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Corinthians não espanta crise nem com volta de Ronaldo, diz Fifa

A atual sequência de tropeços do Corinthians e a queda de rendimento na reta final do Campeonato Brasileiro foi assunto da Fifa nesta segunda-feira. Diante do Guarani neste domingo, em Campinas, a equipe alvinegra alcançou o sétimo jogo seguido sem vitórias e aumentou o clima tenso que vive nos bastidores desde a queda do técnico Adílson Batista. Para a entidade máxima do futebol, nem a volta e boa atuação de Ronaldo foram suficientes para espantar a crise que ronda o Parque São Jorge.

Na matéria publicada no site oficial, a Fifa lembra de dois gols marcados por Ronaldo e que foram anulados por impedimento, em marcações polêmicas, além de outras duas chances claras desperdiçadas e uma bola na trave. Apesar do momento instável, o Corinthians ainda é apontado pela entidade como um dos favoritos ao título nacional, que também aparecem com boas chances Cruzeiro e Fluminense.

O time de Minas Gerais visitou Porto Alegre e saiu derrotado por 2 a 1 para o Grêmio em seu primeiro compromisso como líder do torneio. Já a equipe das Laranjeiras ficou no empate sem gols com o Botafogo no clássico carioca. Assim, a Fifa classificou a rodada como boa para as equipes que brigam por vaga na próxima edição da Libertadores, como Grêmio, Atlético-PR, Palmeiras e São Paulo. "O segundo pelotão diminuiu consideravelmente a diferença para o primeiro bloco e deixou em dez pontos a diferença entre o líder Cruzeiro e o décimo colocado Palmeiras faltando oito jogos para o término da competição".

Entre estes, o maior destaque na visão da entidade foi o Grêmio, que vive "excelente fase" e agora "começa a sonhar não somente com a Libertadores, mas até com o título, tamanha a empolgação que vem das arquibancadas do Estádio Olímpico". Outro fator importante que mereceu atenção da Fifa foi o "agitado" clássico entre São Paulo e Santos, que terminou com vitória tricolor por 4 a 3, com gol marcado nos acréscimos. "O São Paulo deu outra prova que a fase é diferente sob o comando de Paulo César Carpegiani. Já são três vitórias seguidas e uma ponta esperança para um time que viveu ano conturbado".
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Ronaldo apoia interino, mas diz ter "trunfo" por Parreira

Apoio ao interino Fábio Carile, mas ao mesmo tempo uma pontinha de vontade por Carlos Alberto Parreira. Foi mais ou menos assim que Ronaldo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, se comportou a respeito do comando técnico do Corinthians, em aberto desde a demissão de Adilson Batista no domingo. 

Para o atacante, não é preciso ter pressa para contratar o novo treinador e é possível se recuperar no Campeonato Brasileiro sob o comando do interino. "O Fábio (Carile) está aqui desde que o Mano estava, nos conhece muito bem e está todos os dias com a gente. Os jogadores não precisam dar dicas, ele jogou futebol a vida toda, é treinador, vai saber a melhor escalação e a melhor tática. Quando perguntado, a gente ajuda, dá opinião, mas não tem jogador que manda ou desmanda", disse. 

Em seguida, perguntado se o Corinthians tinha urgência na contratação de um novo treinador, Ronaldo amenizou. Aparente, a preferência dele é aguardar e convencer Calos Alberto Parreira. "Não é o momento de buscar treinador, um culpado ou mais problemas. É hora de pensar positivo e encontrar uma solução rápida. Não temos mais tempo para errar e nem chances para desperdiçar nesse Brasileiro". Em seguida, falou sobre Parreira. 

"Não participo das escolhas técnicas do clube e procuro me manter no meu lugar. Logicamente que quando perguntado dou minha opinião. Fui perguntado pelo Parreira e achei uma ideia incrível. Ele está cansado, quer curtir a família e é um direito dele. Tenho um trunfo na manga para tentar convencê-lo, mas não faz muita diferença agora ou no ano que vem", brincou. 

Coincidentemente, o discurso da direção corintiana também vem sendo o de esperar e procurar um novo treinador. Perguntado sobre qual seria seu trunfo para convencer Parreira, o atacante brincou. "Se amanhã sai no jornal, como vou usar esse trunfo? Se eu tivesse dois, contava um". 

Ronaldo, que reafirmou a vontade de permanecer no clube até o fim de 2011, também pouco falou sobre Adilson Batista, mas lamentou a demissão. "Achei uma pena não ter jogado muito com ele, porque realmente quando você está fora contribui no vestiário, mas o que importa é dentro de campo. É uma pena que no Brasil há essa cultura estabelecida há muitos anos e é assim até hoje. Se não consegue resultado, é mais fácil mandar o treinador embora do que 30 jogadores. Mas temos que seguir adiante".
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Perto de voltar, Ronaldo avisa: "não estou tão magro como dizem"

O atacante Ronaldo confirmou na noite desta terça-feira em seu Twitter que o retorno ao time do Corinthians está próximo, mas já adiantou aos torcedores que não está muito diferente fisicamente.

"Quero dizer aos meus amigos seguidores que minha volta está próxima. Tenho treinado muito e estou me sentindo bem", disse o jogador. "Não estou tão magro como dizem, mas também nunca fui tão gordo como disseram antes".

Afastado dos gramados desde o dia 8 de setembro, quando deixou o duelo contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, reclamando de dores na panturrilha, Ronaldo não foi relacionado para o jogo desta quarta-feira, contra o Vasco, em São Januário, mas tem chances de voltar no domingo, diante do Guarani, em Campinas.

No Twitter, o atacante não estipulou prazo para seu retorno, mas se mostrou otimista. "O importante é que a panturrilha não incomoda mais e em breve poderei ajudar meus companheiros", escreveu o atleta.
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Saiba quem são os favoritos para assumir o Corinthians

Com o Corinthians na procura por um novo treinador a nove rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, as especulações de quem será o sucessor de Adilson Batista orbitam sobre o Parque São Jorge. O nome favorito ainda é o de Carlos Alberto Parreira, que provavelmente será procurado, mas outros muitos são falados. 

Os principais que correm por fora são Mário Sérgio, Abel Braga e Dunga. Também é possível citar Paulo Autuori, um nome bastante improvável. Ainda foram comentados Emerson Leão, Antonio Carlos Zago e até uma solução caseira: dar o cargo ao capitão William. 

Confira os cinco mais cotados ao cargo:

CARLOS ALBERTO PARREIRA
Ponto forte: agrada a direção e foi bem no clube
Ponto fraco: está afastado no futebol e não gostaria de voltar agora
Favorito ao cargo, Parreira teve até o nome comentado por Adilson Batista durante a saída do Corinthians. Há quem diga que ele já havia sido especulado para um cargo de coordenador no clube, onde até hoje é lembrado pela ótima temporada de 2002. Além de Mano, foi o único da década a completar um ano no cargo e contaria com os respaldos de Ronaldo e Roberto Carlos. Afastado do futebol, não trabalha desde a Copa do Mundo e prefere ficar próximo da família. 

MÁRIO SÉRGIO
Ponto forte: campanha pelo Inter em 2009
Ponto fraco: não se sustentaria no cargo em 2011
Se o Corinthians for obrigado a achar uma solução emergencial, é o nome mais forte nesse momento. Mário Sérgio fez sucesso pelo clube no Brasileiro de 1993 e, no ano passado, foi vice-campeão com o Internacional assumindo o trabalho que era de Tite. Depois, fracassou no Ceará. 

