desarmado e Bautista chutou de fora da área, mas pegou fraco na bola e facilitou a defesa de Renan. Aos poucos, porém, o ritmo da marcação do Chivas foi diminuindo e o Inter foi encontrando mais espaços para sair jogando.

A equipe visitante passou a apelar para faltas duras para parar os avanços colorados; o Inter seguiu melhor no jogo, mas só conseguia chegar na bola parada. Aos 19min, cruzamento de D'Alessandro em cobrança de escanteio e cabeçada para fora de Sandro. A resposta veio três minutos depois, quando Fabián arriscou de longe e viu a bola passar perto do ângulo de Renan.

O domínio do time brasileiro crescia. Aos 23min, Tinga fez grande jogada ao passar por dois adversários e tocou para a entrada da área; Rafael Sobis fez o corta-luz e Taison bateu colocado, mas Michel espalmou bem. Com 26min, D'Alessandro assustou em cobrança de falta. Na sequência, Bolívar pegou sobra de escanteio e bateu para fora.

Assim como no jogo de ida, justamente quando o Inter parecia mais à vontade em campo, o Chivas abriu o placar. Aos 42min, após bola alçada na área, Omar Bravo ajeitou de cabeça e Fabián emendou um belo voleio sem chances para Renan, calando a torcida no Beira-Rio. O Inter pressionou até o intervalo em busca do empate, mas os mexicanos se seguraram, contando com ótimas intervenções do zagueiro e capitão Reynoso.

Segundo tempo

Novamente embalado pelo torcedor, o Inter começou acelerado na segunda etapa e assustou logo no primeiro minuto. Taison arrancou pelo meio e bateu de bico de fora da área, mas Michel defendeu em dois tempos. Pouco depois, foi Rafael Sobis quem arriscou de longe, e novamente o goleiro mexicano soltou para depois fazer a defesa completa.

O Chivas marcava com mais força que no primeiro tempo e os colorados tinham dificuldade para articular jogadas. Aos 8min, Kleber conseguiu enfiar bola precisa para Rafael Sobis na frente, mas o atacante vacilou ao tentar driblar o goleiro e acabou desarmado. Roth não esperou muito para mandar Giuliano aquecer: aos 10min, o "talismã" já se preparava para entrar em campo.

O andamento da partida era igual ao da etapa inicial: o Inter com a posse de bola, tentando escapar da marcação cerrada, e o Chivas só se defendendo. Até que, aos 16min, a resistência mexicana cedeu. Kleber fez levantamento preciso da esquerda e Rafael Sobis chegou antes do goleiro Michel para desviar para o fundo das redes; na jogada, o atacante colorado caiu de mau jeito e machucou o ombro direito.

Depois do empate, Giuliano entrou no lugar de Taison. Os colorados continuaram melhores e, aos 24min, D'Alessandro fez lindo lance: o argentino ameaçou chutar e deixou Reynoso no chão, mas a finalização foi defendida por Michel. Na sequência, o Chivas quase ficou na frente de novo. Após cruzamento na área, Renan saiu de soco e dividiu com Fabián, evitando o gol mexicano.

A partida era nervosa e, aos 27min, Reynoso protagonizou um lance de boxe ao dar três socos nas costas de Rafael Sobis sem ser notado pelo árbitro Oscar Ruiz. O atacante deixou o campo pouco depois para a entrada do garoto Leandro Damião, que mostrou estrela ao marcar o segundo gol do Inter aos 30min: ele escapou pelo meio, arrancou em direção ao gol e bateu forte. A bola ainda tocou na mão de Michel, mas entrou.

Ainda faltava o gol de Giuliano. E ele veio aos 45min, quando o meia recebeu na entrada da área, passou entre dois marcadores e deu um lindo toque por cobertura na saída de Michel, garantindo o título e a festa colorada.

Já nos acréscimos, Omar Bravo aproveitou rebote de Renan em cobrança de falta para desviar para o gol vazio e diminuir o prejuízo. O apito final de Oscar Ruiz, porém, veio na sequência, sacramentando a conquista do Inter. Nos minutos finais, houve cenas de pancadaria entre jogadores das duas equipes, mas logo a confusão terminou e deu lugar à comemoração.

FICHA TÉCNICA

Internacional 3 x 2 Chivas Guadalajara

Gols
Internacional: Rafael Sobis, aos 16min, Leandro Damião, aos 30min, e Giuliano, aos 45min do 2º tempo
Chivas Guadalajara: Fabián, aos 42min do 1º tempo, e Omar Bravo, aos 47min do 2º tempo

Ponto Forte do Internacional
Controlou a posse de bola e criou as melhores chances durante toda a partida

Ponto Forte do Chivas Guadalajara
Marcou com muita força e aproveitou bem as poucas oportunidades que teve

Ponto Fraco do Internacional
Desatenção da defesa nos dois lances que resultaram nos gols do Chivas

Ponto Fraco do Chivas Guadalajara
Assim como no México, não conseguiu se impor e viu o Inter dominar a partida durante quase todo o tempo

Personagem do jogo
Rafael Sobis, que voltou a brilhar em uma decisão de Libertadores quando o Inter passava por seu pior momento no jogo

Esquema Tático do Internacional
4-2-3-1
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro e Guiñazu; D'Alessandro, Tinga (Wilson Matias) e Taison (Giuliano); Rafael Sobis (Leandro Damião). Técnico: Celso Roth

Esquema Tático do Chivas Guadalajara
4-2-3-1
Michel; Magallón, Reynoso, De Luna e Ponce (Escalante); Báez (Vázquez) e Araujo; Fabián, Bautista e Arellano; Omar Bravo. Técnico: José Luis Real

Cartões amarelos
Internacional: Bolívar
Chivas Guadalajara: De Luna, Fabián, Bautista e Omar Bravo

Cartão vermelho
Chivas Guadalajara: Arellano

Árbitro
Oscar Ruiz (COL)

Local
Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

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Pelé brinca: "Inter deu sorte de não cruzar com o Santos"

Escolhido como o embaixador da Copa Libertadores de 2010, o ex-jogador Pelé afirmou na manhã desta quarta-feira, em evento em Porto Alegre, que o Internacional "teve sorte" de não ter que enfrentar o Santos, seu time do coração, para chegar à final do torneio continental. A equipe colorada enfrenta o Chivas à noite e joga por um empate para ser campeã.

