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BNDES aprova R$ 400 milhões em obras no Maracanã para 2014

O BNDES aprovou nesta quinta-feira um financiamento de R$ 400 milhões para a reforma no Estádio do Maracanã visando à Copa do Mundo de 2014. A primeira parcela deste recurso deve ser liberada ainda neste ano, informou o diretor do banco, Élvio Gaspar.

O Maracanã, no Rio de Janeiro, que deve receber a final do Mundial sediado pelo Brasil, está fechado para obras desde o início de setembro. A reforma está orçada em pouco mais de R$ 700 milhões. O restante do dinheiro deve ser aplicado pelo consórcio privado vencedor de licitação.


"O Maracanã é a joia da coroa no País e vamos liberar o teto do nosso programa de financiamento", disse Gaspar. Os recursos serão aplicados não só na modernização do estádio, mas também na revitalização no entorno da arena.

De acordo com o executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Maracanã é o quinto estádio da Copa a receber recursos do banco. Os outros ficam em Manaus, Cuiabá, Fortaleza e Salvador.

Até agora, dos três estádios privados - em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo - apenas representantes do estádio do Corinthians procuraram o banco. Porém, ainda não formalizaram pedido de empréstimo. "Se o estádio do Corinthians quiser participar da Copa das Confederações (em 2013), o prazo está ficando apertado", alertou Gaspar.

O executivo do BNDES aguarda pedidos de empréstimos de Belo Horizonte, Recife, Natal e Brasília. O banco possui uma linha de crédito aprovada de R$ 4,8 bilhões destinada especialmente para as 12 arenas que receberão os jogos do Mundial. O valor do financiamento pode chegar a R$ 400 milhões por estádio.
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CBF confirma amistosos da Seleção contra Irã e Ucrânia

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou nesta segunda-feira os adversários da Seleção Brasileira em amistosos que serão realizados em outubro. O Brasil terá como desafios as equipes de Irã e Ucrânia. Será a primeira vez que a Seleção enfrenta os dois países.

A primeira partida será disputada em 7 de outubro, em Abu Dhabi, contra a seleção do Oriente Médio. Quatro dias depois, o Brasil enfrenta os ucranianos em Derby, na Inglaterra, no Pride Park Stadium.
O jogo contra o Irã será a segunda partida de Mano Menezes no comando da Seleção. Em sua estreia, o Brasil derrotou os Estados Unidos por 2 a 0, em Nova Jersey.

Para os amistosos, a equipe brasileira não contará com Neymar, que ficou fora da lista de Mano. A convocação inclui seis jogadores com idade olímpica: o goleiro Neto, o volante Sandro, os meias Coutinho e Giuliano e os atacantes Alexandre Pato e André.
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Ronaldinho tem capacidade de voltar à Seleção, afirma Mano

Minutos depois de convocar a terceira lista de sua passagem na Seleção Brasileira, Mano Menezes deu mais uma vez sinais que a renovação que promete implantar na equipe após a Copa do Mundo da África do Sul pode contar com o retorno de um velho conhecido do torcedor. Nesta quinta-feira, ao divulgar a relação de 23 jogadores que farão dois amistosos na Europa entre os dias 6 e 13 de outubro, o treinador falou novamente sobre uma possível volta de Ronaldinho ao time nacional, depois de ser vetado por Dunga no último Mundial.
No Rio de Janeiro, após anunciar o veto ao santista Neymar por polêmicas recentes com o técnico Dorival Júnior, Mano deu sinais que o ciclo de Ronaldinho na Seleção Brasileira não está encerrado e ainda está de olho em que o camisa 80 do Milan pode fazer nesta temporada. Para encerrar o jejum de títulos da equipe italiana, o ex-astro do Barcelona terá as companhias de Alexandre Pato, Ibrahimovic e Robinho em um dos ataques mais badalados da Europa. "Ele está entre os jogadores que têm capacidade de fazer parte da Seleção Brasileira", disse o treinador.
Recentemente, o meia-atacante quebrou o silêncio sobre a insatisfação com Dunga ao admitir ter ficado "bastante chateado" com o veto, apesar de considerar que vivia grande fase na Itália e que estava pronto para retornar ao time. Fora dos planos do antecessor de Mano, Ronaldinho disse que nem assistiu os jogos da Copa do Mundo, mas afirmou que renovou as esperanças com a troca de comando e já faz planos de atuar em gramados brasileiros no Mundial de 2014.
Enquanto Ronaldinho espera por uma nova chance, seu companheiro de Milan, Alexandre Pato, está na lista dos 23 convocados mesmo ainda fora dos campos por lesão no músculo adutor da coxa esquerda. O ex-atacante do Internacional se machucou na vitória do time italiano por 2 a 0 sobre o Auxerre, na estreia da Liga dos Campeões. Mesmo assim, Mano diz ter a garantia do jogador que estará apto a voltar ao futebol e em plena forma física quando a Seleção Brasileira se reunir na Europa. De acordo com o técnico, a informação foi determinante para a inclusão do atleta na relação.
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Mano deixa Neymar fora de lista; Giuliano e Elias são novidades

O atacante santista Neymar não foi chamado pelo treinador Mano Menezes em sua lista de jogadores convocados nesta quinta-feira. Mano chamou 23 jogadores para, possivelmente, dois amistosos no início de outubro nos dias 8 e 12.
Elias e Giuliano foram as principais novidades em um total de cinco jogadores que jamais vestiram a camisa da Seleção Brasileira. Além deles, Mano incluiu Neto, goleiro do Atlético-PR, Mariano, lateral do Fluminense, e Wesley, volante ex-Santos que atualmente defende o Werder Bremen. A surpresa ficou por conta da ausência do corintiano Jucilei, em ótima fase.
Também deve ser mencionado o retorno de Nilmar, que se junta a Daniel Alves, Thiago Silva, Ramires e Robinho como remanescentes da última Copa. O atacante do Villarreal marcou dois gols no fim de semana.
A lista de Mano inclui seis jogadores com idade olímpica: o goleiro Neto, o volante Sandro, os meias Coutinho e Giuliano e os atacantes Alexandre Pato e André. Pato, assim como o atleticano Réver, ainda se recupera de lesão.
A convocação de Mano Menezes também será dor de cabeça para os clubes brasileiros. Nas rodadas 28 e 29 da Série A, sete jogadores que atuam no País estarão com a Seleção e serão desfalques para suas equipes: Grêmio, Botafogo, Atlético-PR, Corinthians, Fluminense, Internacional e Atlético-MG. 