ABEL BRAGA
Ponto forte: experiência em Libertadores
Ponto fraco: multa rescisória
Especulado por nove de cada 10 clubes que perdem treinadores, Abel Braga também é falado no Corinthians. Trabalhando no Oriente Médio, ele dependeria de um acordo rápido com seu clube, o que é bastante complicado nesse momento. Abel já conversou com o Santos e tem experiência em Copa Libertadores, o que agrada santistas e corintianos. 

DUNGA
Ponto forte: força no vestiário
Ponto fraco: rejeição pública
Na última semana, a Folha de S. Paulo afirmou que Dunga, desde a saída da Seleção Brasileira, já foi sondado e/ou convidado a trabalhar em Fluminense, São Paulo, Atlético-MG e Internacional desde que deixou a Seleção. Ele, porém, resiste em trabalhar neste ano e prefere ficar com a família. É um dos nomes especulados e esteve com Andrés Sanchez, chefe de delegação do Brasil na África do Sul. Tem força no vestiário e une o grupo, mas ainda possui uma rejeição forte. 

PAULO AUTUORI
Ponto forte: experiência em Libertadores
Ponto fraco: multa rescisória
É praticamente idêntica à situação de Abel Braga: já venceu a Copa Libertadores, sempre é procurado por clubes sem treinadores e prefere permanecer no Oriente Médio, já que tem contrato com multa rescisória. Ao contrário de Abel, porém, não se manifestou publicamente favorável em voltar para o Brasil no ano que vem. Autuori é a zebra na lista corintiana.
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Atlético-GO vence, afasta Corinthians da liderança e derruba Adilson

O Corinthians tinha tudo para espantar a má fase e voltar a vencer pelo Campeonato Brasileiro neste domingo, no Pacaembu, mas foi surpreendido pelo Atlético-GO, que venceu por 4 a 3 e deixou a capital paulista com três pontos importantes na briga contra o rebaixamento. O clube alvinegro, por sua vez, ficou mais distante da liderança e viu o técnico Adilson Batista deixar o cargo após o embate. 

Apoiado por 30 mil torcedores, que lotaram o Pacaembu e apoiaram a equipe desde o início, o Corinthians começou melhor. Iarley recebeu duas bolas e cruzou na área, levando perigo à zaga do time goiano, em duas jogadas pelo lado esquerdo do campo. 

E foi justamente por ali que saiu o primeiro gol, com menos de dois minutos de duelo. Bruno César cobrou escanteio, o contestado Thiago Heleno cabeceou na trave, a bola voltou para o camisa 10 devolver rasteiro para a área e Leandro Castán concluir: 1 a 0. 

O clube alvinegro continuou com um bom toque de bola e dominou as ações dos primeiros 15 minutos de partida. Bruno César fazia a diferença no meio de campo e aproveitava o entrosamento com Iarley para levar o Corinthians ao ataque. 

Com 15min, o inspirado Bruno recebeu bola na intermediária, após boa jogada de Leandro Castán, dominou com a coxa e quase fez um golaço, mas o goleiro Márcio fez boa defesa. No minuto seguinte, o camisa 10 arrematou de novo, o lance desviou e quase enganou o camisa 1 atleticano. 

No entanto, o que viria a seguir parecia replay das partidas corintianas anteriores. Como tem acontecido de maneira rotineira, a equipe não conseguiu expressar sua superioridade em gols e acabou punida por isso.
Aos 19min, Anailson recebeu na esquerda - em posição duvidosa - rolou para Marcão na área, que passou por Paulinho e chutou em cima de Júlio César. Na sobra, Juninho concluiu fraco, Thiago Heleno teve a chance de salvar em cima da linha mas furou e a bola entrou no canto direito, empatando o confronto. 

O time alvinegro sentiu o gol e demorou para criar outras jogadas de ataque. A primeira que levou perigo foi apenas aos 27. Iarley trocou passes com Souza, entrou na área adversária e alçou do lado esquerdo para Bruno César, sozinho, cabecear nas mãos de Márcio. 

O Atlético-GO daria seu segundo ataque no jogo apenas aos 39min e, para a surpresa de todos, faria o tento da virada. Em cobrança de falta pela direita, Moacir furou e a zaga corintiana apenas olhou a bola atravessar toda a grande área e sobrar para Gilson, sozinho, finalizar e fazer 2 a 1 para os goianos. 

O Corinthians não era nem sobra da equipe que disputa a liderança desde a primeira rodada e só vivia do esforço de Bruno César, que corria de um lado a outro e arriscava chutes de todos os lugares do campo. Apagado, o resto do time permanecia atônito. E foi justamente por isso que tomou o terceiro gol. 

Thiago Heleno - que fazia mais uma péssima partida com a camisa alvinegra - ficou observando Juninho receber um passe de cabeça do lado esquerdo e tocar para Marcão na área concluir na saída de Júlio César.
Atlético-GO esboça goleada no 2º tempo, quase sofre empate e derruba técnico rival
 
No segundo tempo, Adilson promoveu a entrada de Chicão no lugar de William, mas o time alvinegro continuou mal. Tanto que tomou mais um gol aos cinco minutos, com Marcão, que recebeu na área, driblou Júlio César e tocou para o gol vazio. Contudo, o árbitro anulou o lance e marcou impedimento, inexistente. 

O técnico corintiano, assustado, se arrependeu de não ter mexido mais no intervalo e, três minutos depois, mandou o habilidoso argentino Defederico a campo, no lugar do criticado Moacir, que teve uma exibição ruim. 

Contudo, o pesadelo continuaria. Aos 13min, Leandro Castán agride Juninho com uma cotovelada no meio do campo e recebeu o cartão vermelho, deixando a equipe da casa com um a menos. Em seguida, o Atlético-GO foi para o ataque e Thiago Heleno desviou com a mão dentro da área, mas a arbitragem ignorou.
O quarto gol veio ainda aos 20min. Adriano recebeu passe na lateral do campo e cruzou rasteiro para Marcão aparecer e completar para o fundo das redes. Mais uma vez, a zaga corintiana assistia a tudo. 

O Corinthians esboçou uma reação na sequência, quando Jucilei - outro que não fez boa partida - achou William Morais sozinho na área, que finalizou no canto direito do Atlético. 

O clube rubro-negro passeava no Pacaembu. Quase fez o quinto com 34min, em falha de Júlio César. Juninho puxou contra-ataque pela esquerda, entrou na área e chutou em cima de Júlio César. No rebote, o meia cruzou para o meio e Renatinho cabeceou na trave esquerda. 

No fim da partida, a equipe alvinegra ainda conseguiu marcar o terceiro gol. Em cobrança de escanteio pela direita, Thiago Heleno subiu mais alto que a marcação e diminuiu o placar, mas era tarde demais. 

Ao término do confronto, o técnico Adilson Batista não resistiu à pressão e deixou o comanto do clube alvinegro, que somou apenas dois pontos nos últimos 15 disputados. 

Agora, o Corinthians encara o Vasco, na quarta-feira, às 22h, em São Januário, em jogo adiado anteriormente e válido ainda pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O time se manteve com 49 pontos na classificação e está a cinco do líder Cruzeiro. 

O Atlético-GO, por sua vez, foi aos 29 e continua na briga contra o rebaixamento. O clube enfrenta o Guarani, no sábado, às 18h30, no Brinco de Ouro da Princesa, pela 31ª rodada da competição nacional. 

