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Valdivia marca dois, Palmeiras goleia Avaí e mantém embalo

Decidido a usar mais a Arena Barueri, o Palmeiras, jogando no Pacaembu, onde não vencia desde 14 de agosto, fez 4 a 1 no Avaí, nesta quinta-feira, pela 28ª rodada, e segue embalado no Campeonato Brasileiro.

Desde a derrota no clássico contra o São Paulo, a equipe alviverde não perdeu mais: foram quatro vitórias e um empate, que deixam a torcida alviverde otimista.

Apesar de ocupar o nono lugar ao fim da 28ª rodada, com 42 pontos, os comandados de Felipão estão a apenas dois pontos do Inter, quarto colocado no momento, e a sete do rival Corinthians, terceiro, que se classificaria para a Copa Libertadores da América caso a Série A terminasse hoje.

A partida desta quinta foi marcada também pelos dois primeiros gols do chileno Valdivia desde o seu retorno ao time. Kleber (que perdeu um pênalti durante o jogo e converteu outro) e Gabriel Silva completaram o placar.

Roberto fez o gol de honra dos catarinenses, que seguem sendo a primeira equipe fora da zona do rebaixamento, na 16ª colocação, com 29 pontos.

Na próxima rodada, os dois times jogam no domingo, às 16h10 (de Brasília). Fora de casa, o Palmeiras enfrenta o Botafogo. Na Ressacada, o Avaí recebe o Flamengo.

O jogo
O Avaí começou melhor, assustando o Palmeiras no Pacaembu. Logo aos 3min, Davi recebeu passe na área, tocou na saída de Deola e a bola explodiu no travessão. No rebote, Caio finalizou à direita do gol.
Aos 6min, o time catarinense chegou de novo com perigo, quando Roberto dominou na área e concluiu cruzado. A equipe alviverde não conseguia sair do campo de defesa.

Porém, em sua primeira chegada, o time da casa abriu o placar. Aos 11min, Marcos Assunção bateu falta da meia esquerda, Valdivia desviou de cabeça e mandou a bola no canto esquerdo de Zé Carlos. Foi o primeiro gol do chileno após 13 jogos disputados desde o seu retorno ao Palmeiras.

O gol diminuiu a empolgação inicial do Avaí e o jogo ficou truncado. Aos 34min, Rivaldo chegou bem, em uma jogada individual em que entrou na área e arrematou forte, exigindo boa defesa de Zé Carlos.

Em uma jogada despretensiosa, os catarinenses chegaram ao empate. Aos 36min, em escanteio cobrado da esquerda, a bola foi desviada no meio do caminho e sobrou para Roberto, em posição de impedimento, concluir para o gol, prensado por Edinho.

Os visitantes ainda criaram uma última chance antes do intervalo, quando Gabriel soltou uma bomba em cobrança de falta frontal, à esquerda do gol de Deola.

As equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo, e, logo no início, o Palmeiras chegou ao segundo gol, de novo em jogada de Valdivia. O chileno dominou na entraada da área, fintou o marcador e chutou no ângulo esquerdo.

Aos 8min, depois da saída do lateral Vítor, do Palmeiras, machucado, para a entrada de Patrick, o árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva começou a se complicar.

Ele marcou um pênalti duvidoso de Patric, do Avaí, em Rivaldo. Por reclamação, dois jogadores do time catarinense levaram amarelo antes da cobrança de Kleber, que mandou no meio do gol para fácil defesa do goleiro Zé Carlos.

Na sequência do lance, antes de devolver a bola ao jogo, Zé Carlos provocou Kleber, caído no chão, e empurrou o rosto do atacante. O goleiro foi expulso e o juiz marcou um novo pênalti, para mais revolta dos jogadores catarinenses, que cercaram o árbitro.

Após confusão, Kleber cobrou a nova penalidade no canto esquerdo. Frio, o jovem goleiro Renan, que tinha acabado de entrar, não se moveu.

Com um a menos em campo e dois gols de desvantagem o Avaí foi facilmente dominado. Aos 25min, Gabriel Silva fez mais um belo gol no jogo, chutando com categoria de fora da área, no ângulo de Renan.

A goleada já estava estabelecida. Aos 39min quase saiu o quinto: Kleber achou Valdivia na área e o meia chutou para excelente defesa de Renan.

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 4x1 Avaí

Gols
Palmeiras:
Valdivia, aos 12min do primeiro tempo e 4min do segundo tempo; Kleber, aos 13min, Gabriel Silva, aos 24min do segundo tempo.
Avaí: Roberto, aos 38min do primeiro tempo
Ponto Forte do Palmeiras
A boa sequência trouxe confiança ao time, que, mesmo com um primeiro tempo fraco, soube aproveitar as oportunidades e goleou.
Ponto Forte do Avaí
Começou bem o jogo e foi melhor que o Palmeiras no primeiro tempo.
Ponto Fraco do Palmeiras
O setor direito foi pouco usado, principalmente após a contusão do lateral Vítor.
Ponto Fraco do Avaí
Faltou controle emocional ao goleiro Zé Carlos, expulso após encostar a mão no rosto de Kleber.
Personagem do jogo
Valdivia: além dos dois gols, foi o jogador criativo dos bons tempos.
Lances polêmicos
Os palmeirenses reclamam do gol impedido do Avaí, enquanto os catarinenses reclamam dos dois pênaltis marcados para a equipe alviverde.
Esquema Tático do Palmeiras
4-5-1
Deola; Vitor (Patric), Maurício Ramos, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção (Pierre), Márcio Araújo e Rivaldo (Lincoln); Valdívia e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Esquema Tático do Avaí
4-4-2
Zé Carlos; Patric, Gabriel, Emerson e Pará; Rodrigo Thiesen, Bruno (Renan), Caio (Marcelinho) e Davi (Daniel); Robinho e Roberto
Técnico: Edson dos Santos
Cartões amarelos
Palmeiras:
Valdivia
Avaí: Gabriel, Bruno e Caio
Cartão vermelho
Avaí:
Zé Carlos
Árbitro
Cláudio Francisco Lima e Silva (SE)
Local
Pacaembu, em São Paulo (SP)
Público: 6.837 espectadores
Renda: R$ 208.850,00
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Com 2 de falta, Palmeiras vence Inter e encerra jejum em casa

Sem demonstrar abatimento com a conturbada semana política do clube, que passa por mudanças repentinas na diretoria de futebol, o time do Palmeiras conquistou a terceira vitória seguida no Brasileiro, nesta quarta-feira. Ao bater o Inter por 2 a 0, com dois gols de Marcos Assunção de falta, os comandados de Felipão chegaram aos 38 pontos e ocupam o oitavo lugar na tabela. 

Jogando na Arena Barueri, foi a primeira vitória do time alviverde como mandante desde 14 de agosto, quando, no Pacaembu, derrotou o Atlético-PR por 2 a 0. Desde então, foram quatro jogos de jejum nessa condição, com três derrotas (Atlético-GO, Cruzeiro e São Paulo) e um empate (Vasco). 

Já a equipe do técnico Celso Roth perdeu pontos importantes na luta pelo título. Ainda com um jogo a menos que a maioria dos concorrentes, os gaúchos têm 41 pontos, e estão no 4º lugar. 

Na próxima rodada, os dois times jogam no sábado. Às 16h (horário de Brasília), o Palmeiras faz clássico paulista contra o Santos, fora de casa. Às 18h30, o Inter recebe o Guarani no Beira-Rio. 

O jogo
O Palmeiras buscou o ataque desde o início da partida, mas deixava espaços para os rápidos contra-ataques do Inter. As primeiras jogadas que Valdívia e Kleber tentaram articular pararam na segura marcação gaúcha e Renan não era muito exigido.
Aos 15min, o goleiro da equipe colorada não teve dificuldades em sua primeira aparição na partida, quando encaixou uma falta fraca cobrada por Macos Assunção. Eram os comandados de Celso Roth que levavam mais perigo quando chegavam: aos 20min, Leandro Damião bateu rente ao gol em Deola, após passar pelo zagueiro Danilo.
A segunda falta cobrada por Assunção, no entanto, foi fatal. Aos 31min, o meia cobrou com precisão e abriu o placar, no momento em que uma chuva intensa começou em Barueri.
O mau tempo prejudicou o andamento da partida, com os dois times caindo de produção. Apenas aos 44min, o Palmeiras criou uma nova boa oportunidade, quando Kleber entrou na área pela direita e chutou forte rente à trave adversária.
Para a etapa final, o técnico Celso Roth promoveu a entrada de Alecsandro, que se recupera de uma lesão, no lugar de Leandro Damião.
Apesar da chuva ter diminuído, os dois times voltaram ainda errando muitos passes e o jogo seguia pouco movimentado. Novamente o Palmeiras chegou ao gol em uma bola parada de Marcos Assunção, que, desta vez, contou com colaboração do goleiro Renan.
Na sequência, aos 16min, Kleber desperdiçou uma grande chance para ampliar, finalizando muito mal após receber passe de Valdívia, que passou ente três marcadores.
O Inter não mostrou forças para reagir e o Palmeiras diminuiu o ritmo. Em uma das raras chegadas, Kleber desperdiçou mais uma chance de fazer o seu: aos 40min, o atacante passou por dois e entrou na área, mas demorou para chutar e Renan fez a defesa. 