Confira a lista completa de convocados:
Goleiros
Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)
Laterais
Daniel Alves (Barcelona-ESP)
Mariano (Fluminense)
Adriano Correia (Barcelona-ESP)
André Santos (Fenerbahce-TUR)
Zagueiros
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan-ITA)
David Luiz (Benfica-POR)
Alex Costa (Chelsea-ING)
Meio-campistas
Sandro (Tottenham-ING)
Wesley (Werder Bremen-ALE)
Elias (Corinthians)
Lucas (Liverpool-ING)
Ramires (Chelsea-ING)
Carlos Eduardo (Rubin Kazan-RUS)
Giuliano (Internacional)
Phillipe Coutinho (Inter de Milão-ITA)
Atacantes
Alexandre Pato (Milan-ITA)
Nilmar (Villarreal-ESP)
André (Dínamo de Kiev-UCR)
Robinho (Milan-ITA)
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Dirigente são-paulino critica opção da CBF por estádio corintiano

A escolha do novo estádio do Corinthians para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 no Estado de São Paulo, em detrimento do Morumbi, pode ter um viés político em razão do antagonismo entre o clube tricolor e a dupla Corinthians e CBF. A avaliação é do diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.

A escolha por um estádio que ainda nem foi construído e que, a princípio, não atende à capacidade mínima exigida pela Fifa para o jogo de abertura do Mundial (65 mil pessoas) soou estranha, segundo o dirigente são-paulino.

"Acho muito bom São Paulo ter uma definição de local do estádio. Infelizmente, por razões que todos conhecem, mas por interesses que poucos conhecem, o nosso estádio foi alijado", disse ele, em entrevista exclusiva ao Terra.

"O que estranhos muito foram os pesos diferentes para o processo de escolha. O São Paulo teve um processo de filtragem de projeto, com detalhes, mobilizamos equipes de peso, consultorias internacionais de altíssima reputação, e não conseguimos viabilizar. De repente a CBF coloca em cima da mesa um projeto que ninguém conhece ou sabe".

Jesus Lopes afirmou que não tem "nada contra o Corinthians", mas ressaltou que a condução do processo foi muito "obscura". Nos últimos meses, a ligação entre a CBF e o time do Parque São Jorge se estreitou e o presidente do clube, Andrés Sanchez, chegou a ser escolhido para ser o chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África do Sul.

O São Paulo, por sua vez, faz há anos oposição à CBF e ao presidente da entidade, Ricardo Teixeira. "Que existe uma divergência entre São Paulo e CBF, até porque enxergamos os lados bons e maus de tudo, de uma maneira diferente, sem dúvida isso ocorre. Não entendo que o Corinthians tem a ver, mas ele se favoreceu e administrou bem esse processo. Foi competente. Todos sabem bem quem é o grande vilão dessa história", disse Jesus Lopes, alfinetando Teixeira.

A CBF alegou que o Morumbi ficou de fora da Copa por não apresentar um projeto adequado às regras da Fifa e por não ter conseguido as garantias financeiras necessárias para as obras de modernização que a competição exige.

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"Nós precisamos de São Paulo", diz Teixeira sobre 2014

Apesar de admitir que o tempo está ficando apertado, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmou nesta terça-feira que considera imprescindível que São Paulo participe com um estádio da Copa de 2014, no Brasi.

O dirigente disse que o Estado, pela importância econômica e política, não pode ficar de fora da Copa do Mundo. "Até agora não temos nenhuma definição sobre São Paulo, mas eu corroboro com o que disse o presidente Lula. É um absurdo que São Paulo não tenha tido até agora a possibilidade de oferecer um estádio ao Comitê Organizador e a Fifa", disse Teixeira.

"Temos o maior interesse que São Paulo não só participe da Copa como seja o estádio de abertura. É primordial que São Paulo siga adiante para nos apresentar um projeto e um solução. Nós precisamos de São Paulo", acrescentou.

O presidente da CBF deve se encontrar, ainda nesta semana, com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para discutir a participação na Copa de 2014.

"Está previsto um encontro. Isso está cada vez mais se afunilando e estamos ficando pressionados pelo tempo. Tenho esperança que vamos encontrar um solução", afirmou.

As obras de adaptação do Estádio do Maracanã para o Mundial foram iniciadas nesta terça-feira e o presidente da CBF reafirmou que não tem dúvidas de que os estádios selecionados para 2014 estarão prontos no prazo fixado pela Fifa.

"Eles efetivamente vão entregar o Maracanã no fim de 2012 para a Copa das Confederações em 2013. O cronograma vai ser entregue no prazo bem como os demais estádios", disse, ao classificar a invasão de bandidos a um hotel cinco estrelas, no último sábado, como um fato isolado.

Nesta terça-feira, a CBF e empresas privadas aderiram a um fundo estadual para arrecadar recursos para a área de segurança carioca, visando a Copa de 2014.

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Aconselhado por Mano e Zagallo, Neymar acha cedo sair

Em evento organizado por uma patrocinadora da Confederação Brasileira de Futebol, o atacante Neymar não quis entrar detalhadamente no assunto da sua possível trasnferência para o Chelsea (ING), mas admitiu que acha prematura a saída do Santos. A opinião foi compartilhada por dois nomes importantes do futebol brasileiro: Mano Menezes, atual técnico da Seleção, e Zagallo, vencedor de quatro Copas do Mundo.

"Se eu vou sair ou não, eu não sei. Vamos pensar bastante, mas acho que é muito cedo para sair", comentou o jogador de 18 anos nesta segunda-feira.

O garoto também deu a entender novamente que uma saída tão precoce para a Europa poderia prejudicar o andamento de sua carreira e seu crescimento como jogador profissional. "Sair do Santos para a reserva não dá. É melhor continuar no Santos".

Para Zagallo, o atacante santista cometerá um erro se decidir trocar o futebol brasileiro pelo europeu tão precocemente. Na opinião do ex-treinador, Neymar pode esperar mais três ou quatro anos antes de ir embora.

"Sinceramente, acho que a saída de jogadores com 17, 18 ou 19 anos acontece muito cedo. O menino tem que se criar aqui, fazer uma base aqui. É claro que financeiramente eles querem ir embora, mas isso atrapalha em tudo", analisou o veterano, antes de dar outro argumento contra a ida do jogador para o Chelsea.