FICHA TÉCNICA
Corinthians 3 x 4 Atlético-GO 

Gols
Corinthians:
Leandro Castán, a 1min do 1º tempo, William Morais, aos 25min e Thiago Heleno, aos 41min do 2º tempo
Atlético-GO: Juninho, aos 19min, Gilson, aos 39min, Marcão, aos 45min do 1º tempo e aos 20min do 2º tempo
Ponto Forte do Corinthians
Bruno César, que buscava o gol e arriscava com perigo de fora da área
Ponto Forte do Atlético-GO
Os contra-ataques, que mataram o jogo ainda no primeiro tempo
Ponto Fraco do Corinthians
O setor defensivo, que viveu tarde ruim no Pacaembu
Ponto Fraco do Atlético-GO
Cochilou nos primeiros 15min de partida, mas acordou e virou
Personagem do jogo
Thiago Heleno, que apesar de ter marcado um gol fez mais uma partida ruim com a camisa do Corinthians
Lances polêmicos
Aos 5min do segundo tempo, o Atlético-GO fez um gol legítimo, mas o auxiliar marcou impedimento
Esquema Tático do Corinthians
4-4-2
Júlio César: Alessandro, Thiago Heleno, William (Chicão) e Castán; Paulinho, Moacir (Defederico), Jucilei e Bruno César; Iarley e Sousa (William Morais). Técnico: Adilson Batista
Esquema Tático do Atlético-GO
4-4-2
Márcio; Adriano, Daniel Marques, Gilson (Jairo) e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston e Anaílson (Renatinho); Juninho e Marcão. Tecnico: Renê Simões
Cartões amarelos
Corinthians: Jucilei
Atlético-GO: Jairo e Agenor
Cartões vermelhos
Corinthians: Leandro Castán
Árbitro
Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
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Adílson brinca com peso e "confunde" Ronaldo com Alessandro

Não se fala abertamente no Corinthians, mas a projeção é para que Ronaldo atue contra o Guarani, dia 17, em Campinas. Trabalhando à parte e fora do time há um mês, o atacante tem arrancado elogios a respeito de sua forma física. Adílson Batista, nesta sexta-feira, até brincou com o peso do jogador. "Ele está tão magro que, olhando de longe, achei que fosse o Alessandro", disse bem humorado. 

O treinador mostrou otimismo com relação à possibilidade de ter o atacante em campo na reta final do Campeonato Brasileiro. Restam 11 jogos para o Corinthians na competição. "No momento certo, quem sabe...a estrela dele é muito grande. Daqui a pouco entra e nos ajuda. O torcedor corintiano que fique tranquilo porque vejo dedicação e empenho. Vamos passar por cima disso e buscar o título", disse Adílson. 

O treinador corintiano voltou a elogiar a conduta de Ronaldo e Roberto Carlos, os dois nomes mais badalados do elenco. "Ontem até conversava com o Roberto sobre isso. É um menino muito bom, dedicado e que só quer ajudar. Mencionei a condição dele e do Ronaldo, o exemplo de comandar, alertar, querer o bem, se dedicar e querer vencer, porque são vencedores. Tem muita coisa boa neles e têm me ajudado nesse sentido". 

Para enfrentar o Atlético-GO, domingo, Adílson Batista irá manter Iarley, mas a dúvida é sobre como será a configuração do setor ofensivo. A maior possibilidade é que Souza atue, já que é o único outro atacante disponível. Correndo por fora está Defederico, aparentemente em baixa com o treinador mesmo após marcar o gol do empate contra o Ceará no sábado passado. 

"Esse negócio de pedir sequência é conversa pra boi dormir. Para ganhar, tenho que colocar quem acho que é o melhor. Ali dentro eu vejo coisas que vocês não veem. Tenho que ver se dribla, se vai pra cima, se fecha, se marca, se fica escondido. Preciso respeitar a opinião de vocês, do atleta, mas já sei o que vou fazer".
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Atlético-MG vira na bola parada e Corinthians perde chance de liderar

Com dois gols de cabeça no segundo tempo, o Atlético-MG mostrou força nesta quarta-feira e venceu o Corinthians de virada, por 2 a 1, em Sete Lagoas, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Werley e Zé Luís marcaram os gols do time mineiro - que se manteve na zona de rebaixamento, mas impediu os paulistas de tomarem a liderança. Paulinho descontou para os visitantes.

O resultado levou a equipe do técnico Dorival Júnior a 28 pontos, agora na 17ª colocação da tabela. O time ainda pode ser ultrapassado pelo Atlético-GO, que enfrenta o Flamengo nesta quinta. Já o time do Parque São Jorge parou nos 49 pontos e não aproveitou o tropeço do líder Fluminense, que tem 52 pontos e perdeu do Santos por 3 a 0 também nesta quarta.

Mesmo fora de casa, o Corinthians controlou a posse de bola no início. A primeira chance, porém, foi atleticana: aos 5min, Diego Souza entrou fazendo fila na defesa paulista e bateu cruzado; Thiago Heleno cortou e Júlio César ficou com a defesa.

De volta ao time após dois meses afastado por uma série de lesões, o atacante Dentinho teve seu retorno abreviado aos 8min. Ele sentiu lesão na coxa e desabou no gramado. Sem condições de continuar, saiu de campo chorando para a entrada de Danilo, que também atuou aberto pela esquerda.

A equipe visitante prosseguiu melhor no jogo e assustou aos 12min, em chute de longa distância de Bruno César, que o garoto Renan Ribeiro segurou firme no meio do gol. A melhor oportunidade caiu nos pés de Iarley aos 19min: Roberto Carlos fez lançamento excelente e o atacante saiu de frente para a meta, mas chutou em cima do goleiro.

Mal na partida, o Atlético sofria para armar jogadas e tinha problemas com o jogo aéreo corintiano. Aos 22min, Danilo lançou Bruno César, que ajeitou de cabeça para Paulinho. O meio-campista entrou de carrinho e mandou por cima, mas o lance já estava invalidado por impedimento.

Renan Ribeiro fez grande defesa e salvou os mineiros aos 30min, em desvio na área de Bruno César, mas falhou e não conseguiu evitar que o Corinthians abrisse o placar aos 43min. Alessandro cruzou da direita, o goleiro errou ao tentar o corte e Paulinho completou de peito para as redes.

Dorival Júnior, que já havia perdido Ricardinho por lesão no fim do primeiro tempo, fez uma alteração ofensiva no intervalo: o centroavante Obina entrou no lugar de Diego Macedo, deslocando Zé Luís para a lateral direita. Aos 2min, o Atlético quase empatou na bola parada: Lima cabeceou firme após cobrança de falta e mandou para fora, com perigo.

Com Diego Souza mais recuado, vindo de trás, o time da casa cresceu de produção e passou a apertar o Corinthians em alguns momentos. Porém, a equipe paulista marcava bem na frente da área e não dava espaços para a criação de chances claras de gol.

Com 8min, Ricardo Bueno arriscou de longe e mandou para fora, sem assustar Júlio César. Aos 11min, foi Lima quem chutou para fora após bate-rebate na área, e a bola passou raspando a trave corintiana.

O empate veio na bola parada. Aos 15min, Serginho bateu escanteio fechado e o zagueiro Werley subiu mais alto que a zaga para cabecear. Júlio César ainda chegou a tocar na bola, mas não evitou que ela entrasse e deixasse tudo igual no placar. Aos 24min, cena inusitada: o lateral esquerdo Fernandinho, no banco de reservas do Atlético, foi expulso por reclamação.

Melhores no segundo tempo, os donos da casa chegaram à virada aos 31min em lance muito parecido: após levantamento na área em cobrança de falta, Zé Luís veio de trás e cabeceou com firmeza, sem chances para Júlio César. Obina ainda teve um gol anulado nos minutos finais, e o Corinthians não conseguiu buscar o empate.