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 2x0 Internacional

Gols
Palmeiras:
Marcos Assunção, aos 31min do primeiro tempo e 13min do segundo tempo.
Ponto Forte do Palmeiras
Valdívia teve a sua grande atuação desde a volta.
Ponto Forte do Internacional
Até sofrer o primeiro gol era o time que mais levava perigo, por meio de rápidos contra-ataques.
Ponto Fraco do Palmeiras
Kleber perdeu duas oportunidades claras de gol e irritou a torcida.
Ponto Fraco do Internacional
Renan vem acumulando falhas e se mostra tão inseguro quanto os goleiros do Inter no primeiro semestre.
Personagem do jogo
Marcos Assunção: com um incrível aproveitamento de bola parada, marcou dois gols nas três faltas que cobrou.
Esquema Tático do Palmeiras
4-4-2
Deola; Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Márcio Araújo (Lincoln) e Tinga (Rivaldo); Valdívia (Pierre) e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Esquema Tático do Internacional
4-4-2
Renan; Daniel, Bolivar, Sorondo, e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Andrezinho (Marquinhos), Giuliano e Edu; Leandro Damião (Alecsandro).
Técnico: Celso Roth
Cartões amarelos
Palmeiras:
Maurício Ramos, Gabriel Silva e Kleber
Internacional: Edu
Árbitro
Evandro Rogério Roman (PR)
Local
Arena Barueri, em Barueri (SP)
Público: 12.264 espectadores
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Garoto brilha, São Paulo bate Palmeiras e encerra tabu de 13 anos

Com grande atuação do garoto Lucas, o São Paulo derrotou o Palmeiras por 2 a 0 neste domingo, em clássico disputado no Pacaembu. O meia marcou uma vez e deu o passe para gol de Fernandão no segundo tempo.

Com o resultado, caiu um tabu de 13 anos entre as equipes. A última vitória são-paulina em clássico com o Palmeiras no Pacaembu havia ocorrido em 1997, quando Dodô e Aristizábal comandaram a vitória por 4 a 2 no Campeonato Paulista. Além disso, o São Paulo venceu seu segundo clássico no ano, novamente contra o Palmeiras.

Sem Kléber, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Luiz Felipe Scolari escalou Tadeu ao lado de Ewerthon no ataque do Palmeiras. Valdivia voltou ao time titular, formando o meio de campo com Márcio Araújo, Pierre e Marcos Assunção.

No São Paulo, Sergio Baresi inovou. O técnico interino sacou Dagoberto e adiantou o meia Lucas ao ataque, ao lado de Fernandão. Ilsinho fez sua primeira partida como titular, mas jogando no meio de campo, enquanto Alex Silva, Miranda e Rodrigo Souto formaram o trio de zaga. Jean e Richarlyson apareceram pelas laterais.

Nas arquibancadas esteve presente o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, que veio ao Pacaembu observar os jogadores do clássico. O treinador contou com a companhia de Scolari, que foi expulso ainda no primeiro tempo.

Polêmica e pouco futebol

O São Paulo iniciou o jogo buscando mais o ataque, apostando na veloz troca de passes no meio de campo. Aos 5min, o time tricolor levou um susto quando Ilsinho travou a perna esquerda em dividida com Tadeu e retornou a campo minutos depois.

Depois de instantes iniciais com alguma criação, as duas equipes passaram a abusar nos erros de passe e finalização. Aos 14min, Casemiro lançou Lucas na área, e Maurício Ramos chegou preciso no desarme. Dois minutos depois, Ilsinho fez boa jogada no meio de campo e tocou para Jean chutar perigosamente à esquerda do gol de Deola.

Ilsinho, porém, não conseguiu permanecer em campo, sendo substituído por Zé Vitor, que recompôs com Casemiro a dupla de volantes das categorias de base do São Paulo. Enquanto o São Paulo se arrumava, o Palmeiras teve chance de ameaçar aos 21min, em falta com Marcos Assunção, mas a finalização explodiu na barreira.

A cobrança, porém, gerou mais polêmica que o esperado. Felipão reclamou da distância da barreira são-paulina e foi expulso pelo árbitro José Henrique de Carvalho. A partida ficou interrompida por quatro minutos, uma vez que o técnico não queria deixar o gramado e tentava convencer o juiz do contrário.

O jogo reiniciou com novo marasmo. Aos 29min, Tadeu arriscou chute de fora da área e a bola passou em frente ao gol são-paulino, saindo à esquerda. O Palmeiras melhorou no jogo, mantendo a partida em seu campo de ataque. Valdivia chutou da entrada da área após rebote da zaga aos 35min, mas a bola foi fácil para a defesa de Ceni.

Aos 39min, foi a vez de o Palmeiras perder jogador por lesão. Ewerthon se contundiu e deu lugar a Tinga. No minuto seguinte, Lucas teve boa chance em finalização dentro da área, mas o chute saiu ruim, à esquerda de Deola. Os minutos finais do primeiro tempo contaram com a equipe alviverde mantendo a bola no ataque, buscando a bola aérea e vendo a defesa são-paulina afastar os perigos criados.

Lucas brilha

O Palmeiras começou o segundo tempo pressionando a saída de bola do São Paulo, dando trabalho à defesa adversária. Aos 4min, Fabrício aproveitou rebote de cobrança de escanteio e chutou da entrada da área, mas a finalização foi fraca, facilitando a defesa de Ceni. Quem marcou, porém, foi o São Paulo.

Jorge Wagner desviou de cabeça após chutão, e a bola sobrou para Lucas. O garoto chutou de primeira, acertando o ângulo direito de Deola, aos 10min. O Palmeiras voltou a pressionar, e três minutos depois, Ceni espalmou para escanteio cobrança de falta de Marcos Assunção. O goleiro defendeu novamente no minuto seguinte, em cabeçada de Danilo.

Aos 17min, Miranda falhou na bola aérea e deu rebote para Marcos Assunção. O meio-campista chutou forte e Rogério caiu para defender. O jogo ganhou em emoção e, aos 19min, o São Paulo ameaçou em boa jogada de Lucas. Fernandão e Richarlyson, em chutes cruzados, obrigaram Deola a trabalhar.

Lucas apareceu novamente em bonito lance de efeito aos 26min. O garoto tabelou com Fernandão, invadiu a área, "chapelou" Marcos Assunção e só não fez um golaço porque foi travado pela marcação de Vítor. O Palmeiras respondeu dois minutos depois, em cobrança de falta ensaiada em que a bola ficou com Valdivia, mas o chute parou na defesa.

Se não marcou seu segundo gol, Lucas criou a jogada do próximo tento são-paulino. O meia carregou a bola pela direita e deu ótimo passe para Fernandão, que dominou e chutou sem defesa para Deola, aos 31min.

Com a boa vantagem adquirida, o São Paulo passou a controlar o jogo com mais calma, trocando passes no meio de campo. Alex Silva, machucado, e Fernandão, cansado, deixaram o jogo e ajudaram a diminuir o ritmo da partida.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 0 x 2 São Paulo

Gols
São Paulo: Lucas, aos 9min do 2º tempo, e Fernandão, aos 32min

Ponto Forte do Palmeiras
Bola parada de Marcos Assunção foi uma das poucas armas do time.

Ponto Forte do São Paulo
Liderada por um inspirado Alex Silva, a defesa esteve em grande dia, dando poucos espaços ao Palmeiras .

Ponto Fraco do Palmeiras
Equipe criou pouco, com Valdivia novamente em atuação apagada.

Ponto Fraco do São Paulo
Equipe não conseguiu criar boas chances ofensivas no primeiro tempo.

Personagem do jogo
Lucas: o garoto são-paulino marcou um gol e deu passe para o tento de Fernandão.

Lances polêmicos
Irritado com o posicionamento de uma barreira do São Paulo em cobrança de falta de Marcos Assunção, Luiz Felipe Scolari discutiu com a arbitragem e foi expulso.

Aos 46min do primeiro tempo, irritado com uma marcação dura, Jorge Wagner deu um chute em Pierre, mas a arbitragem não puniu o são-paulino.

Esquema Tático do Palmeiras
4-4-2
Deola; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Patrik); Pierre, Marcos Assunção, Márcio Araújo (Luan) e Valdivia; Tadeu e Ewerthon (Tinga). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Esquema Tático do São Paulo
3-5-2
Rogério Ceni; Rodrigo Souto, Alex Silva (Renato Silva) e Miranda; Ilsinho (Zé Vitor), Jean, Casemiro, Jorge Wagner e Richarlyson; Lucas (Dagoberto) e Fernandão. Técnico: Sérgio Baresi

Cartões amarelos
Palmeiras: Valdivia, Marcos Assunção, Pierre e Tinga
São Paulo: Casemiro, Zé Vitor, Richarlyson e Miranda

Árbitro
José Henrique de Carvalho (SP)

Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Público
15.011 pagantes

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Palmeiras empata com líder Flu no fim e ajuda rival centenário

Em sua última partida no Maracanã, o Fluminense empatou com o Palmeiras por 1 a 1 após sofrer gol nos acréscimos. A equipe carioca deu adeus ao estádio nesta quarta-feira, que será fechado para as obras da Copa do Mundo, e teve como "presente de despedida" um tento de Ewerthon aos 48min.

O gol do Palmeiras faz com que o Flu abra quatro pontos de vantagem na liderança, facilitando o trabalho do Corinthians na briga pelo topo do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro não atua neste meio de semana devido às comemorações do centenário do clube

As equipes foram prejudicadas pelas péssimas condições do gramado do Maracanã, que viu dois tempos distintos. O time carioca foi melhor na etapa inicial, enquanto os paulistas dominaram a partida após o intervalo.