"O Neymar, com o biotipo que tem, não vai ter um bom ambiente em um lugar onde o biotipo é totalmente diferente. Ele é um jogador excepcional, mas precisa engordar, e tem que ir quando estiver mais maduro. Não vai faltar tempo para se transferir depois".

Mano seguiu a linha de raciocínio e disse que é o maior entusiasta da "campanha" para que Neymar fique no Santos. "Por questões óbvias, sou o que mais apoia", disse. "Lógico que eu tenho que respeitar os interesses do Neymar, mas, pensando no futebol brasileiro, acho que a permanência dele seria muito benéfica".

O evento, realizado em São Paulo, também contou com as presenças dos ex-jogadores Cafu e Bebeto, além do meia Paulo Henrique Ganso, companheiro de Neymar no Santos e na Seleção Brasileira.

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Jorginho aprova estreia de Mano, mas avisa: "foi só um jogo"

Depois de passar quatro anos como auxiliar técnico de Dunga na Seleção Brasileira, Jorginho gostou da estreia do sucessor no cargo, Mano Menezes, com vitória por 2 a 0 sobre o Estados Unidos, na terça-feira. No entanto, o ex-lateral fez questão de ressaltar, ao comentar o bom futebol apresentado: foi apenas uma partida.

"Era o que a gente no início esperava, um pouquinho de nervosismo, que é natural. Mas depois foi além das nossas expectativas. A equipe foi muito bem, muito consistente e não deu oportunidades para os Estados Unidos. Mas foi apenas um jogo", opinou Jorginho, em declaração ao Sportv. Ele pede cautela ao renovado elenco da seleção.

"Temos que colocar os pés no chão, porque não é tão fácil assim. São jovens e não podem se empolgar achando que já ganharam alguma coisa", continuou o tetracampeão mundial. Jorginho ainda comentou as estreias de atletas como Neymar e Paulo Henrique, que foram preteridos por Dunga para a Copa do Mundo, apesar do apelo popular.

"É uma questão de planejamento dele (Mano Menezes). Se nós tivéssemos continuado ou se fosse outro técnico, provavelmente os jogadores seriam diferentes. Ninguém é igual e temos que respeitar a postura dele", complementou Jorginho.

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Com ataque envolvente, Brasil passeia e bate EUA na estreia de Mano

O primeiro jogo de Mano Menezes à frente da Seleção Brasileira não apresentou dificuldades. Com um futebol envolvente, cheio de tabelas rápidas, trocas de posição e belas jogadas - além de uma marcação organizada, que não deixou o adversário jogar - a renovada equipe nacional bateu os Estados Unidos por 2 a 0 nesta terça-feira, em amistoso disputado no Estádio New Meadowlands, em Nova Jersey. Neymar e Alexandre Pato marcaram os gols da vitória ainda no primeiro tempo.

Repleto de caras novas, o Brasil começou mostrando uma tensão natural. Porém, logo se encontrou no jogo e dominou as ações até o apito final, sendo pouco ameaçado pela equipe americana. Os próximos amistosos da Seleção acontecerão nos dias 3 ou 4 de setembro e 7 ou 8 de setembro, ainda sem adversários definidos.

Primeiro tempo

Os primeiros minutos da nova Seleção foram nervosos, com os Estados Unidos melhores em campo. Logo aos 2min, após vacilo da defesa, o camisa 10 Donovan invadiu a área brasileira e foi travado no momento do chute por André Santos, que voltou para salvar o lance. Marcando por pressão, os americanos dificultavam a saída de bola dos comandados de Mano, que insistiam em passes curtos e erravam muito.

Aos poucos, porém, a pressão foi diminuindo e o Brasil passou a apostar mais em bolas longas para Alexandre Pato no comando de ataque. Aos 8min, Daniel Alves acertou o lançamento; Pato dominou bem, driblou o zagueiro Omar González mas errou a finalização, mandando para longe do gol.

A Seleção logo encontrou seu melhor posicionamento em campo e começou a achar mais espaços para iniciar jogadas, com trocas rápidas de passes. Porém, não chegava à área rival. Aos 18min, Ramires arriscou de longe, mas a bola subiu demais. Dois minutos depois, o capitão Robinho, melhor em campo até então, deu ótimo passe para André Santos, que bateu de bico para defesa segura de Howard.

Discreto no início, Neymar foi entrando no jogo. O garoto santista passou a receber várias bolas na ponta esquerda, ganhando todos os lances para cima do lateral direito Spector, mas errando na hora de concluir a jogada. Aos 25min, ele recebeu de Pato na entrada da área e bateu colocado, mas Howard defendeu de novo.

Já bem melhor na partida, o Brasil chegou ao gol aos 27min. André Santos escapou pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Neymar desviou de cabeça com precisão para o fundo das redes. Quatro minutos depois, Pato voltou a balançar as redes pela Seleção, mas o lance foi anulado: o atacante do Milan se atrapalhou com a bola ao receber cruzamento de Daniel Alves e acabou fazendo falta sobre o goleiro americano.

O time da casa não conseguia ameaçar o goleiro Victor, que só trabalhou aos 34min, tirando de soco uma cobrança de falta de Donovan. Com Neymar e Robinho recuando pelos lados, a Seleção marcava bem e não dava espaços. Aos 36min, após uma roubada de bola no meio, Pato serviu Robinho pela direita, mas a finalização foi em cima do goleiro.

Os últimos minutos do primeiro tempo foram os melhores da Seleção. Aos 42min, após linda tabela entre Neymar e Ganso na entrada da área, o atacante chutou forte de perna esquerda, mas Howard evitou o segundo gol do camisa 11. Três minutos depois, porém, não teve jeito: Pato recebeu ótimo passe de Ramires, driblou o goleiro em velocidade e tocou para o gol vazio, ampliando a vantagem.

Segundo tempo

Solta em campo, a Seleção quase fez o terceiro com apenas 40 segundos de bola rolando. Ganso descolou ótimo passe para Robinho na esquerda e o capitão brasileiro tocou para Pato na entrada da área; o camisa 9 dominou tirando do zagueiro e ficou cara a cara com o goleiro Guzan, mas o chute de pé canhoto foi na rede pelo lado de fora.

Com 7min, outra bela jogada quase resultou em gol. Robinho inverteu a jogada para Daniel Alves na direita e o lateral cruzou rasteiro. Pato tentou de letra, mas furou; Neymar teve o chute travado pela zaga; Robinho pegou a sobra e colocou no canto oposto, mas a bola bateu na trave. Os Estados Unidos não conseguiam marcar o ataque brasileiro, que chegava com muitos jogadores dentro da área.