FICHA TÉCNICA
Atlético-MG 2 x 1 Corinthians

Gols
Atlético-MG: Werley, aos 15min, e Zé Luís, aos 31min do 2º tempo
Corinthians: Paulinho, aos 43min do 1º tempo
Ponto Forte do Atlético-MG
Melhorou no segundo tempo com as alterações, recuando Diego Souza para o meio
Ponto Forte do Corinthians
Dominou a primeira etapa e criou boas chances de matar o jogo
Ponto Fraco do Atlético-MG
Afunilou demais o jogo e foi travado pela marcação do Corinthians com a bola rolando
Ponto Fraco do Corinthians
Perdeu a agressividade no segundo tempo e permitiu a reação do time da casa
Personagem do jogo
Obina, que melhorou o setor ofensivo do Atlético
Esquema Tático da Atlético-MG
4-3-1-2
Renan Ribeiro; Diego Macedo (Obina), Werley, Lima e Eron; Serginho, Zé Luís e Alê; Ricardinho (Renan Oliveira); Diego Souza e Ricardo Bueno (Neto Berola). Técnico: Dorival Júnior
Esquema Tático do Corinthians
4-2-3-1
Júlio César; Alessandro, Thiago Heleno, William e Roberto Carlos (Leandro Castán); Moacir e Jucilei; Bruno César, Paulinho e Dentinho (Danilo); Iarley (Souza). Técnico: Adilson Batista
Cartões amarelos
Atlético-MG: Diego Souza
Corinthians: Danilo
Cartão vermelho
Atlético-MG: Fernandinho
Árbitro
Evandro Rogério Roman (Fifa/PR)
Local
Arena do Jacaré, Sete Lagoas (MG)
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Adílson exagera em improvisos e reeencontra fama de inventor

Em Minas Gerais, Adílson Batista ganhou a fama de inventor por alterar repetidamente o posicionamento de jogadores do Cruzeiro. A passagem vitoriosa, porém, minou as críticas e até o apelido de Professor Pardal. No Corinthians, ele mantém a mesma tendência e, pela primeira vez, neste sábado, ouviu gritos de burro, ainda que contidos, das arquibancadas. 

Adílson havia colocado em campo Defederico, que até tinha sido pedido por torcedores, mas retirou Alessandro, cansado. Para a função, porém, quem acabou improvisado foi Paulinho. Volante de origem, ele começou a partida atuando como meia e terminou na lateral direita. 

"Ele fez ultrapassagens, penetrou e foi bem", avaliou o treinador, que já havia utilizado o atleta nesta função na vitória contra o Grêmio Prudente. 

Outra mudança de Adílson Batista foi com Danilo, que chegou a atuar como centroavante nos últimos dois jogos em muitos momentos. "Pedi para ele ficar perto do Iarley. Na quarta, ajeitou uma bola boa, nesse jogo fez parede e tabelou", disse o treinador, que não tinha nenhum atacante alto à disposição. 

"Foi por circunstâncias. Não tinha condição de entrar tocando porque eles estavam muito fechados. Às vezes com uma trombada, uma bola raspada sobra para alguém e dá resultado", disse o meia corintiano, que entrou no lugar de Roberto Carlos, contra o Botafogo, e também jogou de lateral esquerdo. 

Nos últimos tempos, Adílson posicionou Bruno César, meia de origem, na função de atacante, e ouviu reclamações do atleta. Jorge Henrique, acostumado a atuar na frente ou pelos lados do campo, virou armador. Essa também vem sendo a função de Elias, que com Mano Menezes havia se acostumado a jogar de volante. 

A série intensa de jogos também prejudica Adílson, que só repetiu a mesma dupla de zaga em duas das últimas 10 partidas. Para o confronto de sábado com o Ceará, ele poupou William e mais uma vez optou por Thiago Heleno em detrimento de Leandro Castán. Ele negou, porém, que tenha faltado familiaridade para a dupla que jogou neste último jogo. 

"Não faltou entrosamento e eles treinam sempre juntos. Não vamos criar coisa que não existe, tem que dar mérito para o centroavante adversário", argumentou o técnico corintiano.
Sobre Thiago Heleno, que falhou algumas vezes na linha do impedimento, o treinador disse que "no Cruzeiro, ele fazia isso, jogava adiantado. Não é que o William tenha feito falta. Em umas jogadas o Thiago foi certo, em outras não". 

Confira 9 jogadores improvisados por Adílson no Corinthians
Paulinho (volante) - jogou de meia ou lateral
Danilo (meia) - jogou de lateral e centroavante
Edu (volante) - jogou de lateral esquerdo
Elias (volante) - já havia sido meia e voltou à função
Moacir (lateral) - também voltou à posição antiga: volante
Jucilei (volante) - já jogou de lateral esquerdo
Leandro Castán (zagueiro) - já jogou de lateral esquerdo
Bruno César (meia) - joga agora como atacante ou ponta
Jorge Henrique (atacante) - joga agora como meia
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Sem previsão para retorno, Ronaldo não enfrenta o Ceará

Ronaldo não enfrenta o Ceará, neste sábado, às 16h, no Pacaembu. O atacante não tem previsão para retornar aos gramados. Após a partida contra o Botafogo, o fisioterapeuta Bruno Mazziotti afirmou que, ao contrário do que ocorria, a comissão técnica não vai colocar mais um prazo nem vai confirmar com antecedência a partida em que ele jogará.

"Não há uma previsão, não. Ele continua no departamento médico em função da panturrilha. Deu uma 'complicadinha' no meio da intercorrência e estamos aguardando em função do histórico que ele tem na panturrilha esquerda. Não foi uma nova lesão, é questão de dor. E é sempre bom ter cuidado, ainda mais quando exame não apresenta nada", disse.

"Por incrível que pareça, o momento psicológico do Ronaldo é muito bom. Ele acredita na sequência ainda neste ano. No momento em que cessar a dor, voltamos a treinar. Temos mesmo é que aguardar os sintomas desaparecem", completou o fisioterapeuta.
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Corinthians empata com Botafogo e perde vantagem sobre Flu

A quarta-feira recolocou de uma vez a liderança do Campeonato Brasileiro nas mãos do Fluminense. Isto porque o Corinthians, jogando no Pacaembu, teve problemas, foi ameaçado e até pressionou, mas saiu só com um empate por 1 a 1 diante de um perigoso Botafogo. Bruno César fez, no início, para o time da casa, mas Loco Abreu deixou tudo igual também no primeiro tempo. Ainda houve tempo para um gol mal anulado de Herrera, o que prejudicou a equipe de Joel Santana.

Mesmo se vencer o Vasco no jogo que tem atrasado, o time do Parque São Jorge dificilmente ultrapassa o Fluminense, que lidera absoluto com 51 pontos (três a mais que os corintianos), 15 vitórias (uma a mais) e ainda leva vantagem de quatro gols no saldo, terceiro critério de desempate. 

A partida do Pacaembu teve um equilíbrio impressionante e oportunidades de gols do primeiro ao último minuto, deixando sempre a sensação de que o placar poderia ser alterado por qualquer uma das duas equipes. Se o Corinthians pressionou por toda a etapa final, foi o Botafogo, em dois contragolpes nos acréscimos, que quase fez com Somália e Caio.

O Corinthians retorna ao Pacaembu, sábado, diante do Ceará às 16h (de Brasília). Poderá ter as voltas de Ronaldo e Dentinho. Já o Botafogo tem clássico pela frente: será contra o Flamengo, no Engenhão, às 18h30. 

Equilíbrio no Pacaembu na etapa inicial
Na formação inicial das equipes, o Corinthians teve o retorno de Ralf, um dos quatro contundidos de Adilson Batista, que segue sem Ronaldo, Dentinho e Chicão. Paulo André, suspenso, foi outro desfalque e acabou sendo substituído por Thiago Heleno, que iniciou como titular pela primeira vez no Parque São Jorge e teve atuação ruim. 