"O Inter deu sorte de não cruzar com o Santos", brincou, antes de afirmar que a equipe gaúcha é melhor que a paulista. O Santos não disputou a Libertadores deste ano, mas, como conquistou a Copa do Brasil, já tem vaga garantida na competição em 2011.

"O Inter é mais forte porque é mais experiente. O time do Santos é bom, mas não tem experiência internacional ainda. O Grêmio sempre foi mais conhecido, mas o trabalho do Inter é reconhecido. É muito forte de categorias de base, e por isso revela grandes jogadores. Não tem um único grande jogador. É forte pelo conjunto".

Diante dos presidentes dos dois finalistas (Vitório Píffero, do Inter, e Jorge Vergara, do Chivas), que também estiveram no evento, Pelé lembrou do carinho que tem pelo México, onde é ídolo pelo que fez na Copa do Mundo de 1970, mas disse que reforçará a torcida colorada. "Nasci em Três Corações, e um deles é mexicano. Mas hoje espero que o Inter seja campeão", disse.

O ex-jogador do Santos, porém, alertou que o Inter precisa respeitar o rival, apesar da vantagem conquistada no jogo de ida, em Guadalajara (vitória por 2 a 1). "Sempre tem que se respeitar o adversário, que pode reservar grandes surpresas. A vantagem é grande, mas tem que se respeitar o Chivas. Mas o Inter é favorito mesmo".

Torcedor "ilustre" do Inter nesta quarta-feira, Pelé ganhou uma camisa personalizada de número 10 da diretoria colorada no evento, que contou com a presença de cerca de 100 jornalistas. A decisão da Libertadores será nesta quarta, às 22h (de Brasília), no Beira-Rio.

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Roth elimina dúvidas e garante quarteto para a final

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o técnico do Internacional, Celso Roth, afirmou que Alecsandro, Guiñazu, Sandro e Tinga, que eram dúvida para a final da Libertadores, devem atuar na partida contra o Chivas, nesta quarta, às 22h (horário de Brasília).

"Eles trabalharam normalmente. Vamos ver como reagirão amanhã (quarta). Havia toda uma expectativa pela recuperação deles, e eles participaram. Mas vamos ver amanhã se não haverá alguma surpresa", concluiu o treinador, deixando, também, espaço para um mistério na escalação do time que inicia o confronto.

Dos quatro jogadores que estão em dúvida, apenas o argentino Guiñazu não participou do treino recreativo, único momento em que o trabalho foi aberto para a imprensa. O volante realizou tratamento, mas deve jogar. Dezenas de jornalistas de várias partes do mundo estiveram no Beira-Rio cobrindo o último treino da equipe antes da decisão.

Com isso, o Inter deve ir completo para a decisão, com Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga, D'Alessandro e Taison; Alecsandro.

Sandro fará sua despedida do clube, já que se apresenta ao Tottenham, da Inglaterra, ainda nesta semana. Outro que pode desfalcar o Inter para o Mundial de Clubes é o lateral Kleber, que tem proposta do Oriente Médio
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Entre herói e bandido, Roth se diz pronto para final

O Inter está pronto para a final da Libertadores. A partir de agora, somente na base da conversa na concentração será possível fazer os últimos ajustes, dentro de campo, o técnico Celso Roth orientou hoje à tarde no Beira-Rio, o ultimo treino antes da decisão de amanhã contra o Chivas.

A única ausência em parte do treinamento foi Guinãzu, ainda recuperando-se de uma entorse no tornozelo. Alecsandro, Tinga e Sandro participaram normalmente do trabalho que só foi aberto para a imprensa nos momentos finais.

Na véspera do jogo, é possível perceber a concentração, que é total desde a volta do México com a vantagem na bagagem. Os jogadores evitam falar em euforia e a pressão por mais uma conquista, ao contrário de quatro anos atrás, é melhor administrada. O lastro construído neste período é o principal responsável por isso.

"Não chegamos até aqui por nada. A decisão é sempre algo diferente, mas a preparação é a mesma, dentro da rotina. No futebol, uma vitória ou derrota pode nos fazer de herói ou bandido", analisou o técnico Celso Roth, prestes a conquistar o seu maior título na carreira.

Se por um lado Roth ainda não conseguiu uma grande conquista, alguns jogadores do grupo colorado poderão acrescentar mais uma taça em seus armários. E caso saia campeão, Bolívar terá o privilégio de erguer a taça.

"Ganhamos os primeiros 90 minutos de um jogo complicado. A euforia dos torcedores é difícil de conter, mas dentro do vestiário sabemos que não tem nada ganho. O adversário é complicado", disse o capitão, campeão da Libertadores, em 2006.

O provável time do Inter para tentar o bicampeonato da América, será: Renan; Nei, Índio, Bolívar e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga, Taison e D´Alessandro; Alecsandro.

Ainda estão relacionados: Abbondanzieri, Juan, Fabiano Eller, Wilson Matias, Glaydson, Giuliano, Andrezinho, Sobis e Damião.