Aos 11min, os americanos chegaram ao gol, mas a jogada foi corretamente invalidada por impedimento. Em jogada ensaiada na cobrança de escanteio, a bola foi alçada na área e Michael Bradley, filho do técnico Bob Bradley, cabeceou para as redes. Porém, estava adiantado no momento do passe.

A primeira substituição de Mano à frente da Seleção veio aos 13min: Hernanes no lugar de Ramires. Tocando a bola à vontade na intermediária, o Brasil arrancou os primeiros gritos de "olé" da torcida. Aos 15min, Neymar pedalou na frente da marcação e chutou de esquerda, mas Guzan espalmou para escanteio.

Aos 24min, a última jogada de Neymar, que escapou pela direita mas bateu em cima do goleiro. Pouco depois, o garoto saiu aplaudido de pé pela torcida para dar lugar a Ederson. A estreia do meia do Lyon com a camisa da Seleção, porém, durou pouco: um minuto depois, ao tentar um drible pela direita, ele sentiu a coxa e foi substituído por Carlos Eduardo.

Com 32min, Ganso acertou uma bomba na trave. O terceiro gol ficou próximo aos 37min, quando Carlos Eduardo ficou com a sobra dentro da área após chute errado de André, mas o meia-atacante do Hoffenheim finalizou fraco e facilitou a defesa de Guzan à queima-roupa. Os Estados Unidos tentaram pressionar no final, mas Victor trabalhou bem e garantiu a primeira estreia vitoriosa de um técnico à frente da Seleção Brasileira desde Emerson Leão, em 2000.

FICHA TÉCNICA

Estados Unidos 0 x 2 Brasil

Gols
Brasil: Neymar, aos 27min, e Alexandre Pato, aos 45min do 1º tempo

Ponto Forte dos Estados Unidos
Entrada de Altidore, que, sozinho, deu algum trabalho à defesa brasileira

Ponto Forte do Brasil
Movimentação constante do ataque e marcação firme no meio de campo

Ponto Fraco dos Estados Unidos
Ficou acuado pelo Brasil durante toda a partida e pouco chegou ao ataque

Ponto Fraco do Brasil
Apesar de alguns bons lances pela direita, Daniel Alves oscilou no jogo e mostrou desatenção

Personagem do jogo
Neymar, que se destacou com boas jogadas pela esquerda e marcou o primeiro gol da Seleção com Mano Menezes

Esquema Tático dos Estados Unidos
4-4-2
Howard (Guzan); Spector, Bocanegra (Goodson), González e Bornstein; Bedoya (Gomez), Bradley, Edu e Feilhaber (Altidore); Donovan (Findley) e Buddle (Kljestan). Técnico: Bob Bradley

Esquema Tático do Brasil
4-3-3
Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos; Lucas, Ramires (Hernanes) e Paulo Henrique Ganso (Jucilei); Robinho (Diego Tardelli), Alexandre Pato (André) e Neymar (Ederson, depois Carlos Eduardo). Técnico: Mano Menezes

Cartão amarelo
Brasil: David Luiz

Árbitro
Silviu Petrescu (CAN)

Local
Estádio New Meadowlands, Nova Jersey (EUA)

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Agitado, Mano levanta 55 vezes do banco na estreia pela Seleção

Mano Menezes participou intensamente de sua estreia na Seleção Brasileira. Agitado, o técnico não parou um segundo sequer durante a vitória sobre os Estados Unidos por 2 a 0 nesta terça-feira, em amistoso disputado em Nova Jersey.

O ex-treinador do Corinthians levantou do banco de reservas 55 vezes durante os 95 minutos de partida. Em seis oportunidades, ele aproveitou o espaço da área técnica para se aproximar do campo. Além disso, conversou bastante com os atletas reservas que acompanhavam a partida.

Mano seguiu de perto o rendimento do time e não parou de dar instruções. O "veterano" Daniel Alves, um dos quatro remanescentes da equipe de Dunga, foi cobrado algumas vezes pelo técnico, que pediu calma em alguns lances.

As jogadas de ataque eram quase sempre aplaudidas. O técnico perdeu a paciência apenas quando Pato teve um gol anulado, e gesticulou contra o bandeirinha e o quarto árbitro no New Meadowlands Stadium.

Quando sentava, Mano trocava algumas palavras com o auxiliar Sidnei Lobo e logo se levantava novamente. No gol de Neymar, o primeiro da Seleção sob seu comando, comemorou muito, no seu canto, sozinho.

Ao final do primeiro tempo, foi para o vestiário com cara de satisfeito. Voltou com o mesmo time que deu certo no primeiro tempo. Demorou 13 minutos para fazer a primeira alteração: Hernanes no lugar de Ramires.

Na segunda etapa, ficou mais tempo sentado, orientando os jogadores que foram testados na equipe. Levantou menos. Apenas 20 vezes, contra 35 na primeira metade do jogo. Mesmo assim, gritou muito e "jogou" ao lado do time.

Aplaudiu Neymar quando o camisa 11 foi substituído e ovacionado pelos torcedores no estádio. No banco de reservas ao lado, Bob Bradley, o comandante americano, não reagia. Com o contrato terminando no fim do ano, saiu de campo ameaçado e cabisbaixo.

Já Mano deixa os Estados Unidos em alta, com um time renovado e envolvente. E a promessa de uma Seleção jovem e competitiva para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

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Jornais americanos ignoram jogo da Seleção Brasileira

O amistoso entre Brasil e Estados Unidos, que acontece às 21h11 (de Brasília) desta terça-feira em Nova Jersey, está sendo ignorado pela imprensa americana. O jogo marca a inauguração do New Meadowlands Stadium, um dos estádios mais modernos do país, que será a casa dos Giants e dos Jets, times de futebol americano de Nova York.

No USA Today, um dos principais jornais do país, o espaço destinado à estreia de Mano Menezes no comando da Seleção é quase nulo. Apenas um pequeno quadro falando sobre a evolução do time do técnico Bob Bradley e pouco citando o Brasil.

Na mesma página, há um anúncio maior do que a reportagem da rede de televisão que vai transmitir o jogo. O garoto propaganda é Landon Donovan, camisa 10 da equipe derrotada por Gana nas oitavas de final da última Copa do Mundo.

Já no The New York Times, outro jornal de grande circulação nos EUA, a situação é mesma. Um pequeno artigo sobre o trabalho de Bob Bradley no comando do time americano. As principais páginas estão reservadas ao beisebol, que está na reta final da temporada regular, e ao futebol americano, que começa em setembro.