Joel Santana, que já não tem Maicosuel e Marcelo Mattos, ficou sem Jobson e Edno, também suspensos, e optou por Lúcio Flávio na meia em detrimento de Renato Cajá. Fahel como titular atuou no lugar que, se imaginou, seria de Danny Moraes, e jogou sempre na marcação pessoal a Jorge Henrique.

Como tem sido frequente nos jogos disputados em casa, o Corinthians começou em cima do Botafogo, apoiado por uma torcida que ignorou o horário ruim das 22h (de Brasília) e preencheu boa parte do estádio. Trocando passes rápidos e pressionando a marcação botafoguense, o gol corintiano não demorou a sair. 

Com 1min, Roberto Carlos cobrou falta próxima da entrada da área, mas acertou a barreira. Logo em seguida, o lateral inverteu bola do lado esquerdo e achou Bruno César. No canto direito da grande área, o meia colocou com rara felicidade no ângulo de Jefferson e correu para o abraço. 

O Corinthians continuava em cima, principalmente graças às subidas de Ralf, que devia ter a marcação de Herrera mas avançava livre. Em uma dessas jogadas, o volante ameaçou Jefferson. Aos poucos, porém, o Botafogo se organizou em campo e começou a equilibrar a partida, que quase foi empatada aos 12min. 

Após escanteio da esquerda, Loco Abreu escapou da frouxa marcação de William, dominou com estilo e chutou no travessão de Julio Cesar. Era o prenúncio de que o Botafogo partia ao ataque atrás do empate, o que não demorou tanto a acontecer. 

Com a colaboração de uma defesa corintiana lenta, especialmente Thiago Heleno e William, o Botafogo se achou e achou a igualdade. Aos 26min, Herrera avançou pela direita e cruzou com inteligência para Abreu, que estava só com o baixo Alessandro em sua marcação. Livre, o uruguaio usou a cabeça e empatou. Foi o sexto gol do centroavante botafoguense em seis jogos.

O Corinthians, que no início jogava especialmente no ritmo de Bruno César, começou a levar perigo com Elias, pouco vigiado por Somália, seu marcador definido na estratégia de Joel Santana. O volante/meia corintiano apareceu bem na grande área e escorou cruzamento de Jorge Henrique para Iarley, que se esticou todo e colocou na trave. 

O Botafogo teve a chance de ameaçar em jogada inteligente de Loco Abreu, que deixou Marcelo Cordeiro livre diante do gol - de forma equivocada, a arbitragem assinalou impedimento. Elias ainda reapareceu bem já perto do fim do primeiro tempo, de novo com a cabeça após ótima bola alçada por Jorge Henrique. Desta vez, porém, a finalização foi para fora. 

Segundo tempo imprevisível
A etapa complementar começou de forma curiosa: a torcida corintiana incentivava a plenos pulmões, mas quem se sentia à vontade era o Botafogo, que chegou a marcar um gol legal, aos 3min, muito mal anulado pelo auxiliar Erich Bandeira. Herrera fez e estava em posição legal, para o desespero de Joel Santana. 

Logo depois, novamente chegou o Botafogo com Herrera, que aproveitou ótimo cruzamento no segundo pau e usou a cabeça, exigindo grande defesa de Julio Cesar. O argentino reapareceu em seguida, de bicicleta, ameaçando a meta de seu ex-time. 

O Corinthians só foi se acertar em campo quando o relógio ultrapassou os 10 minutos e o Botafogo diminuiu sua pressão. Paulinho havia entrado, no intervalo, no posto de Ralf. Defensivo, o volante pouco aproveitava o espaço que tinha para jogar, bem diferente de Paulinho. 

Em linda tabela com Elias, ele invadiu a área e deu até tempo de todo o Pacaembu levantar para olhar a finalização, muito bem defendida por Jefferson. O mesmo Elias apareceu aos 29min e, após grande trama com Alessandro, bateu para fora, rente à trave do Botafogo. 

O Corinthians intensificou a pressão nas bolas aéreas, mas teve grande dificuldade em criar chances e fugir da marcação botafoguense. A única chance criada dessa forma foi com Thiago Heleno, que teve a chance, livre, mas cabeceou para fora. 

Enquanto o time de Adílson Batista tentava se achar, o Botafogo fez muita cera e, em dois lances nos quais se aproveitou da arreganhada defesa corintiana, quase marcou. Somália conduziu livre e finalizou para intervenção de Julio Cesar. Depois foi Caio quem avançou sem nenhuma marcação e deixou o Pacaembu em silêncio. Atrapalhado na conclusão, porém, bateu por cima e foi seguido pelo apital final de Vuaden. 

FICHA TÉCNICA
Corinthians 1 x 1 Botafogo

Gols
Corinthians:
Bruno César, aos 2min do primeiro tempo
Botafogo: Loco Abreu, aos 26min do primeiro tempo
Lance polêmico
Aos 3min do segundo tempo, Herrera fez gol legal, mal anulado por impedimento
Ponto Forte do Corinthians
Velocidade nos passes, deslocamento insinuante e avanços de Alessandro
Ponto Forte do Botafogo
Marcação bem encaixada, inteligência nas bolas aéreas e dedicação em campo
Ponto Fraco do Corinthians
Lentidão incrível da dupla de zaga William e Thiago Heleno, ainda muito exposta pelo posicionamento do time
Ponto Fraco do Botafogo
Falta de chegada dos volantes e dos alas à frente
Personagem do jogo
Loco Abreu, o mais perigoso do Botafogo
Esquema Tático do Corinthians
4-2-2-2
Julio Cesar; Alessandro, William, Thiago Heleno e Roberto Carlos (Danilo); Ralf (Paulinho) e Jucilei; Elias e Jorge Henrique; Bruno César e Iarley (Defederico)
Treinador: Adilson Batista
Esquema Tático do Botafogo
3-4-1-2
Jefferson; Fahel, Antônio Carlos (Danny Moraes) e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália e Marcelo Cordeiro; Lúcio Flávio (Caio); Herrera (Renato Cajá) e Loco Abreu
Treinador: Joel Santana
Cartões amarelos
Corinthians:
Elias
Botafogo: Fahel, Herrera e Antônio Carlos
Árbitro
Leandro Vuaden (RS)
Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
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Adilson foge à regra e lamenta ausência de Ronaldo

O técnico Adilson Batista não tem o hábito de lamentar os desfalques do Corinthians. Gosta de dizer que prefere valorizar os substitutos. Mas abriu uma exceção para o atacante Ronaldo, que só disputou 19 jogos (apenas três pelo Campeonato Brasileiro) e marcou oito gols em 2010.

"A ausência mais sentida é a do Ronaldo. Não adianta negar. O cara foi o melhor do mundo e é artilheiro. Esse jogador é diferente. A gente não vai encontrar outro igual", exaltou Adilson, antes de recobrar o seu comportamento costumeiro. "Mas nunca fui de ficar lamentando desfalques."

Adilson precisará esperar para contar novamente com Ronaldo, que segue em recuperação de um edema na panturrilha. Ainda bem distante de sua forma física ideal, o atleta mantém tratamento no CT Joaquim Grava e não tem previsão para voltar a jogar.

Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, o veterano Iarley correspondeu na vaga de Ronaldo. Já anotou oito gols na competição e sonha com a artilharia. "É importante ter um definidor no time, aquele cara que faz o gol. E é o Iarley quem está exercendo essa função hoje", disse Adilson.