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Com Maracanã cheio, Flu atropela "Inter B" e dispara na liderança

Diante de um Internacional que estava mais preocupado com a final da Copa Libertadores contra o Chivas (MEX), na próxima quarta-feira, o Fluminense aproveitou a chance e disparou na liderança do Campeonato Brasileiro neste domingo, em um Maracanã que contou com mais de 59 mil pessoas. Com grande atuação de Conca, o time tricolor fez 3 a 0 sobre os comandados de Celso Roth, que poupou quase todos os titulares.

Com o resultado, os cariocas chegaram a 32 pontos e abriram quatro de vantagem sobre o Corinthians, que perdeu para o Avaí por 3 a 2 na Ressacada. Já o Inter, com 20 pontos, está fora do G-4 e agora volta seus esforços para a decisão do torneio continental.

Com um esquema de três zagueiros e seis homens no meio de campo, o Inter marcou forte o time da casa nos primeiros minutos e deixou o jogo truncado. Mesmo assim, teve as melhores chances no início. Aos 7min, Andrezinho tocou para Tinga na entrada da área e o meio-campista chutou rasteiro para defesa de Fernando Henrique; três minutos depois, o goleiro tricolor voltou a trabalhar, em chute colocado de Andrezinho da intermediária.

Aos poucos, o Fluminense foi se soltando e equilibrando as ações, explorando principalmente as descidas dos alas. Aos 19min, Mariano recebeu lançamento longo de Leandro Euzébio na direita, trouxe para o meio e chutou de esquerda; a bola desviou em Fabiano Eller e enganou o goleiro Renan, entrando no canto e abrindo o placar para os cariocas.

O time de Muricy Ramalho continuou no ataque e o segundo gol não demorou a sair. Conca bateu escanteio fechado aos 22min e Washington subiu muito bem na primeira trave para desviar de cabeça, aumentando a vantagem dos anfitriões.

Aproveitando o desentrosamento do adversário, o Fluminense seguiu com o controle total da partida, mas não criou muitas chances de gol até o intervalo. O ritmo da partida diminuiu e o placar foi para o intervalo apontando 2 a 0 para o líder da competição.

A situação parecia ter se invertido no segundo tempo, com o Internacional tocando bem a bola e levando mais perigo ao gol de Fernando Henrique. Porém, em um lance espetacular de Conca, o time da casa ampliou. Aos 14min, o meia argentino deu passe preciso para Emerson, que correu por trás da zaga, invadiu a área e bateu bem na saída de Renan.

Conca continuou ditando o ritmo do meio de campo do Fluminense. Aos 25min, o camisa 11 encontrou Mariano na área com ótimo passe e o lateral cruzou, mas Washington desviou para fora. Pouco antes do apito final, Rafael Sobis ainda foi expulso por falta dura em cima de Leandro Euzébio.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 3 x 0 Internacional

Gols
Fluminense: Mariano, aos 19min, e Washington, aos 22min do 1º tempo; Emerson, aos 14min do 2º tempo

Ponto Forte do Fluminense
Teve o controle da partida e contou com grande atuação de Conca

Ponto Forte do Internacional
Assustou principalmente em chutes de longe

Ponto Fraco do Fluminense
Diminuiu um pouco o ritmo na segunda etapa

Ponto Fraco do Internacional
Mostrou um desentrosamento natural e criou poucas chances

Personagem do jogo
Conca, que fez duas assistências e se destacou no time tricolor

Esquema Tático do Fluminense
3-5-2
Fernando Henrique; Gum, Leandro Euzébio e André Luís; Mariano, Diogo (Equi González), Diguinho, Conca (Marquinho) e Júlio César; Emerson (Rodriguinho) e Washington. Técnico: Muricy Ramalho

Esquema Tático do Internacional
3-6-1
Renan; Ronaldo Alves, Sorondo e Fabiano Eller (Juan); Daniel, Glaydson, Wilson Matias, Tinga (Oscar, depois Derley), Andezinho e Leonardo; Rafael Sobis. Técnico: Celso Roth

Cartões amarelos
Fluminense: Diogo
Internacional: Fabiano Eller, Juan, Wilson Matias e Sorondo

Cartão vermelho:
Internacional: Rafael Sobis

Árbitro
Wilson Luiz Seneme (SP)

Local
Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Público
59.056

Renda
R$ 1.062.990,00

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Santos vai à Fifa para proteger Neymar do Chelsea, diz jornal

O Santos pretende fazer de tudo para manter Neymar em seu elenco até, pelo menos, a Copa Libertadores de 2011, para a qual já está classificado. Segundo o jornal inglês Daily Mail, o clube paulista entrará com um recurso na Fifa acusando o Chelsea de aliciar o jogador e tentar levá-lo a todo custo.

De acordo com fontes ligadas ao Santos, os dirigentes do Chelsea conversaram com Neymar pouco antes da estreia do atacante pela Seleção Brasileira, no amistoso contra os Estados Unidos, na última terça-feira. O santista marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 0.

Despreocupado com a postura do Santos, o Chelsea confia na vontade de Neymar em jogar na Inglaterra para fechar o negócio. O jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira afirma inclusive que já há um acordo para que o jogador saia por cerca de R$ 57,1 milhões, selado no encontro entre representantes nos EUA.

Já o Santos, que promete fazer jogo duro para manter uma de suas grandes estrelas, só aceitaria iniciar a negociação se o Chelsea aumentasse a proposta para 29,6 milhões de libras (R$ 82,1 milhões).

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Inter domina Chivas, vira no México e fica a um empate do bi

O Internacional deu um grande passo rumo ao bicampeonato da Copa Libertadores nesta quarta-feira. No Estádio Omnilife, em Guadalajara, a equipe colorada não se intimidou com a torcida e foi superior ao time do Chivas durante os 90 minutos, conquistando uma vitória de virada por 2 a 1. Com o resultado, o time joga por um empate no Beira-Rio, na partida de volta, na próxima quarta-feira, para confirmar o título.