Apesar do pouco espaço na mídia, os torcedores prometem lotar o estádio e fazer uma bonita festa. Até a tarde de segunda, 62 mil ingressos já haviam sido vendidos para o amistoso. A capacidade da arena é de 82,5 mil torcedores.

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Ganso se inspira em Kaká para seguir caminho na Seleção

Convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira principal, o santista Paulo Henrique Ganso deve ser titular no amistoso contra os Estados Unidos nesta terça-feira, às 21h (de Brasília), no Estádio New Meadowlands, na cidade de Nova Jersey. O jogador afirmou que tem o meia Kaká, do Real Madrid, como fonte de inspiração para fazer história na equipe.

"Sempre gostei do Kaká e do Alex, que está no Fenerbahçe. Espero que eu possa aproveitar esta oportunidade", disse Ganso, que está dividindo quarto com André na concentração brasileira. "O quarto é tranquilo. Só quando o Neymar chega que vira bagunça", brincou o atleta.

O amistoso contra os Estados Unidos será o primeiro jogo do Brasil depois da derrota para a Holanda e a consequente eliminação na Copa do Mundo da África do Sul. Depois do Mundial, com a saída de Dunga do comando da Seleção, Mano Menezes foi escolhido pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para assumir o posto e foi o responsável por convocar o jovem jogador do Santos, pedido da torcida para a Copa.

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Empolgado, Ganso fala em "quarteto santástico" na Seleção

Um dos jogadores do Santos convocado pelo novo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, o meia Paulo Henrique não escondeu a sua alegria por ter sido lembrado para o amistoso contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jersey. Além disso, o fato de poder atuar ao lado de três de seus companheiros de equipe, Neymar, André e Robinho, deixou Ganso bastante empolgado.

Tanto que o camisa 10 santista exaltou a presença de quatro atletas do Santos na lista. "É o quarteto santástico chegando à Seleção para representar muito bem o Santos. Esperamos jogar como tem sido durante toda a temporada: um futebol alegre e vistoso. Queremos repetir isso dentro da Seleção Brasileira", disse.

Paulo Henrique acredita que o quarteto foi chamado pelo que vem apresentando no ano. Segundo o atleta, nem mesmo a queda de rendimento apresentada pela equipe nesta retomada do Campeonato Brasileiro foi suficiente para abalar a confiança de Mano nos jogadores.

"Acho que não. A convocação não foi feita só pelo primeiro semestre. Até porque depois da Copa nós continuamos jogando bem. O único problema é que os resultados não estão aparecendo como no primeiro semestre. Só que, no geral, o Santos tem tido uma temporada muito boa. Por isso veio a convocação", comentou.

Animado, Ganso pensa que essa convocação pode motivar ainda mais o Santos a derrotar o Vitória, nesta quarta-feira, em partida marcada para às 21h50 (horário de Brasília), na abertura das finais da Copa do Brasil.

"Certamente vai ser uma energia a mais para a gente. Uma motivação extra para mostrar mais futebol nesta decisão. Essa notícia só vem para melhorar o elenco do Santos, pois temos jogadores como o Arouca e o Wesley, que também poderiam estar na seleção. Enfim, acho que todos vão estar ainda mais motivados para que possamos fazer o nosso melhor no jogo de quarta", encerrou.

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Maicon é único brasileiro na "seleção dos sonhos" da Copa

Em seu site oficial, a Fifa promoveu a eleição da equipe dos sonhos da Copa do Mundo da África do Sul. E dentre os 736 atletas que disputaram a competição, a campeã Espanha foi a que teve mais representantes, com seis atletas. A grande surpresa foi a escolha do lateral direito Maicon, que alcançou 31,45% dos votos e foi o único brasileiro da equipe. Além dele, o outro sul-americano na lista é Diego Forlán, eleito pela entidade como Bola de Ouro da Copa.

"As rápidas subidas do lateral pela direita deram muita dor de cabeça aos adversários. Mas o bom trabalho de Maicon na marcação também lhe garantiu 31,45% dos votos", disse a Fifa em seu site sobre o lateral, que marcou o primeiro gol da Seleção na edição 2010 da Copa, diante da Coreia do Norte.

Uma das particularidades da eleição foi a eleição de três jogadores que atuaram como laterais direitos entre os quatro defensores. Apesar de jogar nas duas laterais, Phillip Lahm atuou durante todo o torneio na direita. Ainda assim, foi selecionado por 43,81% dos internautas.

Outro que joga fora de posição é Sérgio Ramos, que também atuou na ala direita durante a campanha vitoriosa do título inédito da Espanha. Porém, os 30,21% que o escolheram fizeram com que ele fosse "deslocado" para a zaga, posição na qual ele já atuou por algumas vezes no Real Madrid.

Relembrando o gol decisivo marcado nas semifinais contra a Alemanha, o zagueiro Carles Puyol fecha a relação de defensores, em gol defendido por Iker Casillas. Eleito como o Luva de Ouro do Mundial (apenas dois gols sofridos), o capitão espanhol foi escolhido com mais de 41% dos votos para defender a meta da seleção dos sonhos.

No meio, a grande ausência fica por conta de Thomas Müller. Chuteira de Ouro e eleito pela Fifa como a revelação da Copa, o camisa 13 não teve vez na escolha dos usuários.

Seu companheiro de Alemanha, Bastian Schweinsteiger (39,96% dos votos), forma o setor com Xavi Hernández (36,96%), o herói do título espanhol Andrés Iniesta e o holandês Wesley Sneijder, escolhido com imponentes 60,60%, votação mais expressiva entre os integrantes do meio-campo.

O ataque foi o único setor sem surpresas, com a escolha de David Villa e o uruguaio Diego Forlán - eleito pela Fifa como o melhor jogador da Copa. O técnico preferido dos internautas é o campeão Vicente Del Bosque.

Fonte: Terra

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Espanha vence Holanda na prorrogação e é campeã pela 1ª vez

A Espanha coroou neste domingo o sucesso de uma geração. Foi sofrido, no final do segundo tempo da prorrogação da final da Copa do Mundo da África do Sul. Mas a "Fúria" bateu a Holanda na por 1 a 0, no Estádio Soccer City, em Jogannesburgo, e se sagrou pela primeira vez campeã do mundo. O herói do título foi Iniesta, que anotou o gol salvador. Mesmo antes do apito final, já era possível ver jogadores como Casillas e Piqué chorando muito em campo pelo feito que estavam alcançando.