Flu abre o placar

O Fluminense iniciou a partida com uma maior posse de bola, mas sem ameaçar o gol de Marcos. O goleiro precisou deixar a meta para socar bola após cruzamento de Conca aos 3min, e aliviou o perigo com tranquilidade. O Palmeiras trancou bem o meio de campo, sem deixar a equipe carioca trabalhar a bola.

Aos 13min, Fernando Henrique fez excelente defesa após cabeçada de Rivaldo, e ainda viu Valdivia chutar por cima do travessão na sequência. Dois minutos depois, Washington recebeu bola na área, mas se enrolou para finalizar e foi desarmado. Na sobra, Conca chutou, Emerson interceptou e completou para abrir o placar.

O Palmeiras tentou responder aos 17min, em chute de Valdivia, mas Fernando Henrique defendeu com firmeza. O Flu, porém, seguiu atacando, e, melhor na partida, ficou perto de ampliar aos 23min. Conca entrou pela esquerda e chutou para a boa defesa de Marcos. Deco chegou no rebote, mas errou a finalização.

A situação da equipe da casa se complicou quando Diogo sentiu lesão muscular e precisou ser substituído por Belletti. O ritmo dos ataques cariocas caiu, e aos 31min o Palmeiras estufou as redes. Kléber recebeu a bola após disputa e finalizou, mas a arbitragem viu impedimento.

O Flu passou a tocar a bola no meio de campo, buscando espaços na defesa palmeirense, e só voltou a ameaçar marcos nos instantes finais. Aos 45min, Émerson chutou da entrada da área, e a bola passou perigosamente rente à trave de Marcos.

Pressão alviverde

No segundo tempo, o Palmeiras voltou atacando mais, pressionando o Flu em seu campo de defesa. Tinga entrou no lugar de Pierre, melhorando a qualidade do passe no meio de campo. Aos 7min, Valdivia tentou chutar desequilibrado, e finalizou sem perigo ao gol de Fernando Henrique.

As marcações levavam a melhor sobre os ataques, e Felipão buscou acabar com o marasmo ofensivo apostando na entrada de Luan no lugar de Fabrício. Aos 16min, Marcos Assunção cobrou falta sofrida por Edinho e obrigou Fernando Henrique a fazer ótima defesa.

Três minutos depois, Kléber fez boa jogada pela esquerda e cruzou na entrada da área, para ver Valdivia chutar sem pontaria. A pressão palmeirense continuou, e Fernando Henrique salvou o Flu ao espalmar cobrança de falta traiçoeira de Marcos Assunção aos 22min.

A equipe carioca buscou cadenciar o jogo, mas abusava dos erros de passe e facilitava o trabalho do time paulista. Felipão lançou Ewerthon para buscar o empate, e o atacante ameaçou Fernando Henrique aos 33min em chute perigoso de fora da área. A partida virou um treino de ataque contra defesa, e marcação do time da casa levava a melhor.

O Fluminense teve excelente chance de ampliar aos 40min, em cabeçada de Leandro Euzébio, mas Marcos fez ótima defesa. O goleiro palmeirense agarrou novamente na sequência em chute de Conca, mas o árbitro já havia parado o lance por falta de ataque.

Buscando manter o resultado, Muricy Ramalho sacou Emerson e lançou André Luis, recuando a equipe. A situação do time da casa se complicou aos 46min, quando Leandro Euzébio fez falta dura em Kléber e foi expulso. Dois minutos depois, o Flu foi punido por sua omissão no ataque. Ewerthon aproveitou rebote de Edinho após bola alçada na área por Tinga e empatou a partida.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 1 x 1 Palmeiras

Gols
Fluminense:
Emerson, aos 15min do 1º tempo
Palmeiras: Ewerthon, 48min do 2º tempo

Ponto Forte do Fluminense
Goleiro Fernando Henrique fez boas defesas e retardou o gol palmeirense.

Ponto Forte do Palmeiras
Equipe dominou a partida no segundo tempo, sendo premiada com o gol no final .

Pontos Fracos do Fluminense
Time carioca desistiu de jogar após o intervalo, recuando e vendo o Palmeiras controlar o jogo. Washington esteve em péssima noite, errando e desperdiçando os lances em que se envolveu.

Ponto Fraco do Palmeiras
Valdivia segue sem fazer uma boa atuação desde seu retorno ao Palmeiras. Nesta quarta-feira, pouco produziu.

Personagem do jogo
Luiz Felipe Scolari: o técnico pentacampeão com a Seleção mudou seu time para o segundo tempo, dominando o Flu. Ainda viu Ewerthon, aposta sua no final da partida, marcar o gol de empate.

Esquema Tático do Fluminense
4-4-2
Fernando Henrique; Thiaguinho, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Diogo (Belletti), Fernando Bob, Deco e Darío Conca; Emerson (André Luís) e Washington. Técnico: Muricy Ramalho

Esquema Tático do Palmeiras
4-5-1
Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Luan); Márcio Araújo, Pierre (Tinga), Edinho, Marcos Assunção, Valdívia (Ewerthon) e Rivaldo; Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Cartões amarelos
Fluminense: Leandro Euzébio, Emerson e Belletti
Palmeiras: Rivaldo, Márcio Araújo, Pierre e Edinho

Cartões vermelhos
Fluminense: Leandro Euzébio

Árbitro
Márcio Chagas da Silva (RS)

Local
Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

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Atlético-GO faz três e estraga festa de 96 anos do Palmeiras

O Palmeiras recebeu um "presente de grego" no dia em que completa seu 96º aniversário. A equipe alviverde foi derrotada nesta quinta-feira pelo Atlético-GO, no Estádio do Pacaembu, por 3 a 0, com três gols de Elias. O resultado tirou a equipe goiana da lanterna do Campeonato Brasileiro. Agora o time do técnico René Simões tem 13 pontos, na 19ª posição, empurrando o Goiás para o último lugar. Já o Palmeiras segue com 20 pontos, em 13º.

Esta não é a primeira vez que o Atlético-GO apronta para cima de um grande paulista. A equipe de Goiânia derrotou o até então invicto Corinthians no Serra Dourada por 3 a 1, no dia 21 de julho.

Sem os suspensos Marcos Assunção e Márcio Araújo, o técnico Luiz Felipe Scolari apostou em um meio de campo formado por Edinho, Tinga, Rivaldo e Valdivia - o primeiro jogo do chileno como titular desde sua volta. Nas laterais, promoveu o retorno de Vítor e Gabriel Silva.

Assim, o Palmeiras começou a partida com o controle, mas sem ameaçar o gol adversário. Luan arriscou chute de fora da área aos 2min, e mandou por cima do travessão. Aos 9min, o goleiro Márcio cobrou falta, mas acertou longe da meta defendida por Marcos.

O primeiro bom lance do Atlético-GO saiu aos 15min, em chute de Diguinho que obrigou o goleiro palmeirense a fazer boa defesa. O jogo ficou truncado no meio-campo, com as equipes errando muitos passes. Aos 23min, Gabriel Silva cruzou bola na área e Tadeu furou em frente ao gol.

O Palmeiras estava melhor na partida, mas quem abriu o placar foi o Atlético-GO. Gabriel Silva derrubou Thiago Feltri na área aos 26min, e o juiz marcou pênalti. Elias cobrou rasteiro e venceu Marcos por pouco para mexer no marcador no Pacaembu.

A equipe alviverde seguiu com posse de bola, sem conseguir ultrapassar a defesa goiana. Assim, aos 37min, Elias recebeu de Diguinho e chutou fechado para vencer Marcos e marcar o segundo gol do jogo. Tadeu tentou descontar aos 40min, mas furou feio e errou o gol adversário.

Felipão apostou em um esquema ofensivo no segundo tempo, sacando Gabriel Silva e Luan para usar Ewerthon e Patrik. A equipe voltou pressionando, mas sem passar pela defesa do Atlético-GO. Quem ficou perto de marcar, porém, foi o time visitante. Diguinho arrancou pelo meio, aos 9min, passou pela marcação e chutou colocado para a defesa tranquila de Marcos.

Dois minutos depois, Valdivia deu ótimo passe para Rivaldo, mas o palmeirense finalizou fraco. O Atlético-GO assumiu o controle da partida, tocando a bola, enquanto o time da casa não era capaz de criar uma jogada.

O Palmeiras só foi ter um bom lance ofensivo aos 27min, em cruzamento de Vinicius que passou pela área do Atlético-GO. Cinco minutos depois, Tadeu cobrou falta na entrada da área, mas chutou longe do travessão de Márcio.

Quem ficou perto de marcar foi o Atlético-GO. Marcão fintou sobre a marcação aos 34min, chutou cruzado e viu a bola passar perto do canto esquerdo de Marcos. Quatro minutos depois, Anaílson aproveitou contra-ataque para passar para Elias, que pegou de voleio e fez um lindo gol.

Mesmo com o péssimo resultado, a torcida do Palmeiras optou por poupar os jogadores, e cantou o hino do clube nas arquibancadas. No aniversário de 96 anos, os torcedores deixaram o Pacaembu desejando dias melhores.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 0 x 3 Atlético-GO

Gols
Atlético-GO: Elias (3), aos 28min e aos 37min do 1º tempo, e aos 37min do 2º tempo

Ponto Forte do Palmeiras
Ainda sem ritmo de jogo, Valdivia usou sua técnica para criar as poucas boas jogadas do Palmeiras.

Ponto Forte do Atlético-GO
Controlou o meio de campo durante boa parte da partida .

Ponto Fraco do Palmeiras
Ataque esteve em dia de péssima pontaria, especialmente Tadeu.

Ponto Fraco do Atlético-GO
Nãou houve.