O domínio colorado foi manchado pelo belo gol de cabeça de Bautista, pouco antes do intervalo. Porém, na segunda etapa, o Inter manteve a cabeça no lugar, acuou o adversário e buscou a virada com gols do talismã Giuliano e do capitão Bolívar.

Quando começou a partida, parecia que era o Inter quem jogava em casa. Mesmo pouco acostumado ao gramado sintético - os jogadores estavam atuando com chuteiras de futebol society, com travas baixas de borracha - a equipe gaúcha controlou a posse de bola no campo de ataque e comandou as ações nos primeiros minutos.

Aos 4min, Taison fez belo passe para Kléber na área e o lateral bateu cruzado; o chute rasteiro resvalou na trave e saiu pela linha de fundo. A pressão inicial, porém, não se converteu em gol, e a partida logo ficou amarrada no meio de campo. O Chivas tentava articular jogadas, mas parava na forte marcação do Inter, comandada por Sandro e Guiñazu.

Com D'Alessandro na direita, Taison na esquerda e Giuliano se aproximando de Alecsandro no ataque, os colorados rodavam a bola, mas tinham dificuldades em chegar à área. A melhor chance veio na bola parada: aos 29min, Alecsandro bateu falta com muita força da meia-lua e a bola tocou no travessão antes de sair.

Bem na partida, o centroavante do Internacional sentiu lesão na coxa e precisou ser substituído por Everton aos 33min. Ainda assim, a equipe brasileira seguiu melhor. Aos 41min, Kléber recebeu passe de calcanhar de Giuliano pela esquerda e levantou para Taison na área, mas a cabeçada foi bloqueada pela zaga do Chivas.

Pouco antes do intervalo, os mexicanos conseguiram sua primeira chegada perigosa ao ataque. Após ótima tabela na entrada da área, Fabián arriscou de longe, mas a bola subiu demais. No lance seguinte, os donos da casa chegaram ao gol. Fabián encontrou Bautista com um ótimo levantamento e, de fora da área, o meia-atacante deu um belo toque de cabeça para encobrir o adiantado Renan.

O gol não pareceu abater os colorados, que continuaram melhores no segundo tempo. Aos 5min, Nei deu bom passe para Giuliano na direita, mas o cruzamento foi cortado pelo goleiro Michel. Apesar de continuar com menos posse de bola, a equipe da casa passou a marcar melhor e travar as jogadas do Inter antes que elas avançassem.

Com pouca penetração, o Inter não ameaçava o goleiro Michel. Guiñazu arriscou um chute de longe aos 14min, que foi facilmente defendido. Com 22min, foi a vez de Nei bater de pé esquerdo, mas muito longe do alvo. A melhor tentativa foi de D'Alessandro: aos 23min, o argentino chutou forte de fora da área e a bola passou a centímetros do ângulo esquerdo.

Com 26min, Roth sacou Everton - que havia entrado no lugar de Alecsandro, mas não conseguiu segurar nenhuma bola na frente - para a entrada de Rafael Sobis. E no minuto seguinte, o Inter empatou. Após cruzamento certeiro de Kléber da esquerda, Giuliano subiu entre os zagueiros do Chivas e cabeceou firme para as redes.

Com volume de jogo muito maior, o Inter não demorou para conseguir a virada - em uma jogada que envolveu seus dois zagueiros na área adversária. Aos 31min, D'Alessandro fez excelente levantamento para Índio, que ajeitou de cabeça para a marca do pênalti; sozinho, Bolívar mergulhou e marcou o segundo gol.

FICHA TÉCNICA

Chivas Guadalajara 1 x 2 Internacional

Gols
Chivas Guadalajara: Bautista, aos 45min do 1º tempo
Internacional: Giuliano, aos 27min, e Bolívar, aos 31min do 2º tempo

Ponto Forte do Chivas Guadalajara
Só assustou em alguns contra-ataques isolados

Ponto Forte do Internacional
Marcou forte no meio e rodou muito bem a bola, com movimentação constante e trocas rápidas de passes

Ponto Fraco do Chivas Guadalajara
Foi sufocado pela marcação do Inter e não conseguiu ter posse de bola dentro de casa

Ponto Fraco do Internacional
Faltou penetração na área, principalmente após a saída de Alecsandro, excelente em segurar a bola entre os zagueiros

Personagem do jogo
Giuliano, que voltou a marcar um gol decisivo quando a equipe perdia a partida

Esquema Tático do Chivas Guadalajara
4-2-3-1
Michel; De Luna, Reynoso, Magallón e Ponce; Báez (Dávila) e Mejía; Fabián (Escalante), Bautista e Arellano (Araujo); Omar Bravo. Técnico: José Luis Real

Esquema Tático do Internacional
4-2-3-1
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kléber; Sandro e Guiñazu; D'Alessandro, Giuliano e Taison (Wilson Mathias); Alecsandro (Everton, depois Rafael Sobis). Técnico: Celso Roth

Cartões amarelos
Chivas Guadalajara: Fabián e De Luna
Internacional: Sandro

Árbitro
Héctor Baldassi (ARG)

Local
Estádio Omnilife, Zapopan (MEX)

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Inter reconhece campo sintético e se preocupa com quique da bola

A delegação do Internacional chegou na manhã desta segunda-feira no México, onde faz a primeira partida da final da Copa Libertadores contra o Chivas Guadalajara, e já fez o primeiro treino de reconhecimento no Estádio Omnilife, local que utiliza gramado sintético. O jogadores se mostraram adaptados ao piso - reclamaram apenas do quique da bola, mais irregular que na grama.

O meia Giuliano, um dos candidatos ao lugar de Tinga, suspenso por causa da expulsão contra o São Paulo, na semifinal, disse que a bola quica e não para num lugar só, informou o jornal Zero Hora. Beto Ferreira, auxiliar do técnico Celso Roth, afirmou que a intenção da comissão é desmitificar o gramado sintético e tirar o temor dos atletas em relação ao piso artificial.