A partida também foi marcada pela violência. Foram 12 cartões amarelos e um vermelho distribuídos pelo juiz Howard Webb, além de lances de extrema violência - como a "voadora" de De Jong em Xabi Alonso. O árbitro inglês preferiu atuar na base da conversa ao invés de expulsar um jogador de uma das duas equipes. Tanto que o cartão vermelho de Heitinga, que havia cometido falta dura em Villa quando recebeu o amarelo, só saiu no segundo tempo da prorrogação.

Os comandados de Vicente del Bosque, que há dois anos encantaram o mundo no título da Eurocopa, voltaram a fazer história. Tida por diversas vezes como grande seleção nas previsões antes dos Mundiais, os espanhóis acabavam decepcionando na hora H e ficaram com fama de "amarelões". Desta vez, a situação mudou. Chegaram pela primeira vez a uma semifinal de Copa, depois à primeira decisão e agora ao inédito título. Além de terem alcançado uma marca histórica para o país, os espanhóis se tornaram a primeira seleção europeia a conquistar um título mundial fora do seu continente.

Foi a premiação para uma equipe de toques rápidos e envolventes, com um belo entrosamento e que tem jogadores de muito talento como Xavi, Iniesta e Villa. Apesar de um tropeço na primeira partida contra a Suíça, os espanhóis deram a volta por cima durante o Mundial, deixando para trás adversários como Portugal e Holanda. Se há um ano, os espanhóis saíram da África como grande decepção da Copa das Confederações, hoje foram agraciados com a taça.

Primeiro tempo

As duas equipes vieram com força máxima, sem surpresas em suas escalações. Os holandeses mandaram a campo um time numerado de 1 a 11, com o tradicional quarteto ofensivo de Robben, Sneijder, Kuyt e Van Persie; do outro lado, Vicente del Bosque manteve Fernando Torres no banco, escalando Pedro e Iniesta abertos para apoiar David Villa no comando de ataque.

Como de costume, a Espanha tomou o controle do jogo nos primeiros minutos, mantendo a posse de bola e trocando passes. A primeira chegada de perigo também foi espanhola: aos 4min, Xavi ergueu na área em cobrança de falta e Sergio Ramos cabeceou com violência, para excelente defesa do goleiro Stekelenburg. Com 7min, Busquets deu um susto na torcida ao errar passe displicente na intermediária, mas o chute de fora da área de Kuyt não foi problema para Casillas.

Os comandados de Del Bosque seguiram mandando na partida e, aos 10min, Sergio Ramos driblou Kuyt pela direita e bateu cruzado; a bola bateu em Heitinga e foi para escanteio. Na cobrança, a jogada sobrou para Villa na esquerda da área e o artilheiro bateu de primeira, mas acertou a rede pelo lado de fora.

A Holanda não conseguia sair para o jogo e só foi ameaçar aos 17min, na bola parada. Sneijder bateu falta de muito longe direto para o gol, mas Casillas segurou firme. Aos poucos, o time laranja acertou a marcação no meio e a partida ficou truncada, com muitas faltas e poucas chegadas à frente. Em um intervalo de 13 minutos, o árbitro Howard Webb distribuiu cinco cartões amarelos - porém, a solada de De Jong no peito de Xabi Alonso aos 28min merecia o vermelho.

Aos 33min, um lance inusitado: De Jong foi devolver a bola para a Espanha com um lançamento longo e quase encobriu Casillas, que foi obrigado a espalmar para escanteio. Na cobrança, Van Persie manteve o fair play e tocou para o goleiro espanhol. Quatro minutos depois, a Holanda protagonizou outro momento pitoresco com uma furada de Mathijsen no ataque.

Os espanhóis finalmente voltaram a finalizar aos 38min, com Pedro, que arrancou pelo meio e arriscou de longe, para fora. Com 42min, foi a vez de Xabi Alonso soltar a bomba em cobrança de falta e novamente errar o alvo. A Holanda voltou a assustar no fim do primeiro tempo em chute de Robben, mas Casillas garantiu o 0 a 0 antes do intervalo.

Segundo tempo

Logo aos 2min da segunda etapa, Capdevila teve a chance de colocar a Espanha na frente, mas retribuiu a furada de Mathijsen no primeiro tempo ao errar a bola na pequena área após cobrança de escanteio. A Holanda respondeu aos 6min, em novo chute de fora da área de Robben, que parou em Casillas outra vez.

A grande chance da Holanda, que mais batia que jogava, caiu nos pés de Robben aos 16min. Sneijder descolou excelente passe para o camisa 11, que saiu na cara do gol, mas Casillas desviou com o pé o chute do atacante, mandando para escanteio. O jogo ficou mais aberto, com as duas equipes saindo em busca do gol da vitória.

A Espanha respondeu na mesma moeda aos 24min. Jesús Navas cruzou rasteiro da direita, a bola passou pela zaga e sobrou limpa para Villa no bico da pequena área; porém, o chute do artilheiro espanhol foi bloqueado de forma heroica por um carrinho de Heitinga. Villa parecia com a pontaria descalibrada, e teve outro chute travado aos 31min. Na cobrança de escanteio na sequência, Sergio Ramos apareceu sozinho para cabecear, mas mandou por cima do travessão.

Robben teve uma segunda chance de abrir o placar aos 37min ao ganhar na velocidade de Puyol e entrar na área, mas novamente foi abafado por Casillas, que saiu bem e ficou com a bola. Foi a última oportunidade clara de gol no tempo normal, e a partida se encaminhou sem gols para a sexta prorrogação da história das finais de Copa do Mundo.

Prorrogação

Os goleiros iam se transformando nos melhores em campo na decisão. Aos 4min, Iniesta deixou Fàbregas na cara do gol, mas o meio-campista do Arsenal bateu de pé esquerdo em cima de Stekelenburg, perdendo grande chance. No minuto seguinte, a Holanda quase balançou as redes em cabeçada de Mathijsen após escanteio, mas o zagueiro desviou para fora.

A Espanha parecia não querer o gol. Com 8min, Iniesta recebeu bola em profundidade de Fàbregas, invadiu a área, hesitou demais para concluir a jogada e acabou desarmado. Dois minutos depois, Navas chutou forte da direita, a bola desviou em Van Bronckhorst e saiu para escanteio. Aos 13min, Fàbregas arrancou pelo meio e chutou para fora da entrada da área.