Personagem do jogo
Elias: fez os três gols do Atlético-GO na partida.

Esquema Tático do Palmeiras
4-4-2
Marcos; Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva (Patrik); Edinho, Rivaldo, Tinga e Valdívia (Vinícius); Luan (Ewerthon) e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Esquema Tático do Atlético-GO
4-4-2
Márcio; Victor Ferraz (Agenor), Welton Felipe, Daniel Marques e Thiago Feltri; Pituca, Ramalho, Diguinho (Anaílson) e Elias; Robston (Chiquinho) e Marcão. Técnico: René Simões.

Cartões amarelos
Atlético-GO: Agenor, Diguinho, Thiago Feltri e Elias

Árbitro
Evandro Rogério Roman (PR)

Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Público
13.522 torcedores

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Envergonhado, Felipão diz que não merece paciência da torcida

Luiz Felipe Scolari é conhecido por passar grande energia aos seus comandados, mas deixou o Pacaembu desnorteado nesta quinta-feira. Acostumado a grandes conquistas na carreira, o técnico lamentou uma atuação inexplicável do Palmeiras no dia do aniversário de 96 anos de fundação, contra o Atlético-GO, um dos piores do Campeonato Brasileiro deste ano.

"A gente se sente envergonhado, não só eu como, tenho certeza, todos os jogadores. Foi um dos dias que a gente não espera, queríamos dar ao Palmeiras uma vitória. Nos últimos cinco ou dez anos, foi a pior partida de um time que trabalhei", lamentou o pentacampeão mundial.

Na visão de Scolari, o Palmeiras levou um banho de bola do Atlético-GO no Pacaembu. O técnico, aliás, estranhou a presença do adversário desta quinta-feira na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Sem apelar a desculpas por desfalques como Lincoln, Kleber, Marcos Assunção e Márcio Araújo, Felipão quer ser tratado com o mesmo critério dos atletas. Ao final da partida, alguns palmeirenses chegaram a soltar gritos de "mercenário" contra o time. O treinador segue ileso das críticas.

"Não pode mudar a paciência dos torcedores por eu ser o treinador. Hoje perdemos com o Felipe como técnico. Eles devem estar chateados comigo. Se fosse o Juquinha, seria a mesma coisa. A paciência deles comigo pode estar esgotada faz 15 dias. Não posso perder 20 seguidas por ter um bom histórico", disse o campeão da Libertadores de 1999.

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Na reestreia de Valdivia, Palmeiras segura pressão e empata com Guarani

No jogo que marcou a reestreia de Valdivia pelo clube (o chileno atuou no segundo tempo), o Palmeiras não saiu do 0 a 0 com o Guarani, neste domingo, em Campinas, pelo Campeonato Brasileiro, e desperdiçou a chance de conquistar sua terceira vitória seguida. A equipe de Luiz Felipe Scolari vinha embalada por triunfos sobre Atlético-PR, pelo Nacional, e Vitória, pela Copa Sul-Americana.

Ainda fora de forma (não atuava oficialmente desde a Copa do Mundo), Valdivia procurou se movimentar, criou jogadas, mas não fez o suficiente para ajudar os colegas a tirarem o zero do placar. No fim, a equipe ainda sofreu forte pressão dos anfitriões, que ficaram com um a mais aos 27min do segundo tempo - Marcos Assunção foi expulso.

Com o resultado no Brinco de Ouro da Princesa, ambas as equipes seguem na zona intermediária da tabela do Brasileiro: o time da capital paulista está em 11º, com 20 pontos, um a mais que o rival campineiro, 12º colocado.

Mesmo fora de casa, o Palmeiras iniciou o jogo tomando mais iniciativa e quase abriu o placar aos 5min: Luan fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Rivaldo, que dominou na área e acertou o travessão do estreante Emerson, desperdiçando oportunidade incrível.

Os donos da casa, porém, acertaram a marcação e equilibraram a partida a partir dos 15min da etapa inicial, obrigando Marcos a fazer duas boas defesas, em chutes de longe de Ricardo Xavier e de Mazola.

Na metade do primeiro tempo, a pedido dos jogadores, o árbitro Salvio Spinola Fagundes Filho fez um tempo técnico (o calor era forte em Campinas). Dali até o intervalo, uma boa chance para cada time.

Kleber, muito marcado durante o duelo, assustou em chute cruzado de dentro da grande área, enquanto Marcos apareceu bem novamente nos acréscimos, após boa jogada individual de Mazola.

Com Valdivia em campo (o chileno entrou no lugar do zagueiro Fabrício no intervalo), o Palmeiras novamente foi melhor no início da etapa final e partiu para cima.

Aos 4min, Tinga arriscou de longe e a bola passou muito perto do gol bugrino. Pouco depois, Felipão teve que mexer novamente. Kleber, com desconforto muscular, deu lugar a Ewerthon.

Com dificuldades para criar chances de perigo, o Guarani chegou pela primeira vez na etapa complementar apenas aos 19min. Mazola recebeu, girou sobre o marcador e parou em boa defesa de Marcos. O cenário ainda melhorou para os donos da casa aos 27min.

Marcos Assunção, que já tinha amarelo, fez falta sobre Mazola e levou o vermelho. Mesmo assim, o Palmeiras quase marcou aos 32min: Patrik, que entrou no lugar de Luan, recebeu de Valdivia e parou em Emerson. A partir daí, porém, a equipe de Felipão foi encurralada pelos campineiros, que, no entanto, não conseguiram o gol da vitória.

Os dois times voltam a campo na próxima quinta-feira, às 21h de Brasília, para seus compromissos pela 16ª rodada do Brasileiro. O Guarani vai ao Barradão desafiar o Vitória, enquanto o Palmeiras pega o lanterna Atlético-GO, no Pacaembu.

FICHA TÉCNICA

Guarani 0 x 0 Palmeiras

Ponto Forte do Guarani
Marcou forte e quase não deu espaços aos atacantes palmeirenses

Ponto Forte do Palmeiras
Bom início de jogo tanto no primeiro como no segundo tempo

Ponto Fraco do Guarani
Mostrou lentidão e errou muitos passes no meio-campo

Ponto Fraco do Palmeiras
Com a expulsão, "desistiu" de atacar nos dez minutos finais

Personagem do jogo
Valdivia, que atuou o segundo tempo inteiro e reestreou no Palmeiras

Esquema Tático do Guarani
4-4-2
Emerson; Rodrigo Heffner, Rodrigão, Ailson e Márcio Careca; Renan (Preto), Paulo Roberto, Baiano e Mário Lúcio (Diogo); Ricardo Xavier (Rômulo) e Mazola; técnico Vagner Mancini

Esquema Tático do Palmeiras
3-5-2
Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Valdivia); Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Kleber (Ewerthon) e Luan (Patrik); técnico Luiz Felipe Scolari

Cartões Amarelos
Guarani: Rodrigo Heffner e Mazola
Palmeiras: Luan e Márcio Araújo

Cartão vermelho
Palmeiras: Marcos Assunção

Árbitro
Salvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)

Local
Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)

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Confira as transferências que agitaram o futebol brasileiro

A janela de transferências do futebol do exterior para o Brasil se fechou na última quinta-feira. Alguns clubes aproveitaram a oportunidade e se reforçaram para a sequência do Campeonato Brasileiro. Outros, porém, sofreram com a saída de jogadores importantes para a Europa (o que ainda pode acontecer até dia 31 de agosto).

Chegadas

Vários times tiveram a chance de repatriar antigos ídolos nesta janela de transferências. O Palmeiras acertou a chegada do chileno Valdivia, que havia deixado o clube em 2008 para atuar no Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos. Outro meia apelidado de "Mago" pela torcida que voltou ao País foi Maicosuel, recebido com festa no Botafogo depois de um ano no Hoffenheim, da Alemanha.

A chegada de novos "medalhões" ao Campeonato Brasileiro também foi possibilitada pela janela. O maior deles desembarcou nas Laranjeiras: o meia Deco, após temporadas de sucesso defendendo Porto (POR), Barcelona (ESP) e Chelsea (ING), foi apresentado com a camisa 20 do Fluminense. O rival rubro-negro não deixou por menos e, no último dia, acertou a contratação do atacante Deivid, que estava no Fenerbahce (TUR).

Mais nomes de destaque que passarão a desfilar pelos campos brasileiros: o meia argentino Walter Montillo, que se destacou pela Universidad de Chile na Copa Libertadores da América e foi "fisgado" pelo Cruzeiro; Keirrison, que tentará recuperar no Santos o faro de artilheiro que não demonstrou na Europa; Gabriel, vice-campeão da Libertadores em 2008 pelo Fluminense, que acertou sua ida do Panathinaikos (GRE) para o Grêmio; e Diogo, atacante ex-Portuguesa, que defenderá o Flamengo após dois anos no Olympiacos.

O Internacional, por sua vez, talvez tenha sido o time que melhor aproveitou o período de transferências, acertando rapidamente os retornos do goleiro Renan, do meia Tinga e do atacante Rafael Sobis a tempo do duelo contra o São Paulo, pela Libertadores. O rival paulista respondeu, acertando com o atacante Ricardo Oliveira, mas foi derrotado pela equipe colorada, que ficaria com o título. Os quatro agora seguirão em ação no Brasileiro.

E o Vasco, em situação complicada no campeonato, se reforçou com um "pacotão" de qualidade. Voltou o ídolo Felipe, que estava no futebol do Catar; Carlos Alberto, que estava apenas emprestado pelo Werder Bremen, foi comprado pelo clube carioca; outras aquisições foram o meia Zé Roberto (que estava no Schalke 04, da Alemanha) e o atacante Éder Luís (procedente do Benfica, de Portugal).