Além de Ronaldo, o Corinthians perdeu outros jogadores por lesões. O zagueiro Chicão e o atacante Dentinho ainda estão em processo de recuperação. Já o volante Ralf se reabilitou de uma contusão no tornozelo esquerdo e pode reaparecer na equipe contra o Botafogo, nesta quarta-feira, no Pacaembu.
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Carrasco de 2003, D'Alessandro volta a assombrar Corinthians

Desde 2003, a torcida corintiana já conhece bem as qualidades de Andrés D'Alessandro. No último domingo, mais uma vez diante do Corinthians, o ídolo colorado reapareceu para comandar o Internacional, no Beira-Rio, em uma trepidante vitória por 3 a 2. D'Alessandro ditou o ritmo, deu assistências precisas e manteve acesa a esperança de sua equipe conquistar o Campeonato Brasileiro. 

Dados do Footstats reforçam que o argentino foi o maior destaque em campo na partida entre Internacional e Corinthians. Segundo jogador mais acionado em campo, com 50 passes, D'Alessandro acertou 45, mesmo atuando em uma função onde normalmente se erra muitos passes. Dois deles se transformaram em assistências para dois gols: o primeiro de Tinga e o segundo de Alecsandro. 

Fominha, D'Alessandro também carregou bastante a bola, acumulando imbatíveis 2min26s de posse durante a partida. Flutuando com liberdade pelos dois lados do ataque, o argentino ainda foi quem mais driblou (4), finalizou (4) e cruzou (5). 

Os números contra o Corinthians reforçam uma condição importante de D'Alessandro. No ranking total do Brasileiro, o meia argentino é o sétimo principal passador, com média de 48,4 passes por jogo - à frente dele estão Kléber, segundo, e Guiñazu, o mais acionado da competição. O carrasco corintiano ainda é o terceiro jogador com mais tempo de posse de bola. 

A presença de D'Alessandro permite ao Internacional ser a equipe que mais toca a bola de pé em pé no Campeonato Brasileiro. O índice médio dos colorados é de 369 passes por partida. 

Desde 2003, a torcida corintiana já conhece bem as qualidades de Andrés D'Alessandro. No último domingo, mais uma vez diante do Corinthians, o ídolo colorado reapareceu para comandar o Internacional, no Beira-Rio, em uma trepidante vitória por 3 a 2. D'Alessandro ditou o ritmo, deu assistências precisas e manteve acesa a esperança de sua equipe conquistar o Campeonato Brasileiro. 

Dados do Footstats reforçam que o argentino foi o maior destaque em campo na partida entre Internacional e Corinthians. Segundo jogador mais acionado em campo, com 50 passes, D'Alessandro acertou 45, mesmo atuando em uma função onde normalmente se erra muitos passes. Dois deles se transformaram em assistências para dois gols: o primeiro de Tinga e o segundo de Alecsandro. 

Fominha, D'Alessandro também carregou bastante a bola, acumulando imbatíveis 2min26s de posse durante a partida. Flutuando com liberdade pelos dois lados do ataque, o argentino ainda foi quem mais driblou (4), finalizou (4) e cruzou (5). 

Os números contra o Corinthians reforçam uma condição importante de D'Alessandro. No ranking total do Brasileiro, o meia argentino é o sétimo principal passador, com média de 48,4 passes por jogo - à frente dele estão Kléber, segundo, e Guiñazu, o mais acionado da competição. O carrasco corintiano ainda é o terceiro jogador com mais tempo de posse de bola. 

A presença de D'Alessandro permite ao Internacional ser a equipe que mais toca a bola de pé em pé no Campeonato Brasileiro. O índice médio dos colorados é de 369 passes por partida.
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Para Roth, só Inter, Corinthians e Cruzeiro mostram alto nível

O Internacional recebeu, neste domingo, o Corinthians, então líder do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio e, com um gol aos 48min do segundo tempo, venceu por 3 a 2, resultado que aproximou o time colorado da ponta. Ao falar sobre o jogo, Celso Roth afirmou que as duas equipes, ao lado do Cruzeiro, são as únicas que apresentam alto nível técnico na competição. 

"Inter e Corinthians é clássico do futebol mundial. Os dois mostram um nível técnico muito alto, como o Cruzeiro. Fora esses três, os outros se destacam mais pelo esforço", disse, excluindo o líder Fluminense desta lista. 

"Nosso mérito, hoje, além do banco de grande qualidade, foi superar aquilo que o Tinga destacou depois de nossa derrota para o Atlético-PR, na quarta-feira, na (Arena da) Baixada. Que não adianta dominar e não ter contundência. Esperamos que o desempenho de hoje se repita, apesar dos desfalques", disse o comandante colorado.
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Ronaldo adia retorno; Ralf deve ser única novidade contra Inter

O desejo da torcida corintiana de ver Ronaldo de volta aos gramados foi adiado mais uma vez pelos médicos do clube. Na manhã desta sexta-feira, o camisa 9 foi novamente vetado por conta de um edema na panturrilha e desfalca o líder do Campeonato Brasileiro no duelo deste domingo contra o Internacional, no Beira-Rio. Para a partida, a única novidade do time de Adílson Batista deve ser o retorno do volante Ralf, recuperado de lesão no tornozelo esquerdo.

No penúltimo treino antes da viagem a Porto Alegre, Ronaldo continuou seu trabalho de fisioterapia ao lado de Dentinho, ambos separados do restante do elenco, que treinou com bola no gramado. O camisa 9 corintiano atuou pela última vez no dia 8 de setembro, contra o Atlético-PR e só disputou 19 jogos nesta temporada, com oito gols marcados. Aos 34 anos, completados na última quarta-feira, ele ainda luta para se recuperar.
Entre as outras baixas do elenco para o final de semana, Dentinho sofre com dores na coxa esquerda, enquanto o zagueiro Chicão apenas correu em volta do gramado. Alessandro e Roberto Carlos foram poupados das atividades.

Já Ralf, que se lesionou na derrota para o Grêmio no Pacaembu, no dia 11 deste mês, participou normalmente das atividades e deve retornar ao time titular após ser desfalque contra Fluminense, Prudente e Santos. O elenco alvinegro ainda treina em São Paulo na manhã deste sábado e em seguida viaja à capital gaúcha.
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Elenco corintiano se mobiliza contra reclamações de B. César

Não pegaram bem no ambiente corintiano novas reclamações do meia Bruno César por conta de seu posicionamento diante do Santos. Atuando aberto pelo lado direito do ataque, Bruno se disse desconfortável e pediu paciência com as cobranças. Rapidamente, o elenco do Corinthians interveio e pediu calma ao jogador, bem como atenção na hora de dar entrevistas sobre o tema. 

"Conversamos com ele que o mais importante é o grupo. Nem o Ronaldo e Roberto Carlos, com a história que têm, reclamam de algo. Como vamos reclamar?", questionou o zagueiro Paulo André. "Foi resolvido e acho que ele aprendeu com o episódio. De cabeça quente, talvez tenha externado, mas é bom lembrar que há outros jogadores e vivemos um momento bonito". 

O atacante Iarley foi outro que minimizou a situação. O experiente atacante relevou o fato e tratou de falar de Bruno César com carinho. Para ele, foi muito mais um mal entendido que uma confusão, e o grupo e o treinador Adílson Batista apenas conversaram com Bruno para evitar maiores consequências. 

"As pessoas chamaram a atenção dele para dizer que ele é especial para o grupo. O Adílson também às vezes pede para eu fazer outra coisa. E ele vai jogar contra o Inter", disse Iarley para mostrar que a situação foi controlada. O atacante elogiou o caráter do companheiro após ser insistentemente abordado sobre o tema.
"Ele é tranquilo, não é de falar muito. Não levo em consideração o que aconteceu. Ele tem as características diferente de pessoa que fica de salto alto. É humilde, nunca demonstrou deslumbramento dentro da boa fase", disse. 