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Às lágrimas, São Paulo e Ceni perdem "menina dos olhos"

Não há maior termômetro para os sentimentos são-paulinos que o próprio capitão Rogério Ceni. As reações do maior ídolo ao longo de toda Copa Libertadores, em especial desta quinta-feira no Morumbi, dão o tom sobre a dolorosa ferida que se abriu contra o Internacional. Pelo quinto ano consecutivo, sendo a segunda vez diante dos mesmos colorados, o São Paulo viu morrer o sonho do tetra naquela que é menina dos seus olhos.

Ceni adentrou o gramado do Morumbi simplesmente eufórico. O capitão havia convocado a torcida para a decisão contra o Inter e foi correspondido por uma casa cheia. Em uma das noites mais frias de 2010 para os paulistanos, o goleiro pisou no campo batendo no próprio braço, como quem pede raça. Sua presença não passava despercebida antes mesmo de a bola rolar. Possuído talvez fosse a melhor palavra para explicá-lo.

A Ricardo Gomes, o capitão confessara a tensão para o confronto decisivo. "Conversamos durante a semana e ele declarou até dificuldade para dormir. Se dizia ansioso querendo outra Libertadores". Mesmo aos 37 anos e uma trajetória vitoriosa, o camisa 1 parecia um juvenil atrás da primeira conquista.

E assim foi durante os 90 minutos. Rogério Ceni fez boas defesas e pouco poderia fazer no gol letal de Alecsandro. Da retaguarda, jogou com o time. Ajoelhou e olhou para o céu após uma chance perdida já próximo do fim. Atabalhoado, depois partiu para a área no último lance e acabou prejudicando seu time ao cometer falta em Renan antes mesmo de o escanteio ser cobrado.

Com muitas lágrimas escorrendo pelo rosto, Rogério Ceni se dirigiu ao túnel de acesso aos vestiários. Logo ele, o principal personagem da equipe em mais uma Copa Libertadores - a sétima consecutiva com ele no gol titular.

O nome da campanha

Na fase de oitavas, Ceni foi o maior combustível da equipe para superar o Universitario, do Peru, nos pênaltis. Errou sua cobrança, mas fez outras duas defesas e carimbou o passaporte para a etapa seguinte da Libertadores.

Perfeito diante do Cruzeiro, Rogério Ceni chegou às semifinais com a incrível marca de apenas dois gols sofridos em 10 jogos pela Libertadores. No Beira-Rio, vazado por Giuliano, se desesperou com a defesa. Longe de seu estilo, deu bronca em defensores por uma falha na marcação que todos haviam elegido como a ideal na proteção da grande área.

Impotente no jogo da volta, Ceni deu adeus àquela que é a competição com a qual os são-paulinos, como ele, sonham a cada temporada. Seja no vestiário que o desolado Ricardo Gomes classificou como silencioso, na tristeza de Hernanes se despedindo, ou no quase choro de Ricardo Oliveira, todos os tricolores deixaram o Morumbi com a sensação de perda.

Tal qual nas vitórias, Rogério Ceni foi quem melhor expressou as emoções de uma noite para o são-paulino esquecer.

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Por gol fora, Inter elimina São Paulo de novo e vai ao Mundial

A final da Copa Libertadores terá as cores vermelhas do Internacional. Nesta quarta-feira, o clube gaúcho foi mais uma vez o carrasco do São Paulo na competição e, mesmo com uma derrota por 2 a 1, avançou até a decisão graças ao gol marcado no Morumbi por Alecsandro. Com isso, o clube colorado também assegurou sua participação no Mundial de Clubes em Adu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, no fim do ano.

Aplaudido pelos torcedores após a eliminação, o São Paulo teve bons momentos no jogo e até conseguiu uma vitória - insuficiente, porém, para mantê-lo na rota do tetracampeonato da Libertadores. Batido pelo Inter na final da edição de 2006, o clube paulista caiu diante de um brasileiro pela quinta vez consecutiva. Depois da decisão realizada há quatro anos, Grêmio, nas oitavas em 2007, Fluminense, nas quartas de 2008, e Cruzeiro, também nas quartas em 2009, encerraram o sonho de título continental dos tricolores.

Apesar da vitória, com gols de Alex Silva e Ricardo Oliveira, o São Paulo possivelmente terá mudanças nos próximos dias. Com o fim de seu contrato, Ricardo Gomes deve ser liberado pelo clube paulista, que provavelmente vai atrás de um novo treinador. Camisa 10 da equipe, Hernanes tem tudo certo para defender a Lazio, da Itália, e fez aquele que tem tudo para ser seu último jogo.

O Internacional, que havia vencido no Beira-Rio por 1 a 0, gol de Giuliano, jogará uma decisão da Libertadores pela terceira vez em sua história. A primeira foi em 1980 e teve derrota contra o Nacional, do Uruguai. Na segunda, em 2006, veio o título diante do São Paulo e dobradinha com Mundial sobre o Barcelona, no Japão.

A decisão da Libertadores já começa na próxima quarta-feira, 11 de agosto, contra o Chivas Guadalajara, no México. A finalíssima acontece na semana seguinte, dia 18, no Beira-Rio. Como a vaga mexicana é definida pela Concacaf, o Internacional autoticamente se tornou o indicado da Conmebol para o Mundial de Clubes.

Primeiro tempo: São Paulo na frente

Não foram excepcionais 45 minutos, mas o São Paulo teve o espírito que precisava para buscar uma virada no Morumbi. Marcou no campo de ataque, trocou muitos passes e se mostrou superior à equipe do Internacional, que fazia bem seu papel de visitante até uma falha do goleiro Renan pôr tudo a perder na primeira etapa.