Outras contratações dignas de nota foram as de Gilmar (atacante, do Guingamp-FRA para o Grêmio Prudente), Pablo (volante, do Zaragoza-ESP para o Cruzeiro), Rodrigo Possebon (volante, do Manchester United-ING para o Santos) e Josiel (atacante, do Jaguares-MEX para o Atlético-GO).

Saídas

O excelente desempenho do Santos no primeiro semestre, com os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, teve seu "preço". O time de Dorival Júnior perdeu dois jogadores para o exterior: o atacante André fez as malas rumo ao Dynamo de Kiev (UCR), enquanto o volante Wesley acertou sua ida para o Werder Bremen (ALE). Sem falar em Robinho, que teve seu contrato de empréstimo junto ao Manchester City (ING) encerrado.

Situação semelhante viveu Philippe Coutinho, que já pertencia à campeã europeia Inter de Milão (ITA) e estava apenas emprestado ao Vasco. O clube carioca perdeu também o atacante Elton, que negociou sua tranferência para o Braga (POR) - mesmo clube que levou o goleiro Felipe poucos dias depois de ele ter rescindido contrato com o Corinthians.

Outra saída muito sentida foi a de Hernanes, camisa 10 do São Paulo, que trocou o Morumbi pela Lazio (ITA). Também dois jovens atacantes deixaram o futebol brasileiro para jogar na Europa: Walter, do Internacional, foi para o Porto (POR) em meio à disputa da Copa Libertadores, e Alan, do Fluminense, foi seduzido pelos euros do austríaco Red Bull Salzburg.

O Palmeiras também teve suas baixas - o meia Cleiton Xavier foi para o Metalist (UCR), enquanto atacante Paulo Henrique, após um período curto e sem brilho no Palestra Itália, deixou o clube para jogar no Westerlo (BEL). Já o Inter se despediu do volante Sandro, que estava negociado com o Tottenham desde o começo do ano, mas partiu para a Inglaterra com o título da Libertadores na bagagem.

Novelas

As transferências que não aconteceram tiveram, em alguns momentos, até mais repercussão do que as que foram concretizadas. A saída de Neymar do Santos, por exemplo, parecia inevitável com a proposta milionária do Chelsea.

Porém, o presidente do clube paulista, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, ofereceu um novo contrato ao atacante, que renovou por mais cinco anos e ganhou um gordo aumento salarial, além de benefícios como bônus por títulos conquistados e convocações para a Seleção Brasileira.

Fazendo o caminho inverso, a chegada de Ronaldinho ao Palmeiras seria o grande reforço do mercado brasileiro. Porém, para tristeza dos torcedores alviverdes, a diretoria desmentiu a contratação do craque do Milan na quinta.

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Palmeiras faz três, empolga Pacaembu e elimina Vitória

Na noite em que o goleiro Marcos completou 500 partidas com a camisa do Palmeiras, dois ex-jogadores do Grêmio Prudente garantiram a classificação do time alviverde na Copa Sul-Americana. Tadeu e Marcos Assunção brilharam nesta quinta-feira, e a equipe paulista derrotou o Vitória no Pacaembu por 3 a 0, garantindo a classificação às oitavas de final do torneio.

Na partida de ida, o Palmeiras havia sido derrotado por 2 a 0, e precisava dos três gols para assegurar a permanência na competição da Conmebol. Nas oitavas, a equipe paulista enfrenta o vencedor de Cerro Porteño e quem passar do confronto entre Universitario de Sucre e Colo Colo.

Antes da partida, o Palmeiras convocou a torcida, que correspondeu e apoiou sua equipe no Pacaembu. O resultado foi um jogo de raça e entrega por parte do time alviverde.

Primeiro tempo

O primeiro lance de perigo da partida saiu aos 3min, quando Ramon alçou bola na área em cobrança de falta e exigiu a saída de Marcos. O Vitória seguiu pressionando o Palmeiras em seu campo de defesa, apostando em uma imprecisa bola aérea. O jogo esquentou aos 14min, quando o árbitro precisou parar a partida para dar bronca em Luiz Felipe Scolari.

As duas equipes arriscavam várias jogadas, mas tropeçavam em falhas técnicas. O Palmeiras enfim criou boa chance ofensiva aos 28min, com chute de Rivaldo defendido por Viáfara. Quatro minutos depois, Marcos Assunção cobrou falta da entrada da área e o goleiro do Vitória apareceu bem novamente.

A pressão palmeirense prosseguiu, e no minuto seguinte Tadeu cabeceou bola no travessão. A próxima chance saiu aos 42min, quando Márcio Araújo tabelou com Tinga e chutou para a defesa de Viáfara.

O abafa da equipe da casa finalmente resultou em gol aos 47min. Tadeu recebeu bola de Marcos Assunção, invadiu a área e tocou com estilo por cima do goleiro do Vitória, seu primeiro gol com a camisa palmeirense.

Gols salvadores

A partida voltou truncada após o intervalo, até que um lance bizarro aos 12min acabou com a monotonia. Uma bola sobrou na lateral, e o goleiro Viáfara saiu da área para buscá-la. Em vez de permitir o lateral, o jogador do Vitória chutou para a intermediária. Na sequência, a bola sobrou para Tadeu, que ampliou para o time da casa.

A resposta do Vitória saiu aos 18min, em cabeçada de Júnior que exigiu boa defesa de Marcos. Mesmo com o resultado positivo, Felipão pôs seu time para frente, escalando Ewerthon e Patrik. O Palmeiras seguiu atacando, mas a marcação visitante voltou a mostrar eficiência. Aos 35min, Patrik arriscou chute da intermediária, mas mandou por cima do gol.

Aos 39min, Renato chutou de fora da área e chutou perto do ângulo de Marcos. O jogo parecia que seguiria aos pênaltis, mas Marcos Assunção acertou uma linda cobrança de falta no ângulo de Viáfara para fazer o terceiro gol do Palmeiras aos 43min. O Vitória buscou reagir, mas já era tarde. Por fim, Marcos e outros atletas palmeirenses foram ao alambrado e jogaram suas camisas à torcida.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 3 x 0 Vitória

Gols
Palmeiras:
Tadeu (2), aos 47min do 1º tempo e aos 12min do 2º tempo, e Marcos Assunção, aos 43min.

Ponto Forte do Palmeiras
Espírito de entrega e raça que tomou conta da equipe, especialmente no segundo tempo, quando o Palmeiras não se acomodou com a possibilidade de resolver a classificação nos pênaltis e garantiu a vitória por 3 a 0.

Ponto Forte do Vitória
Primeiros minutos da partida foram de pressão sobre o Palmeiras.

Ponto Fraco do Palmeiras
O zagueiro Fabrício foi escalado pela esquerda e precisou apoiar o ataque no primeiro tempo, mas não rendeu o esperado.

Ponto Fraco do Vitória
Equipe não conseguiu conter os ataques do Palmeiras no segundo tempo e permitiu os três gols.

Personagens do jogo
Tadeu e Marcos Assunção: os ex-jogadores do Grêmio Prudente garantiram a vitória do Palmeiras. O atacante marcou dois gols, enquanto o meio-campista fez um e deu passe para outro.

Esquema Tático do Palmeiras
3-5-2
Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Ewerthon); Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Luan (Patrik) e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Esquema Tático do Vitória
4-4-2
Viáfara; Eduardo Diniz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Ramon (Neto Coruja depois Renato) e Thiago Humberto; Elkeson e Schwenck (Junior). Técnico: Toninho Cecílio

Cartões amarelos
Vitória: Ricardo Conceição

Árbitro
Heber Roberto Lopes (PR)

Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Público
22.408 torcedores

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Valdivia já treina no Palmeiras e calibra cobranças de falta

A reapresentação do Palmeiras, na tarde desta segunda-feira, baseou-se em um trabalho dos jogadores reservas juntamente com os que atuaram poucos minutos diante do Goiás, no domingo. Apesar disso, a principal atração ficou por conta da primeira aparição de Valdivia para a imprensa.

Depois de fazer musculação com o restante do elenco na academia, o meio-campista chileno caminhou até o gramado do CT e desviou para si o foco de todas as câmeras que filmavam o treinamento. Logo em seguida, o jogador foi chamado por Luiz Felipe Scolari também para o trabalho com bola.

Embora estivesse treinando na Academia de Futebol desde a quinta-feira passada, Valdivia ainda não havia aparecido diante da imprensa. Depois de assinar contrato com o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo no de domingo, o meia já deu seus primeiros chutes com o uniforme de treino do clube.

Na primeira atividade aberta para os jornalistas, o jogador demonstrou boa movimentação e até foi deslocado para as cobranças de bola parada.

A apresentação do chileno está marcada para a próxima quinta-feira, no salão nobre do Estádio Palestra Itália - haverá apenas entrevista, assim como na chegada do treinador. O primeiro contato com a torcida, contudo, ocorrerá no sábado, antes da partida contra o Atlético-PR, no Pacaembu.

Sua estreia ainda não está confirmada pela comissão técnica. Após o empate com o Goiás, Felipão disse que ela poderá acontecer dentro de 20 dias.

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Valdivia encerra mistério e chega "escoltado" ao Brasil

O chileno Valdivia encerrou o mistério sobre sua chegada ao Brasil. No início desta quarta-feira, o reforço palmeirense desembarcou cercado por seguranças em Guarulhos, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em voo de origem desconhecida.

Valdivia tinha a chegada ao Brasil prevista para terça-feira, mas perdeu o voo e frustrou torcedores palmeirenses que foram até Guarulhos para recepcioná-lo. Até a fuga do chileno foi especulada.