Bruno César chegou a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro, mas não marca gols há cinco rodadas. A última vez que ele balançou as redes foi na goleada por 5 a 1, contra o Goiás, no dia 9 de setembro.
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Corinthians breca Neymar, faz 3 na Vila e lidera com folga

Barrado por Dorival Júnior na terça e confirmado no time titular do Santos nesta quarta-feira, após a polêmica demissão do treinador, Neymar não conseguiu brilhar no clássico com o Corinthians, na Vila Belmiro. A equipe de Adilson Batista marcou bem o jovem santista e marcou três vezes, com Iarley, Elias e Paulo André, para vencer por 3 a 2 e ficar tranquila na liderança do Campeonato Brasileiro. Durval e o próprio Neymar descontaram para os donos da casa.

Com o resultado, o time da capital paulista chegou a 47 pontos, três a mais que o Cruzeiro e cinco à frente do Fluminense - que ainda enfrenta o Atlético-MG nesta quinta. Já o Santos parou nos 35, ficando 12 pontos atrás do rival na briga pelo título brasileiro.

Concentrando todos os holofotes antes da partida, Neymar levou perigo à meta corintiana logo no primeiro minuto. O atacante dominou pela esquerda, balançou na frente da marcação e cruzou rasteiro; Danilo furou o chute e perdeu grande oportunidade.

O Santos não saiu do campo de ataque nos primeiros minutos e balançou as redes logo aos 2min, em uma falha de marcação da equipe visitante. Após escanteio cobrado da direita, Durval dominou sozinho dentro da área e teve todo o tempo para ajeitar o corpo e chutar forte de pé esquerdo, sem chances para Júlio César.

Mesmo após sair ganhando, a equipe da casa não mudou sua postura e continuou pressionando o adversário no campo de ataque. O Corinthians aproveitou e encontrou espaços no contra-ataque para empatar o jogo aos 9min. Jucilei fez ótima jogada pelo meio, limpou a marcação e encontrou Iarley dentro da área; o atacante bateu na saída de Rafael e deixou tudo igual.

Com um gol para cada lado, a partida ficou equilibrada. O Santos mantinha a posse de bola e buscava atacar o tempo todo, mas o Corinthians marcava bem no meio, com Jucilei e Boquita protegendo a defesa e uma linha de três jogadores mais à frente: Bruno César, Elias e Jorge Henrique. As principais jogadas dos anfitriões eram pela esquerda, com Léo e Neymar.

Aos 16min, Marcel teve chance de cabecear, mas Júlio César segurou firme. Dois minutos depois, foi a vez de Iarley chutar da entrada da área, para fora. A equipe corintiana seguiu apostando nos contragolpes, e Bruno César teve oportunidade clara aos 24min: ele recebeu em profundidade, ganhou dividida de Arouca e, cara a cara, com Rafael, foi desarmado pelo goleiro ao tentar o drible.

O erro do camisa 10 corintiano foi punido três minutos depois. O Santos chegou ao segundo gol com a arma que o rival vinha usando: o contra-ataque. Marcel escapou pela direita e bateu cruzado; Júlio César soltou a bola para o meio da área e Neymar apareceu para completar no rebote.

Embalado, o time da casa quase ampliou a vantagem aos 32min. Neymar tocou para Marcel na área, mas o centroavante não conseguiu o domínio; na sequência, Danilo chutou para grande defesa de Júlio César.

Antes do intervalo, o Corinthians voltou a equilibrar as ações e conseguiu empatar, após grande jogada de Bruno César. O meia, que atuou em uma função mais aberta pela direita, dominou bola longa, conduziu e deu ótimo passe para Elias, que invadiu a área e chutou no canto esquerdo de Rafael.

O Santos voltou mais ligado para o segundo tempo e passou a dominar as ações, com Neymar crescendo na partida. Do outro lado, figuras de destaque da primeira etapa, como Elias e Bruno César, caíram de produção e deixaram a equipe do Parque São Jorge sem criação.

Aos 12min, os anfitriões perderam chance incrível. Marcel bateu falta com força e Júlio César rebateu; na sobra, Neymar dominou e teve o gol à sua frente, mas parou em grande defesa do camisa 1 corintiano; depois, Marquinhos emendou e acertou o próprio Neymar. A bola bateu na mão de William na sequência e os santistas ficaram pedindo pênalti.

Logo os dois técnicos começaram a fazer alterações. No Santos, o interino Marcelo Martelote sacou Alex Sandro, que fazia partida apagada do lado esquerdo do meio de campo, e colocou a revelação Alan Patrick. No Corinthians, Adilson Batista trocou Bruno César, anônimo no segundo tempo, por Danilo.

A virada corintiana não demorou a acontecer. Jorge Henrique cruzou da esquerda e encontrou Danilo, em posição irregular, livre na direita da área. O camisa 11 ajeitou para a segunda trave, onde Paulo André, sozinho, só precisou desviar de cabeça para as redes. O Santos respondeu com sua última alteração: Madson no lugar de Marquinhos.

O Corinthians buscou diminuir o ritmo da partida nos minutos finais, administrando a vantagem. Mesmo tentando impor velocidade, o Santos não conseguiu marcar pela terceira vez - houve até um gol anulado de Madson - e o time teve que presenciar a festa do rival na Vila Belmiro.

FICHA TÉCNICA

Santos 2 x 3 Corinthians

Gols
Santos: Durval, aos 2min, e Neymar, aos 27min do 1º tempo
Corinthians: Iarley, aos 9min, e Elias, aos 42min do 1º tempo; Paulo André, aos 24min do 2º tempo

Ponto Forte do Santos
Teve mais posse de bola e buscou agredir o adversário o tempo todo, principalmente com jogadas pelos lados

Ponto Forte do Corinthians
Marcou muito bem no meio e jogou com inteligência, explorando o contra-ataque para ameaçar o Santos

Ponto Fraco do Santos
Deixou espaços demais na defesa e mostrou marcação falha no meio de campo, com Danilo e Alex Sandro fazendo partida apagada

Ponto Fraco do Corinthians
Voltou desligado para o segundo tempo e poderia ter perdido o jogo pela postura apática nesse período

Personagem do jogo
Elias, que teve grande atuação tanto na parte defensiva como na ofensiva

Lance polêmico
Danilo estava em posição impedimento no lance do terceiro gol corintiano

Esquema Tático do Santos
4-4-2
Rafael; Pará, Bruno Aguiar (Rafael Caldeira), Durval e Léo; Arouca, Danilo, Alex Sandro (Alan Patrick) e Marquinhos (Madson); Marcel e Neymar. Técnico: Marcelo Martelote

Esquema Tático do Corinthians
4-2-3-1
Júlio César; Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Leandro Castán); Boquita (Moacir) e Jucilei; Bruno César, Elias e Jorge Henrique; Iarley. Técnico: Adilson Batista

Cartões amarelos
Santos: Rafael Caldeira e Pará
Corinthians: Boquita, Paulo André e Elias

Árbitro
Carlos Eugênio Simon (RS)

Local
Vila Belmiro, Santos (SP)

Público
10.898 pagantes

Renda
R$ 376.150,00

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"Peso do Ronaldo é favorável à prática do esporte", diz fisioterapeuta

O fisioterapeuta Bruno Mazzioti garante que Ronaldo já está fisicamente apto a jogar futebol. De acordo com o profissional do Corinthians, o atacante só aparenta estar fora de forma.