Ricardo Gomes confirmou as expectativas e armou um São Paulo mais ofensivo: mesma linha defensiva utilizada há uma semana no Beira-Rio, mas Cléber Santana e Ricardo Oliveira nos lugares de Richarlyson, contundido, e de Marlos, sacado. A formação trouxe Fernandão mais para o meio-campo, mas a postura sempre adiantada fazia dele, na prática, um novo atacante. Celso Roth não teve problemas para montar o Internacional, mas promoveu a estreia de Tinga na Libertadores, sacando Andrezinho da equipe inicial.

Nos primeiros lances, ficava clara a intenção do São Paulo: trocar muitos passes e buscar espaços na defesa do Internacional. Em 10 minutos, o time da casa só levantou a torcida, vibrante apesar do frio, em tabela pelo meio, com Tinga impedindo Dagoberto de finalizar. Fernandão, na bola aérea, e Hernanes, chutando de longe, assustaram pouco.

A partida seguia na mesma toada, com o Internacional controlando bem e buscando um contra-ataque, com jogadas sempre partindo dos pés do meia Tinga, o melhor dos gaúchos no Morumbi. Aos 24min, ele se aproveitou de reposição errada de Rogério Ceni e causou calafrio ao finalizar com perigo. Quando a partida ficava morna de vez, apareceu o lance de sorte do São Paulo.

Hernanes cobrou falta despretenciosa, pelo alto, e Renan se atrapalhou ao tentar agarrar. Atento, Alex Silva escorou de cabeça, rente à trave, e colocou o São Paulo em vantagem. O gol são-paulino deixou o Inter um pouco nervoso, mas logo a equipe gaúcha se recuperou para tentar acuar o time da casa na defesa. Bem fechados, porém, os jogadores do clube tricolor concederam poucas chances.

Apenas em faltas próximas da área o torcedor do Inter conseguiu imaginar alguma situação de gol. D'Alessandro, porém, bateu longe, enquanto Alecsandro acertou a barreira. Com isso, as duas equipes foram para o intervalo com um placar que, até aquele momento, indicava disputa por pênaltis.

Segundo tempo: Inter arranca a vaga pelo gol fora de casa

A etapa final começou com enorme agitação e, já aos 6min, o Internacional eliminou a possibilidade de uma disputa por pênaltis. Taison foi derrubado na entrada da área. D'Alessandro chutou por baixo da barreira e Alecsandro, esperto, desviou bem, enganando Rogério Ceni que nada conseguiu fazer.

O gol colorado exigia do São Paulo dois gols para jogar a decisão da Libertadores e a resposta foi praticamente imediata. Ricardo Oliveira, atento, recolheu bola dentro da grande área, girou bonito e colocou na rede de Renan, aos 8min. A defesa do Inter pediu impedimento, mas o atacante são-paulino tinha condição legal graças ao lateral Nei.

Depois de Ricardo Oliveira marcar, o jogo ficou completamente aberto, com nenhuma das duas equipes pensando em uma postura defensiva. O São Paulo até assustou em cruzamento de Hernanes, bem cortado por Sandro, mas o Inter se lançou ao ataque com boas trocas de passes.

Na melhor delas, Sandro apareceu sozinho na linha de fundo e tocou bem para Tinga, que por pouco não calou o Morumbi. De surpresa, Fernandão apareceu quase em cima da linha fatal para fazer o corte. O São Paulo não se assustou e respondeu imediatamente. Eram 18min quando Hernanes fintou a marcação e, em jogada tradicional, bateu muito forte da entrada da área, mas por cima do gol de Renan.

Para os minutos finais, Ricardo Gomes enfim sacou o apagado Cléber Santana e lançou mão de Marlos. Foi o próprio que arriscou de fora e assustou Renan. Depois foi a vez de Hernanes entrar livre pela direita da grande área e cruzar com perigo, vendo a bola morrer na linha de fundo. Pouco depois, Tinga foi expulso ao cometer falta por trás em Junior Cesar e receber o segundo cartão amarelo.

No último lance da partida, o São Paulo teve um escanteio a seu favor e o capitão Rogério Ceni foi à área colorada para tentar o gol salvador. Porém, acabou atrapalhando o ataque do time ao cometer falta sobre o goleiro Renan. Na sequência, o apito final do paraguaio Carlos Amarilla acabou com qualquer chance de reação tricolor.

FICHA TÉCNICA

São Paulo 2 x 1 Internacional

Gols
São Paulo: Alex Silva, aos 30 min do 1º tempo, Ricardo Oliveira, aos 8min do 2º tempo
Internacional: Alecsandro, aos 6min do 2º tempo

Ponto Forte do São Paulo
Vibração em campo

Ponto Forte do Internacional
Muita técnica no meio-campo e jogadas pelos dois lados do ataque

Ponto Fraco do São Paulo
Pouca movimentação dos meio-campistas, especialmente Cléber Santana

Ponto Fraco do Internacional
Bobeiras fatais na defesa

Personagem do jogo
Hernanes, que fez sua provável despedida do São Paulo

Esquema Tático do São Paulo
4-3-3
Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto (Marcelinho Paraíba); Hernanes e Cléber Santana (Marlos); Ricardo Oliveira, Fernandão e Dagoberto (Fernandinho)
Treinador: Ricardo Gomes

Esquema Tático do Internacional
4-2-3-1
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kléber; Sandro e Guiñazu; D'Alessandro (Giuliano), Tinga e Taison (Wilson Mathias); Alecsandro
Treinador: Celso Roth

Cartões amarelos
São Paulo: Fernandão
Internacional: Tinga, Kléber

Cartão vermelho
Internacional: Tinga

Árbitro
Carlos Amarilla (Paraguai)

Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

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Na véspera, São Paulo dá ênfase às jogadas ensaiadas e pênaltis

O técnico Ricardo Gomes acertou os detalhes finais do São Paulo para a partida contra o Internacional, nesta quinta-feira, pelo segundo jogo da semifinal da Copa Libertadores. Na tarde desta quarta, no último treino para o duelo contra os gaúchos, o treinador deu ênfase às jogadas ensaiadas e às cobranças de pênaltis.