Em breve, o Palmeiras deve anunciar a data de apresentação de Valdivia, que se junta ao atacante Kléber e ao treinador Luiz Felipe Scolari como principais reforços do clube para o segundo semestre.

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Adilson estreia, Corinthians empata com Palmeiras e fica em 2º

Em jogo que marcou a estreia de Adilson Batista no comando do Corinthians, a equipe alvinegra empatou o clássico com o Palmeiras por 1 a 1, no Pacaembu, e perdeu a chance de reassumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Jorge Henrique e Edinho marcaram os gols da partida - a quarta de Luiz Felipe Scolari no comando do time alviverde, ainda sem vitórias desde seu retorno.

Com o resultado, os corintianos chegaram a 25 pontos - um a menos que o líder Fluminense, que venceu o Atlético-PR por 3 a 1 no sábado. Já o Palmeiras, com 15 pontos, segue na zona intermediária da tabela, na 11ª colocação.

Sem o capitão Marcos, vetado por dores no joelho, o Palmeiras teve o retorno do zagueiro Danilo à equipe titular. Já no Corinthians, Adilson manteve o meia Danilo no banco e escalou Jucilei - convocado para a Seleção Brasileira por Mano Menezes.

O time alvinegro começou o jogo melhor, pressionando o Palmeiras no campo de defesa e mantendo a posse de bola. Com 4min, Bruno César bateu falta com perigo de longa distância e Deola espalmou bem. Dois minutos depois, o primeiro lance polêmico do jogo: Armero subiu para cabecear e tocou a bola com o braço na área, mas o pênalti não foi marcado.

A partida prosseguiu com muita marcação no meio de campo, com os times insistindo em tentar jogadas pelo centro e usando pouco as laterais. Porém, o Corinthians tinha mais opções quando ia à frente. Aos 14min, Jorge Henrique ajeitou para Bruno César na entrada da área e o meia bateu por cima da meta.

Todas as jogadas de perigo do Corinthians passavam pelos pés de seu camisa 10. Aos 19min, Bruno César tentou finalizar de pé direito da meia-lua e foi travado; na sequência, bateu de esquerda, mas a bola subiu demais. O Palmeiras tinha Márcio Araújo e Ewerthon abertos pelos lados, mas os dois faziam um mau jogo e deixavam Kléber como o único perigo ofensivo da equipe alviverde. Sozinho, o atacante atormentava a defesa adversária.

Apesar da superioridade, a equipe do Parque São Jorge só abriu o placar em um lance irregular. Em rápido contra-ataque aos 21min, Iarley acionou Bruno César na direita e o meia cruzou rasteiro para a marca do pênalti. Em posição de impedimento, Jorge Henrique completou de letra para as redes.

Depois do gol, o Palmeiras melhorou. Com mais movimentação de Ewerthon, Lincoln e Márcio Araújo, Kléber deixou de ficar isolado na frente e o time passou a acuar o Corinthians. A pressão surtiu efeito aos 33min: Danilo levantou na área e Kléber, em posição legal, cabeceou para ótima defesa de Júlio César. No rebote, Edinho dominou na pequena área e bateu forte para empatar o jogo.

O time de Felipão não repetiu o erro do rival depois de marcar o gol e continuou buscando o ataque. Sem conseguir trocar passes, o Corinthians apostou em bolas longas para o ataque até o fim do primeiro tempo, mas sem sucesso. A última chance antes do intervalo foi um chute de longe de Elias, que passou muito longe do alvo.

A segunda etapa começou equilibrada, novamente com muita marcação. Com Kléber brigando com a defesa corintiana, o Palmeiras levava mais perigo. Aos 3min, em jogada ensaiada, Lincoln levantou na área em cobrança de falta e Ewerthon cabeceou para o gol, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento.

Recuado, o Corinthians não conseguia impor seu jogo. Melhor em campo, o Palmeiras chegava mais ao ataque, mas errava passes e não criava chances claras. Com 17min, Adilson tirou Bruno César, que caiu muito de produção no decorrer da partida, para a entrada de Defederico. Felipão respondeu trocando Lincoln por Tinga.

A partida ficou mais truncada e voltou a se equilibrar. Aos 32min, o Palmeiras teve mais um gol anulado corretamente - de novo, Ewerthon vacilou e ficou impedido, antes de receber passe de Kléber dentro da área e chutar rasteiro para as redes. Com 40min, Vítor arriscou de longe, mas mandou por cima da meta, no último lance perigoso do jogo.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 1 x 1 Corinthians

Gols
Palmeiras: Edinho, aos 33min do 1º tempo
Corinthians: Jorge Henrique, aos 21min do 1º tempo

Ponto Forte do Palmeiras
Cresceu após levar o primeiro gol, com maior movimentação do time para apoiar Kléber na frente

Ponto Forte do Corinthians
Começou bem, pressionando e trocando passes no ataque, e dominou até abrir o placar

Ponto Fraco do Palmeiras
Muitos erros de passe no setor ofensivo, impedindo a criação de chances claras de gol

Ponto Fraco do Corinthians
Recuou demais depois de fazer 1 a 0 e deixou o Palmeiras tomar conta da partida

Personagem do jogo
Kléber, que brigou quase sozinho com a defesa corintiana e levou a melhor na maioria das vezes

Lances polêmicos
- Armero tocou a bola com o braço dentro da área quando subiu para cabecear aos 6min do primeiro tempo, mas o pênalti não foi marcado
- Jorge Henrique estava impedido quando abriu o placar para o Corinthians aos 21min do primeiro tempo

Esquema Tático do Palmeiras
4-2-3-1
Deola; Vítor, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre e Edinho; Márcio Araújo, Lincoln (Tinga) e Ewerthon (Patrik); Kléber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Esquema Tático do Corinthians
4-4-2
Júlio César; Alessandro, Chicão, William e Leandro Castán; Ralf, Elias (Paulinho), Jucilei e Bruno César (Defederico); Jorge Henrique e Iarley (Souza). Técnico: Adilson Batista

Cartões amarelos
Palmeiras: Danilo, Márcio Araújo, Pierre e Armero
Corinthians: Chicão, Bruno César, William, Alessandro, Leandro Castán e Jorge Henrique

Árbitro
Paulo César de Oliveira (SP)

Local
Estádio do Pacaembu, São Paulo (SP)

Público
25.139

Renda
R$ 888.586,00

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Palmeirense, Valdivia assina rescisão e abre mão de R$ 12 mi

A vontade em retornar ao Palmeiras e ficar mais próximo da família fez Valdivia desistir de um valor importante em seus salários. Segundo matéria publicada pelo diário La Tercera, do Chile, a decisão de rescindir o vínculo com o Al Ain, dos Emirados Árabes, deixará o meia com um déficit de cerca de R$ 12 milhões.

A conta é simples. No mundo árabe, Valdivia ganhava cerca de R$ 10,2 milhões por ano para ser o principal ídolo da equipe. No Palmeiras, apesar da ajuda de patrocinadores e sócios nas negociações, os vencimentos anuais do camisa 10 estão estipulados em cerca de R$ 4,2 milhões. O meia deixou para trás dois anos de contrato com o Al Ain.

Ainda assim, Valdivia volta ao Palestra Itália com status de um grande ídolo. O jogador defendeu o Al Ain por duas temporadas, mas sempre esteve na mira da diretoria palmeirense, que fez diversas tentativas para a sua aquisição.

Desta vez, o Palmeiras fez todos os esforços para repatriar Valdivia. A direção do time paulista aceitou as exigências do Al Ain e adquiriu 100% dos direitos do chileno, avaliados em 6 milhões de euros (ou R$ 13,7 milhões).

A expectativa dos dirigentes é viabilizar a apresentação de Valdivia na semana que vem. O chileno assinou nesta quinta a rescisão de contrato com o Al Ain. Nos próximos dias ele irá resolver alguns detalhes em relação a pertences que estão nos Emirados Árabes Unidos.

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Belluzzo: "Palmeiras e Corinthians são os grandes de SP"

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, segue com a sina de declarações polêmicas contra o rival São Paulo. Na manhã desta terça-feira, enquanto explicava a contratação do meio-campista Valdívia, o dirigente esbanjou sinceridade ao ser convidado para falar da importância histórica do clássico contra o Corinthians.

"São os dois grandes clubes da cidade, a rivalidade é essa, não tem jeito", afirmou o dirigente, claramente incitando o adversário do Morumbi. "Esse clássico muda a história e o ambiente de qualquer um dos lados", emendou.

As provocações de Belluzzo contra o São Paulo são antigas. No ano passado, o presidente do Palmeiras estourou uma grande polêmica na festa de uma torcida organizada do clube ao puxar o coro em alusão ao rival: "Vamos matar os bambis".

Ao lado do Corinthians, Belluzzo também mantém uma espécie de boicote ao Estádio do Morumbi, o campo do São Paulo. Tanto que uma série de edições do chamado dérbi foram realizadas no interior (na cidade de Presidente Prudente). Em 2010, o jogo passou a ser disputado no Pacaembu.

"Até mesmo aqueles que torcem por outras equipes consideram Palmeiras e Corinthians como os grandes clubes da cidade", insistiu Belluzzo, convicto de sua teoria.

Para o confronto de domingo, o Palmeiras espera dar fim a um jejum de vitórias sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Enquanto isso, o Corinthians vai promover a estreia do técnico Adilson Batista, o substituto de Mano Menezes, novo comandante da Seleção Brasileira. No Palestra Itália, a ordem é salientar o equilíbrio do confronto.