No intervalo da prorrogação, Del Bosque sacou Villa para a entrada de Fernando Torres, autor do gol do título da Euro 2008. Aos 4min, finalmente a primeira expulsão do jogo: Heitinga derrubou Iniesta na entrada da área e levou o segundo cartão amarelo. Na cobrança da falta, Xavi bateu por cima da meta. Sneijder respondeu aos 9min, também em chute forte na bola parada, mas a bola desviou na barreira e saiu.

Com 11min, veio o gol salvador. Fàbregas tocou para Iniesta na direita da área e o jogador do Barcelona, que tanto hesitou em chutar durante a partida, encheu o pé para estufar as redes de Stekelenburg. Os holandeses reclamaram muito de impedimento, mas a posição do atleta era legal.

FICHA TÉCNICA

Holanda 0 x 1 Espanha

Gol
Espanha: Iniesta, aos 11min do 2º tempo da prorrogação

Ponto Forte da Holanda
Muita velocidade nos contra-ataques, principalmente com Robben, que deu muito trabalho à defesa espanhola

Ponto Forte da Espanha
Passes precisos no meio de campo, com muita movimentação de Xavi e Iniesta

Ponto Fraco da Holanda
Novamente deixou Van Persie isolado no ataque brigando com toda a zaga

Ponto Fraco da Espanha
Não teve o domínio do jogo como está acostumado, principalmente no segundo tempo

Personagem do jogo
Iniesta, que marcou o gol histórico do título espanhol

Lance polêmico
De Jong deu entrada violenta com a sola no peito de Xabi Alonso aos 28min do primeiro tempo, mas recebeu apenas cartão amarelo

Lance bizarro
De Jong tentou devolver a bola para a Espanha aos 33min do primeiro tempo e quase encobriu Casillas, que teve que espalmar para escanteio

Esquema Tático da Holanda
4-2-3-1
Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart); Robben, Sneijder e Kuyt (Elia); Van Persie. Técnico: Bert van Marwijk

Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Cadpevila; Busquets e Xabi Alonso (Fàbregas); Pedro (Jesús Navas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque

Cartões amarelos
Holanda: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Robben, Van der Wiel e Mathijsen
Espanha: Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi

Cartão vermelho
Holanda: Heitinga

Árbitro
Howard Webb (ING)

Local
Estádio Soccer City, Johannesburgo

Público
84.490

Fonte: Terra

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Teixeira responde sugestão de Lula sobre mudança de poder na CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, comentou a declaração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que a entidade máxima do futebol brasileiro poderia adotar a mudança de dirigente a cada oito anos. Ricardo Teixeira é o mandatário da CBF desde 1989.

De forma sucinta e se mostrando incomodado com a indagação, Teixeira foi curto e seco em sua resposta. "Esta é a opinião do presidente. Eu respeito, mas não concordo com ela", disse o dirigente. Na declaração que fez na última terça-feira, Lula comparou o modo de funcionamento da CBF com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, do qual foi presidente nas décadas de 70 e 80.

"Eu não posso falar da CBF porque é uma entidade particular e eu não posso votar, não posso dar palpite. Eu acho que, se a CBF adotasse o que eu adotei quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato a gente trocava", disse Lula.

Em meio a esta pequena polêmica, o presidente da República se encontrará com Teixeira hoje durante o lançamento do logotipo oficial da Copa do Mundo de 2014, em Johannesburgo. Lula, que faz visita a alguns países africanos, deverá passar mais uns dias na África do Sul, apesar de não confirmar se ficará para a decisão do Mundial de 2010, entre Holanda e Espanha, no próximo domingo.

Fonte: Terra

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Espanha e Holanda "dividem" coração de Romário antes de final

Aposentado dos gramados, mas eternamente ligado ao mundo do futebol, Romário participou em Johanesburgo da entrevista coletiva de apresentação da Copa do Mundo de 2014, que será realizado no Brasil, e falou sobre a final da edição da África do Sul, que será disputada neste domingo.

O ex-atacante comemorou o fato de Holanda e Espanha estarem na decisão, mas evitou declarar para qual das duas seleções torcerá.

"Tive a oportunidade de jogar nos dois países. No PSV, no Barcelona e no Valencia. Meu coração está dividido", afirmou.

Romário, que esteve na entrevista junto com o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (LOC) da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, e o técnico Carlos Alberto Parreira, também não quis fazer previsões para a final de domingo, no estádio Soccer City.

"O importante é que foram as duas seleções que apresentaram melhor futebol tecnicamente falando. É difícil falar quem será o campeão. O futebol ganha com essa final", disse.

Fonte: Terra

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"Polvo vidente" acerta 6º resultado seguido e se mantém 100%

O polvo Paul acertou seu sexto palpite consecutivo na Copa do Mundo ao prever a vitória da Espanha sobre a Alemanha nesta quarta-feira, em Durban, pelas semifinais do Mundial. A "Fúria" bateu os alemães por 1 a 0, com um gol de Puyol, e chegou pela primeira vez à final de uma Copa do Mundo. Sua adversária será a Holanda.

Morador do aquário Sea Life, em Oberhausen, na Alemanha, o polvo "previu" na última terça que a Espanha venceria a semifinal. O animal já havia acertado os resultados da Alemanha nos cinco jogos anteriores do Mundial, inclusive a derrota para a Sérvia na primeira fase.

Diante das câmeras da televisão e para a consternação dos torcedores alemães, Paul preferiu comer o mexilhão que estava dentro de um recipiente com a bandeira espanhola, desprezando o que estava ao lado, em uma caixa com a bandeira alemã.

O "polvo vidente" falhou apenas uma vez, há dois anos. Foi na final da Eurocopa de 2008, quando previu uma vitória da Alemanha sobre a Espanha - mas foram os espanhóis que levantaram a taça.

Fonte: Terra

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Espanha para "futebol bonito" da Alemanha e vai à final pela 1ª vez

Em sua melhor exibição na Copa do Mundo, a Espanha dominou a Alemanha nesta quarta-feira, no Estádio Moses Mabhida, em Durban, e venceu por 1 a 0 para chegar à final pela primeira vez em sua história. O zagueiro Carles Puyol foi o herói ao marcar de cabeça o gol da classificação. O futebol rápido e envolvente dos alemães, que rendeu goleadas sobre Inglaterra e Argentina nos últimos jogos, não apareceu na semifinal.

Com a vitória histórica, a Espanha enfrentará a Holanda em uma final inédita de Mundial, no próximo domingo, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. Já a Alemanha terá o consolo de disputar a decisão do terceiro lugar contra o Uruguai, no sábado, em Port Elizabeth.