Depois de descontrair o elenco com um animado rachão, o comandante levou os prováveis titulares para um dos cantos do gramado e aperfeiçoou as jogadas de faltas ensaiadas.

Em seguida, os atletas exercitaram cobranças de pênaltis, com 100% de aproveitamento de Rogério Ceni, Miranda, Ricardo Oliveira, Fernandão e Dagoberto.

Na véspera do duelo decisivo contra o Inter, o clima foi de tranquilidade no CT da Barra Funda. Gomes não realizou atividades táticas, já que definiu a escalação nos treinos de segunda e terça-feira.

Na busca pelo triunfo por dois gols de diferença para avançar à final da Libertadores, a expectativa é de que o São Paulo entre em campo com Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Cleber Santana, Hernanes e Fernandão; Dagoberto e Ricardo Oliveira.

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Traffic anuncia venda de Hernanes, volta atrás e causa saia-justa

A saída de Hernanes do São Paulo para a Lazio (ITA) ainda não foi anunciada pelo clube, mas a Traffic, que detém uma porcentagem do meia, confirmou a transação em seu site oficial nesta terça-feira. Após fazer o anúncio, porém, a empresa de marketing esportivo voltou atrás e retirou a notícia instantes depois.

O atleta são-paulino já acertou sua transferência para a equipe romana, e pode ver o meio-campista Evandro, ex-Atlético-MG e Palmeiras envolvido na negociação.

O valor da negociação de Hernanes será de aproximadamente 14 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões), divididos entre o clube, o empresário do jogador e a Traffic.

O anúncio provoca uma saia-justa, porque o São Paulo evita comentar sobre a situação de Hernanes antes da equipe encerrar a sua participação na Copa Libertadores. O São Paulo enfrenta o Internacional nesta quinta-feira pela semifinal da Copa Libertadores e, se os paulistas passarem, o meio-campista não deixa o clube antes da final.

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D'Alessandro renova contrato com Inter até 2012, diz jornal

Após a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, no Beira-Rio, na última quarta, a diretoria do Internacional acertou a renovação por mais dois anos do contrato com o meia D'Alessandro. As informações são do jornal gaúcho Zero Hora.

Desta forma, o argentino, que teve boa atuação na partida que deixou o time colorado próximo da final da Libertadores, tem contrato com o clube até agosto de 2012. O acordo já estava acertado desde a sua contratação, em agosto de 2008, mas, por se tratar de estrangeiro, era preciso renovar o vínculo junto à CBF.

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Inter sufoca São Paulo, mas leva vantagem mínima para o Morumbi

O Internacional dominou o São Paulo e mal foi ameaçado pelo time tricolor no confronto desta quarta-feira, no Estádio do Beira-Rio, pelo jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores. Porém, o massacre colorado não foi traduzido em gols, e os gaúchos levarão para a partida de volta, no Morumbi, a vantagem mínima de 1 a 0, graças a um gol do reserva Giuliano na segunda etapa.

Com o resultado, o Inter joga pelo empate na capital paulista e pode até perder por um gol, desde que balance as redes do São Paulo no Morumbi. A partida de volta acontece no dia 5 de agosto, quinta-feira da próxima semana. Quem passar enfrenta Chivas Guadalajara ou Universidad de Chile na decisão da competição continental.

O São Paulo começou com Richarlyson adiantado para o meio de campo e dois homens abertos no ataque, Marlos e Dagoberto, apoiando Fernandão. Já o Inter foi a campo no 4-4-2 de Celso Roth, que manteve Rafael Sobis no banco, mas promoveu a entrada do goleiro Renan na equipe titular.

O time da casa manteve a posse de bola nos primeiros minutos, mas sem ameaçar o gol de Rogério Ceni. Os tricolores marcavam no campo de defesa e tentavam explorar a velocidade no contra-ataque, sem sucesso. A primeira chegada de perigo do Inter veio aos 13min, quando Alecsandro finalizou da entrada da área e a bola desviou, mas o capitão são-paulino fez a defesa.

Os colorados continuaram melhores, pressionando a defesa são-paulina, e assustaram de novo aos 18min. D'Alessandro bateu falta da meia-lua que passou a centímetros da trave, para fora. Trocando passes na intermediária ofensiva, a equipe gaúcha não deixava o São Paulo passar do meio de campo. Quando tinham a chance de contra-atacar, os paulistas erravam passes fáceis.

Em bela jogada, o Inter obrigou Rogério Ceni a nova defesa aos 28min. Taison recebeu na entrada da área e serviu Kléber na esquerda; o lateral cruzou na medida de volta para Taison, que cabeceou no canto, mas parou nas mãos do camisa 1. Quatro minutos depois, foi a vez de Alecsandro desviar de cabeça para fora após levantamento de Nei. A pressão do time da casa seguiu com um chute para fora de D'Alessandro, aos 39min.

Os times voltaram do intervalo sem mudanças, tanto na escalação quanto na postura: o Inter seguiu mandando no jogo e obrigou Rogério Ceni a três boas defesas antes dos 15min. Logo no primeiro minuto, Andrezinho bateu de fora da área e o goleiro espalmou para o lado; com 5min, Taison deu belo passe para Kléber, que foi bem travado na área pelo camisa 1; e aos 12min, Sandro arriscou de longe, mas o capitão tricolor segurou firme no meio do gol.