"Não sei se é errado o Corinthians estrear um treinador, mas tenho certeza de que eles vão jogar em igualdade de condições. No fim, espero que o Palmeiras consiga uma vitória para subir algumas posições na classificação", encerrou Belluzzo.

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Palmeiras anuncia acerto e diz que Valdívia está a caminho

O Palmeiras divulgou na noite desta segunda-feira, em seu site oficial, que selou um acordo com o Al Ain, clube dos Emirados Árabes Unidos, e conseguiu a liberação do meia Valdívia. A nota diz ainda que ainda faltam pequenos detalhes para a contratação do jogador, que deverá se apresentar no clube nos próximos dias.

Segundo o comunicado, estiveram envolvidos na negociação o Palmeiras, por meio da diretoria de futebol e dos seus representantes, o diretor de relações internacionais, Marcelo Solarino, o advogado do clube, André Sica, e o empresário Rodolfo Fortes. "Foi mais uma batalha vencida", afirmou o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.

Os detalhes da negociação serão informados nas próximas horas através do site oficial do clube.

A volta de Valdívia, que foi negociado após se destacar na conquista do Campeonato Paulista de 2008, era um dos maiores sonhos pessoais do presidente Belluzzo. As outras "batalhas vencidas" pelo mandatário foram os retornos de Felipão e Kléber, outros dois ídolos da torcida.

Ídolo da torcida, Valdívia está perto de voltar a vestir a camisa palmeirense

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Palmeiras para no Ceará e Felipão completa 3 jogos sem vitória

No Estádio Castelão, em Fortaleza, Palmeiras e Ceará não sairam do zero neste domingo, pelo complemento da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o técnico Luiz Felipe Scolari segue sem vencer desde seu retorno ao Palmeiras. Já o Ceará acumula série de quatro partidas sem vitória, desde que o torneio voltou da pausa para a Copa do Mundo.

Mesmo com o empate em casa, o Ceará continua na terceira colocação, com 20 pontos, apenas um à frente do Inter. Já o Palmeiras sobre para a décima posição, com 14 pontos.

Na próxima rodada, o Palmeiras terá o clássico contra o Corinthians - partida que marcará a estreia de Adílson Batista no comando da equipe rival -, no próximo domingo, no Estádio do Pacaembu. Já o Ceará vai ao Estádio do Morumbi para encarar o São Paulo, neste sábado.

O jogo

Diante de sua torcida, que lotou o Estádio Castelão, o Ceará começou em cima do time alviverde logo aos 3min, com Erick Flores. O meia recebeu próximo à grande área, se livrou do marcador e mandou chute forte, defendido pelo goleiro Deola.

A melhor chance da primeira etapa aconteceu aos 19min, quando o lateral Oziel levantou bola na área, e Careca cabeceou para ótima intervenção de Deola, que salvou o gol praticamente em cima da linha.

O Palmeiras só conseguiu responder com uma boa chance aos 29min. Ewerthon recebeu bom passe na direita do ataque e tocou para Kléber dentro da grande área. Porém, o camisa 30 demorou um pouco para concluir e quando o fez, bateu fraco na bola para fácil defesa de Diego.

No retorno do intervalo, o Ceará voltou a dominar as ações e quase marcou em falha do goleiro Deola, aos 8min. O atacante Toni fez jogada de velocidade e bateu da entrada da área. O arqueiro do Palmeiras se abaixou para defender o chute, mas a bola espirrou em sua mão e subiu rasante ao travessão, saindo pela linha de fundo. O Palmeiras respondeu com Ewerthon, que disparou pela direita do ataque e bateu com força para a boa intervenção do goleiro do alvinegro cearense.

Aos 16min, Lincoln recebeu bola longa na grande área a bate de primeira e com perigo ao gol de Diego. O Palmeiras começava a crescer na partida e acuava o Ceará em seu campo de defesa.

Aos 28min, Kléber conseguiu dominar a bola entre os zagueiros e arrematou com perigo à meta cearense. Contudo, quando o Palmeiras era superior na partida, o zagueiro Léo segurou o meia Camilo próximo à linha de fundo e recebeu o segundo cartão amarelo na partida, sendo expulso pelo árbitro.

O Ceará voltou a ter ótima oportunidade aos 43min, com Clodoaldo, que havia entrado no jogo pouco tempo antes. A bola sobrou para o atacante, que bateu forte, rente ao poste esquerdo de Deola, que só observou o lance.

Nos descontos, o goleiro Deola garantiu o empate, com boa defesa no chute perigoso de Wellington Amorim.

FICHA TÉCNICA

Ceará 0 x 0 Palmeiras

Ponto Forte do Ceará
Meias e atacante deram muito trabalho para Deola, que ajudou a garantir o ponto, mesmo com o Palmeiras jogando com um a menos

Ponto Forte do Palmeiras
Ewerthon se movimentou bastante no ataque e criou várias oportunidades de gol, servido por Lincoln.

Ponto Fraco do Ceará
Parou de dominar o Palmeiras na segunda etapa e só acordou quando viu o adversário com um atleta a menos em campo

Ponto Fraco do Palmeiras
A zaga, apesar de não ter sofrido gols, deu muito espaço aos velozes atacantes do Ceará. A expulsão de Léo também dificultou muito a vida do time alviverde.

Personagem do jogo
Apesar de uma falha que quase resultou em gol do adversário, o goleiro Deola, que substitui ídolo Marcos, garantiu o empate no final, quando a equipe tinha um atleta a menos

Esquema Tático do Ceará
4-4-2
Diego; Oziel (Camilo), Anderson, Fabrício e Ernandes; Michel (Clodoaldo), Careca, João Marcos e Erick Flores (Wellington Amorim); Misael e Tony. Técnico: Estevam Soares

Esquema Tático do Palmeiras
4-4-2
Deola; Vitor, Maurício Ramos, Léo e Armero; Tinga, Márcio Araújo, Lincoln (Gabriel Silva) e Patrik; Ewerthon (Leandro Amaro) e Kleber (Tadeu). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Cartões Amarelos
Ceará: Michel
Palmeiras: Léo

Cartões Vermelhos
Palmeiras: Léo

Árbitro
Péricles Bassols Cortez (Fifa/RJ)

Local
Estádio Castelão, em Fortaleza (CE)

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Palmeiras volta 60 anos no tempo e lança nova camisa 2010/11

Inspirado na conquista das Cinco Coroas, entre 1950 e 51, o Palmeiras lançou nesta terça-feira seus novos uniformes para a temporada 2010/11 no Museu do Futebol, no Pacaembu. Foi no período, considerado um dos mais vitoriosos da história palmeirense, que o clube conquistou o bicampeonato da Taça Cidade de São Paulo, o Campeonato Paulista, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa Rio de 1951.

A nova camisa número 1 mantém a tradicional cor esmeralda e conta com uma marca d'água, ao lado direito do peito, que faz menção ao distintivo palmeirense na década de 50 e às chamadas Cinco Coroas. Além disso, conta com a mesma tecnologia utilizada pelas seleções da Adidas, fornecedora do clube, na Copa do Mundo. A marca esportiva também relançou o modelo verde-limão, campeão de vendas entre 2007 e 2008.

Para o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, o uniforme lançado nesta terça une inovação e resgate da história. "Quero dizer que esse lançamento da camisa do Palmeiras é o avanço, o progresso, mas mantendo a tradição. Somos uma comunidade que busca reafirmar seus valores e tradições", declarou Belluzzo. "A cada cerimônia dessas volto a reafirmar e acreditar que esse é um clube, ao contrário do que muitos pensam, maior que os limites entre as ruas Turiassu e a Francisco Matarazzo. É só andar pelo Brasil".

Para o evento, o Palmeiras levou os jogadores Danilo, Tadeu, Pierre, Bruno, Maurício Ramos, Armero, Vinícius, Vítor, Lincoln e Deola. Em vídeo institucional sobre o uniforme, o goleiro Marcos ainda apareceu com um bigode ao melhor estilo Oberdan Cattani, considerado um dos melhores camisas 1 da história palmeirense, e arrancou risos da plateia.

Fonte: Terra

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Sob olhar de Felipão, Palmeiras bate Santos e cola no G-4

Luiz Felipe Scolari iniciou sua segunda passagem pelo Palestra Itália com três pontos. Das tribunas do Pacaembu, o novo treinador acompanhou o triunfo do Palmeiras, por 2 a 1, em clássico contra o Santos, nesta quinta-feira. Já do banco de reservas, o inseparável Flávio Teixeira, o Murtosa, viu uma equipe palmeirense briosa, com muita marcação no meio-campo e boa movimentação de Ewerthon e Kléber, que também fez sua reestreia em jogos oficiais.

Na equilibrada tabela do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras deu salto importante e chegou ao sétimo lugar, com 12 pontos. O Santos resiste no G-4 com a mesma pontuação. Os gols palmeirenses foram de Ewerthon e do estreante Tinga, outro que mostrou estrela. Marcel descontou para os santistas, que buscaram o empate nos instantes finais, mas tiveram pouca inspiração, se ressentindo da ausência de Robinho e de Paulo Henrique Ganso em melhores condições.

Segunda atração da gelada noite do Pacaembu, que recebeu público discreto, Kléber mostrou o espírito de luta que lhe caracterizou na passagem anterior pelo Palmeiras. Participou bem de lances com Lincoln e Ewerthon e teve duas boas chances de coroar sua atuação com gol.