Os dois times tiveram uma mudança cada entre os titulares. Os alemães não puderam contar com o suspenso Thomas Müller, que deu lugar a Trochowski na meia direita. Do outro lado, o técnico Vicente del Bosque barrou Fernando Torres, que vinha tendo apresentações apagadas, para a entrada do jovem Pedro. Com isso, a seleção ficou com nada menos que seis jogadores formados na base do Barcelona - além de David Villa, recém-contratado pelo clube catalão.

A partida começou com os espanhóis mantendo facilmente a posse de bola, e a primeira chegada de perigo veio aos 5min. O artilheiro Villa recebeu passe em profundidade na área, mas foi bem abafado pelo goleiro Neuer. A Alemanha tinha dificuldade para trocar passes e ficou apenas se defendendo nos primeiros minutos.

Ao seu estilo, a Espanha tocava a bola pacientemente até aparecer uma brecha. Aos 13min, Iniesta cruzou da direita e o zagueiro Puyol mergulhou de cabeça, mas mandou por cima da meta. Cinco minutos depois, Sergio Ramos recebeu lançamento longo na direita e bateu do bico da área, mas isolou.

Retraída no campo de defesa, a Alemanha buscava explorar o contra-ataque, mas não conseguia acertar os passes. O ritmo da partida era lento, e a primeira falta do jogo veio só aos 26min, quando Sergio Ramos derrubou Podolski no meio de campo. Só a Espanha finalizava: aos 29min, Xabi Alonso arriscou de longe e mandou à direita do gol.

O primeiro chute a gol alemão veio só aos 31min, quando Trochowski bateu rasteiro de longe e obrigou Casillas a espalmar para escanteio. Pouco a pouco, os comandados de Joachim Löw foram equilibrando a posse de bola, mas pouco ameaçavam o gol espanhol. O último lance de perigo do primeiro tempo foi um chute forte de Pedro da intermediária, que Neuer segurou firme.

As equipes voltaram do intervalo sem alterações, e o panorama do jogo não mudou. Aos 3min, Pedro fez grande jogada individual pela ponta direita e tocou para Xabi Alonso na entrada da área, mas o chute do camisa 14 foi para fora. Alonso voltou a arriscar de longe no minuto seguinte, desta vez de pé esquerdo, e errou o alvo novamente.

Os espanhóis mantinham completo controle do andamento do jogo. Aos 9min, Xavi serviu David Villa e o atacante bateu de primeira, à direita do gol. Três minutos depois, um bombardeio: primeiro, Pedro chutou de longe e exigiu grande defesa de Neuer; na sequência, Iniesta escapou pela esquerda e bateu cruzado, mas Villa chegou atrasado para tocar para as redes; depois, Pedro tentou novamente de longe e mandou para fora, com perigo.

Villa apareceu em boa jogada individual aos 22min, mas parou em boa defesa de Neuer. A Alemanha finalmente respondeu no minuto seguinte: após cruzamento de Podolski da esquerda, Kroos apareceu livre na segunda trave, mas chutou fraco e facilitou a vida de Casillas. Foi apenas a segunda finalização certa dos alemães na partida.

O amplo domínio espanhol foi recompensado de um jeito pouco característico: na bola parada. Aos 27min, Xavi bateu escanteio pela esquerda e Puyol subiu para cabecear firme, enfim estufando as redes alemãs em Durban, em uma falha de marcação dos tricampeões mundiais.

A Alemanha se lançou para o ataque depois do gol e finalmente teve um pouco de posse de bola, com o time espanhol recuando para segurar a vantagem. Joachim Löw foi para o tudo ou nada ao colocar o centroavante Mario Gómez no lugar do volante Khedira, enquanto Del Bosque substituiu Villa por Torres no ataque.

Em um rápido contra-ataque, a Espanha teve a chance de matar o jogo aos 36min. Porém, Pedro foi egoísta e tentou a jogada sozinho - em vez de passar para Torres, que estava livre na área - e acabou desarmado. Pouco depois, o atacante do Barcelona deixou o campo para a entrada de David Silva. Os espanhóis se seguraram até o apito final e conquistaram a classificação inédita.

FICHA TÉCNICA

Alemanha 0 x 1 Espanha

Gol
Espanha: Puyol, aos 27min do 2º tempo

Ponto Forte da Alemanha
Marcou bem no meio de campo e segurou a pressão espanhola

Ponto Forte da Espanha
Dominou completamente a posse de bola e poderia ter goleado

Ponto Fraco da Alemanha
Chegou pouco à frente, preocupando-se mais em marcar

Ponto Fraco da Espanha
Errou muitas finalizações e falhou em matar o jogo

Personagem do jogo
Puyol, que traduziu a superioridade espanhola em gol com uma bela cabeçada

Lance bizarro
Torcedor invadindo o gramado aos 3min do primeiro tempo

Esquema Tático da Alemanha
4-2-3-1
Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gómez) e Schweinsteiger; Trochowski (Kroos), Özil e Podolski; Klose. Técnico: Joachim Löw

Esquema Tático da Espanha
4-2-3-1
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets e Xabi Alonso (Marchena); Iniesta, Xavi e Pedro (David Silva); David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque

Árbitro
Viktor Kassai (HUN)

Local
Estádio Moses Mabhida, Durban

Fonte: Terra

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Cotado, Leonardo defende futebol "alegre e irreverente" na Seleção

Leonardo ainda não sabe se será técnico da Seleção Brasileira, mas uma coisa é certa para o ex-jogador de Flamengo e São Paulo: dentro de casa, na Copa do Mundo de 2014, a equipe precisa jogar um futebol "alegre e irreverente". Em entrevista à ESPN Brasil, ele ressaltou que não conversou recentemente com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas de novo se colocou à disposição para ajudar no que for necessário.

Leonardo, que durante seis anos trabalhou como diretor do Milan e na última temporada foi treinador do clube, afirmou que poderia assumir qualquer um desses cargos na Seleção ou no Comitê Organizador do Mundial. "A escolha (de sair do Milan) também foi minha, eu tinha um projeto e penso em realizar alguma coisa no Brasil, eu estou há muito tempo longe daí", afirmou ele, diretamente da Itália. "Precisamos criar uma estrutura para conseguirmos fazer uma grande apresentação - como gestão e como time, com um futebol alegre e irreverente como nós sempre queremos e temos uma grande chance de fazer".

Fonte: Terra

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