O domínio colorado só se transformou em gol após a entrada de Giuliano no lugar de Andrezinho. Aos 22min, Alecsandro errou domínio dentro da área e a bola sobrou para o jovem meia, que havia acabado de entrar; ele girou e bateu rasteiro no canto de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. A bola ainda tocou na trave antes de balançar as redes.

Ricardo Gomes respondeu à desvantagem mandando a campo Cléber Santana e o estreante Ricardo Oliveira nos lugares de Richarlyson e Dagoberto, mas o Inter passou perto de ampliar aos 27min. D'Alessandro aplicou drible entre as pernas de Rodrigo Souto e cruzou; Rogério espalmou e a bola sobrou para Kléber, que finalizou por cima da meta, perdendo ótima oportunidade.

A chegada de maior perigo do São Paulo aconteceu só aos 45min do segundo tempo, quando Hernanes invadiu a área e bateu rasteiro para defesa segura de Renan. Depois, o Inter só administrou a vantagem até o apito final.

FICHA TÉCNICA

Internacional 1 x 0 São Paulo

Gol
Internacional: Giuliano, aos 22min do 2º tempo

Ponto Forte do Internacional
Domínio da posse de bola e volume de jogo muito maior, acuando o adversário

Ponto Forte do São Paulo
Atuação segura de Rogério Ceni, que evitou uma derrota mais elástica

Ponto Fraco do Internacional
Poderia ter matado o jogo no segundo tempo, mas errou muitas finalizações

Ponto Fraco do São Paulo
Renunciou ao ataque e não soube explorar o contragolpe com velocidade

Personagem do jogo
Giuliano, que entrou no segundo tempo e definiu a vitória colorada

Esquema Tático do Internacional
4-4-2
Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kléber; Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Giuliano) e D'Alessandro; Taison (Rafael Sobis) e Alecsandro. Técnico: Celso Roth

Esquema Tático do São Paulo
4-3-3
Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Richarlyson (Cléber Santana), Rodrigo Souto e Hernanes; Dagoberto (Ricardo Oliveira), Fernandão e Marlos (Fernandinho). Técnico: Ricardo Gomes

Cartões amarelos
Internacional: Bolívar
São Paulo: Richarlyson e Jean

Árbitro
Héctor Baldassi (ARG)

Local
Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)

Público
48.166

Renda
R$ 1.536.375,00

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Cicinho não quer voltar para a Roma e São Paulo tenta acordo

Cicinho assumidamente não é o mesmo lateral direito campeão pelo São Paulo cinco anos atrás. Mas, com seu futebol em crescimento mais uma vez, o jogador diz que não quer retornar para a Roma ao final de seu contrato de empréstimo, válido até as finais da Copa Libertadores, em agosto.

"Perguntaram ao meu empresário qual era minha vontade. Minha vontade, todos sabem. Não preciso ficar declarando. Estou muito feliz no São Paulo, pretendo ganhar mais títulos aqui. Há muito tempo que o clube não ganha a Libertadores (desde 2005)", disse o camisa 23, nesta segunda-feira.

O desejo de conquistar novos troféus pelo clube em que despontou no futebol brasileiro é ainda maior quando ele pensa no que o aguardaria na Itália: Claudio Ranieri, técnico com o qual se desentendeu por não ser aproveitado. "Ele não gosta de (jogador) brasileiro", justificou o são-paulino.

A condição de não ser aproveitado na equipe italiana foi justamente o que facilitou seu retorno ao Brasil neste ano. Cicinho está emprestado até 30 de junho, mas uma cláusula contratual, por conta da classificação para as fases finais da Libertadores, prorrogará o vínculo até 20 de agosto.

Ainda que possa contar com o lateral em uma eventual decisão do torneio continental - os dois jogos finais serão em 11 e 18 de agosto -, o São Paulo tenta estender o empréstimo. Para isso, a diretoria já fez os primeiros contatos com o procurador Ricardo Sarti, durante a semana passada.

"Não acompanho esporte, não sei de nada do que está acontecendo. Só pedi para o meu procurador tomar conta disso. Não me preocupo se a Roma vai me emprestar ou vender, estou totalmente focado no São Paulo. A diretoria sabe que pode contar comigo. Minha vontade é de não voltar", concluiu.

De acordo com o superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha, a permanência de Cicinho já é vista como viável. O diretor de futebol da Roma, Daniele Prade, que esteve no Brasil para contratar o atacante Adriano, tomou conhecimento do interesse do São Paulo em continuar com o lateral.

Fonte: Terra

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São Paulo estende patrocínio até a semi da Libertadores

O São Paulo anunciou em evento nesta segunda-feira a prorrogação do seu contrato de patrocínio com a Bombril, empresa de soluções de produtos de limpeza, e também com a Biosintética, do Grupo farmacêutico Aché. Uma cláusula em ambos os contratos previa a extensão em caso de classificação para a semifinal da Copa Libertadores.

O acordo, que inicialmente duraria por nove jogos - sete pelo Brasileiro, além dos dois duelos pelas quartas de final da Libertadores, contra o Cruzeiro - agora valerá para os jogos contra o Internacional, pela semifinal da Libertadores (nos dias 28 de julho e 4 de agosto) além de cinco jogos do torneio nacional: contra Avaí, Vitória, Grêmio Prudente, Santos e Ceará.

"Trata-se de um patrocínio pontual, mas continuamos com as tratativas para, quem sabe, estabelecermos um acordo a longo prazo. Estamos negociando com a própria Bombril, com o grupo Hypermarcas, com o JBS...", disse Júlio Casares, vice-presidente de comunicação e marketing do clube tricolor.

No evento, estiveram presentes os atletas Jorge Wagner, Fernandinho, Denis e Xandão. Embaixador do São Paulo, o ex-jogador Raí também compareceu e lembrou de sua última passagem pelo clube, em 1998, quando a mesma Bombril patrocinava o clube.

Fonte: Terra
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