A vitória sob o olhar de Felipão amplia uma ótima sequência do Palmeiras nos jogos contra o rival nos últimos três anos. São seis vitórias palmeirenses e dois empates nos últimos 10 jogos diante do Santos, que nos próximos dias deve intensificar a preparação para a final da Copa do Brasil, contra o Vitória, no dia 28.

A vitória palmeirense

Dúvida para o clássico, o goleiro Marcos foi vetado de última hora por problemas no joelho. O palmeirense fez uma pequena cirurgia no local na pausa para a Copa do Mundo e ainda não está 100%, por isso ficou de fora. Outra novidade foi Marcos Assunção, escalado no lugar de Cleiton Xavier. O meia, negociado com o Metalist Kharkiv, se despediu dos companheiros já nesta quinta.

No Santos, tudo conforme o esperado. Paulo Henrique Ganso, se recuperando fisicamente, ficou entre os reservas - Alan Patrick entrou em seu lugar. Robinho e Léo foram poupados, dando lugar a Maranhão e Madson.

Apesar do pouco tempo de trabalho com Murtosa, o Palmeiras mostrou boa organização em campo, marcou firme o ataque santista e concedeu poucas oportunidades. Com três volantes, os palmeirenses fecharam bem a entrada da área e tiveram Ewerthon e Kléber, este fazendo sua estreia, em noite inspirada.

Logo no início, o Palmeiras assustou em contragolpe rápido. Ewerthon iniciou jogada pela esquerda e passou a Kléber, que errou a finalização. Lincoln recolheu e chutou mascado, levantando o baixo público presente ao Pacaembu pela primeira vez.

A jogada seguinte já foi suficiente para tirar o primeiro zero do placar. Aos 12min, Ewerthon se apresentou na entrada da área e chutou firme no ângulo, sem nenhuma chance para o goleiro santista Rafael. Foi o terceiro gol do camisa 88 palmeirense no Brasileiro.

O Santos respondeu em seguida, adotando uma atitude mais ofensiva atrás do empate. Bem fechado atrás, o Palmeiras não concedeu nenhuma oportunidade clara. As melhores chegadas santistas foram com Madson, em cobrança de falta, André, que cabeceou por cima após jogada combinada entre Neymar e Pará, e em contra-ataque puxado por Arouca que acabou com nova finalização de André. Desta vez, travado pela zaga.

O Palmeiras teve uma nova chance clara ainda antes do intervalo. Kléber reapareceu pela esquerda e passou boa bola a Lincoln, que finalizou da entrada da pequena área, sendo travado. Ewerthon ainda recolheu o rebote, mas não acertou o alvo.

Insatisfeito com a armação de seu time, Dorival Júnior acionou Paulo Henrique Ganso já no intervalo, sacando Madson de campo. A primeira chance na segunda etapa, porém, foi com Vítor. O lateral palmeirense arrancou e achou Kléber livre. A bola saiu mascada dos pés do atacante, mas Lincoln por pouco não guardou em seguida.

Depois, nova jogada de Vítor: sem marcação, chegou na frente mais uma vez e bateu por cima de Rafael. Lateral direito do Santos, Maranhão respondeu logo depois em lance similar. Arrancou livre e chutou por cima de Deola, assustando os palmeirenses.

Dorival mexeu mais duas vezes no time, com Zé Eduardo e Marcel nos lugares de Alan Patrick e Neymar, mas recebeu um castigo dos palmeirenses. Oito minutos depois de entrar em campo, Tinga recebeu em velocidade, arrancou pela ponta direita e chutou por baixo - a bola desviou em Edu Dracena e morreu no fundo das redes.

Na sequência do segundo gol, o Palmeiras se preocupou em tocar a bola e administrar a vantagem. Aos 37min, Kléber deixou o campo aplaudido, substituído por Tadeu.

O Santos ensaiou uma reação e marcou o seu gol de honra aos 38min. Wesley alçou jogada na área e Léo afastou errado. Marcel dominou na coxa e bateu no ângulo de Deola.

Aos 43min, o time da Vila Belmiro teve a grande oportunidade de empatar. Maranhão cruzou e Deola não alcançou. Vitor cortou para trás e quase marcou contra, com a bola raspando no travessão. Os momentos finais foram de tensão, com o Palmeiras acuado e o Santos no campo de ataque, mas persistiu a justa vitória palmeirense.

Os times voltam a campo no próximo domingo, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras enfrenta o Avaí, às 16h, em Florianópolis, e deve ter Felipão no banco pela primeira vez. Às 18h30, na Vila Belmiro, o Santos recebe o Fluminense.

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 2 x 1 Santos

Gols:
Palmeiras: Ewerthon, aos 12min do 1º tempo, e Tinga, aos 21min do 2º tempo

Santos: Marcel, aos 38min do 2º tempo

Ponto Forte do Palmeiras
Organização dentro de campo

Ponto Forte do Santos
Disposição pelo resultado

Ponto Fraco do Palmeiras
Falta de chegada dos volantes na frente

Ponto Fraco do Santos
Pouca penetração na área do Palmeiras

Personagem do jogo
Luiz Felipe Scolari, que acompanhou das tribunas o triunfo sobre o Santos

Esquema Tático do Palmeiras
4-3-1-2
Deola; Vítor, Léo, Danilo e Gabriel Silva; Edinho; Márcio Araújo e Marcos Assunção; Lincoln (Tinga); Kléber (Tadeu) e Ewerthon (Patrick)
Treinador: Flávio Teixeira (Murtosa)

Esquema Tático do Santos
4-2-3-1
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Pará; Wesley e Arouca; Madson (Paulo Henrique Ganso), Alan Patrick (Zé Eduardo) e Neymar (Marcel); André
Treinador: Dorival Júnior

Cartões amarelos
Palmeiras: Gabriel Silva, Edinho, Tinga e Marcos Assunção
Santos: Neymar, Pará e Paulo Henrique Ganso

Árbitro
Cléber Wellington Abade (SP)

Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

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Na chegada, Felipão pede "carinho" de parceira e 2 reforços

Luiz Felipe Scolari já chegou ao Palmeiras, nesta quinta-feira, tendo de lidar com uma perda a qual chamou de "muito grande": a de Cleiton Xavier. Como compensação, o treinador espera um "carinho" da parceira de seu novo clube, a Traffic, que pode contratar "um ou dois jogadores" em breve, segundo ele.

"A situação do Cleiton Xavier já estava dentro do planejado junto à Traffic. Temos um compromisso com eles e honramos", afirmou Felipão, que nesta quinta se apresentou em uma grande festa no clube pelo qual foi campeão da Copa Libertadores em 1999.

"É uma perda muito grande, assim como já perdi o Diego Souza. Nossa parceira, até para me fazer um carinho, provavelmente vá buscar um ou dois jogadores, porque me tirou dois, e vamos trabalhar normalmente", completou o treinador. Felipão afirmou já ter indicado "três ou quatro jogadores".

O treinador confirmou que Valdívia também está em seus planos. "Naturalmente aprovaria, porque está identificado e isso é o que mais precisamos: identificação com o clube. Jogadores que gostem, que se identifiquem com o símbolo e com tudo. Nós já tivemos contato com ele enquanto estávamos no Uzbequistão. Ele até deu camisas do Al Ain ao meu filho e eu gostaria, sim. Já temos um contato muito bom".

Segundo o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, as negociações com o chileno estão em andamento. "De maneira alguma posso garantir que ele está contratado. Estamos trabalhando, tem um grau de incerteza e isso gera uma carga de trabalho brutal", afirmou. Belluzzo confirmou que viajou até os Emirados Árabes Unidos para negociar pessoalmente com Valdívia, mas negou que não tenha a permissão do departamento de futebol.

O meia Cleiton Xavier, 27 anos, estava no Palmeiras desde o início de 2009, depois de se destacar no Figueirense, em 2008. Na equipe paulistana, disputou 90 jogos e marcou 16 gols até ser negociado com o Metalist Kharkiv, da Ucrânia, em transferência anunciada oficialmente na noite desta quarta.

Fonte: Terra

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Impressionado, Tinga espera brilhar no Palmeiras

Aos 19 anos, Tinga deixou a Ponte Preta como uma das revelações do futebol paulista, porém encontra uma nova realidade no Palmeiras. Na apresentação desta segunda-feira na Academia de Futebol, o meio-campista percebeu que defender o clube alviverde demanda mais responsabilidade e não será uma tarefa simples. O assédio inicial, aliás, causou um sentimento de susto ao jogador.

"Nunca tive oportunidade de ficar no meio de tanta gente. Estou maravilhado, todos já brincam comigo. É assim mesmo, tudo tem a primeira vez. Tenho certeza de que será a primeira de muitas entrevistas", afirmou o atleta, que assinou contrato por cinco temporadas no Palestra Itália.

Durante os primeiros questionamentos dos jornalistas, Tinga tentava conter a ansiedade ao se balançar na cadeira executiva da sala de entrevistas da Academia de Futebol. Após algum tempo, ele conseguiu relaxar. Apesar da pouca idade, Tinga também demonstra personalidade ao ressaltar que não pretende virar uma sombra de companheiros mais famosos. Ele rechaça comparações com o seu homônimo (o verdadeiro Tinga que retornou recentemente ao Internacional) e com o corintiano Elias, um ex-parceiro de Ponte Preta.

"Ganhei apelido de Tinga pela semelhança com o jogador do Inter, por causa do meu cabelo e a forma de jogar. O Elias também é um grande jogador, meu amigo, mas quero ser visto como um novo Tinga. As comparações me deixam feliz, só que sempre quero fazer algo mais do que esses atletas", avisou.

Fonte: Terra

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