"Esteticamente falando, as pessoas têm uma percepção menor do que os membros da comissão técnica. O peso do Ronaldo é favorável à prática do esporte, apesar de não parecer esteticamente com os dos outros jogadores. Se ele estivesse obeso, não seria colocado em campo", afirmou à TV Gazeta, no domingo.

Segundo Mazzioti, Ronaldo emagreceu nos últimos dias. "Devemos cuidar, sim, da dieta. As oscilações ocorrem com todos os jogadores. Mas o Ronaldo vai fazer 34 anos e tem um biotipo que favorece essa situação, com muita fibra muscular. Precisamos dar explosão ao atleta. Se fosse só a questão do peso, seria fácil. Apenas reduziríamos o nível calórico das refeições", comentou.

Ronaldo deverá treinar no gramado do CT Joaquim Grava nesta segunda-feira para saber se também está melhor clinicamente - ele se recupera de um edema na panturrilha.

O fisioterapeuta corintiano repetiu que a intenção é utilizar o atacante no clássico contra o Santos, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro. "Ele não está sentindo dor e existe essa possibilidade", disse Mazzioti.

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Presidente do Corinthians espera inaugurar estádio até março de 2013

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, teve um dia memorável na última quinta-feira. Desembarcou sorridente em São Paulo pela manhã, após a vitória do Corinthians sobre o Fluminense, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro da Série A. À noite, no Parque São Jorge, ficou tão satisfeito com a aprovação da construção do estádio em Itaquera pelo conselho deliberativo que cantou até o hino do clube no final da reunião - com direito a gritar "poropopó" entre os versos. O mandatário já começou a imaginar o jogo de inauguração da arena.

"Será em fevereiro ou março de 2013. Até lá, todo mundo verá o Corinthians jogando em sua casa", afirmou Sanchez, enquanto recebia cumprimentos de conselheiros de oposição. A aprovação por aclamação foi a última formalidade antes da assinatura de contrato com a Odebrecht, responsável pela construção do estádio.

Mesmo antes de apresentar o projeto ao conselho deliberativo, no entanto, a diretoria do Corinthians começou a enfrentar a burocracia. "Já temos muitos laudos prontos. Vamos resolver os outros agora, assinar o contrato e começar as obras o mais rapidamente possível", disse o presidente.

Também restam duas definições importantes. A venda dos "naming rigths" do estádio ressarcirá os R$ 335 milhões investidos pela Odebrecht, que conta com empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - se o Corinthians não conseguir atingir esse valor, precisará completar a diferença. E o local ainda deverá receber novo aporte financeiro para ter a sua capacidade ampliada de 48.000 para mais de 65.000 lugares, cumprindo a exigência da Fifa para o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

"Espero que respeitem a parceria do Corinthians e não deem um apelido ao estádio. É preciso aceitar os naming rigths, por favor. Imploro por isso. Quanto aos R$ 335 milhões estipulados por nós, uns acham que é muito, outros pensam que é pouco. Eu não tenho um parâmetro, mas não posso menosprezar a força comercial do clube", afirmou Sanchez, mais sucinto ao falar sobre a Copa do Mundo. "Não sei se será no nosso estádio. Vamos esperar."

Andrés Sanchez aproveitou o momento de alegria para falar como político e torcedor. "O Corinthians é o reflexo da sociedade brasileira. Muita gente não tinha casa própria, mas batalhou e aproveitou o crescimento da nação para realizar esse sonho. Aconteceu o mesmo com a gente. A partir de 2013, teremos a nossa casa", acrescentou o presidente.

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Corinthians vence "decisão" e alcança Flu, mas não toma liderança

Na primeira "final" do Campeonato Brasileiro, deu Corinthians. Com uma atuação inteligente, aproveitando as chances que teve, o time alvinegro derrotou o líder Fluminense nesta quarta-feira, no Engenhão, e alcançou a equipe carioca na ponta da tabela. Jucilei e Iarley marcaram os gols dos visitantes, enquanto Washington descontou para os anfitriões.

Com o resultado, o time do Parque São Jorge igualou os 41 pontos dos tricolores, mas não tomou a liderança. A equipe de Muricy Ramalho é superior no saldo de gols: 16 a 15. Porém, os paulistas têm um jogo a menos, por causa da partida adiada contra o Vasco que aconteceria em 1º de setembro, dia do centenário corintiano.

A partida começou em ritmo lento, com os dois times se estudando e evitando avançar com muitos jogadores. A primeira chance foi corintiana: aos 4min, Roberto Carlos arriscou chute de longa distância e mandou para fora, sem muito perigo para Fernando Henrique.

A resposta tricolor veio aos 8min. Após linda troca de passes entre Deco e Conca, o luso-brasileiro adiantou a bola na frente e saiu na cara de Júlio César, mas bateu desequilibrado e a bola saiu por cima da meta.

Depois da movimentação inicial, o jogo voltou a ficar cadenciado. Com Valencia e Fernando Bob saindo pouco para o ataque, o Fluminense marcava forte e dificultava as atuações de Elias e Bruno César. A equipe alvinegra fazia as melhores jogadas pelos lados, com as descidas de Alessandro e Roberto Carlos.

Aos 25min, Paulinho apareceu de surpresa na frente, passou por André Luís e bateu forte de pé direito, mas errou o alvo. Depois de um bom início, a dupla de armadores do Fluminense caiu muito de produção. Com Deco apático em campo e Conca tendo dificuldades para se desmarcar, os cariocas foram pouco a pouco cedendo terreno ao time visitante.

O Corinthians voltou a ameaçar aos 36min, quando Bruno César bateu falta e a bola desviou na barreira; na sobra, Paulo André escorou de cabeça para o meio da área, mas não havia nenhum companheiro para aproveitar. A partir daí, os paulistas passaram a trocar passes com precisão, cansando a marcação do Fluminense e mantendo a posse de bola.

O domínio corintiano no final do primeiro tempo foi recompensado aos 44min. Elias dominou na intermediária e levantou a bola na área; ao contrário da defesa paulista - que fez bem a linha de impedimento e deixou Washington em posição irregular por várias vezes - a zaga tricolor vacilou e deixou Jucilei sozinho. O camisa 8 matou no peito e bateu com categoria no canto de Fernando Henrique para abrir o placar.

Muricy Ramalho voltou do intervalo com Rodriguinho no lugar do zagueiro André Luís, dando a Washington um companheiro na frente. A primeira chegada perigosa dos donos da casa foi aos 4min, quando Júlio César arriscou de fora da área e mandou à direita da meta. Na sequência, Rodriguinho saiu frente a frente com o gol e parou em grande defesa do camisa 1 corintiano, perdendo ótima chance de empatar.

Em desvantagem, o Fluminense atacava com muitos jogadores e deixava espaço para o contragolpe do Corinthians, principalmente pelas laterais. Aos 13min, um lance polêmico: Leandro Euzébio recuou para Fernando Henrique e não viu a aproximação de Jucilei; na disputa entre os dois jogadores, o volante alvinegro caiu e ficou pedindo a falta, que seria para cartão vermelho por se tratar de uma situação clara de gol. Porém, o árbitro Carlos Eugênio Simon interpretou o lance como normal.

Os cariocas seguiram no ataque. Aos 15min, Deco conseguiu dar passe para Júlio César mesmo caído, e o lateral bateu cruzado. Porém, Washington não conseguiu alcançar e a bola ficou com o goleiro do Corinthians. Adilson Batista preparou uma substituição para reforçar o meio de campo, com Danilo no lugar de Iarley.

Porém, antes de sair, o atacante ainda teve tempo de ampliar a vantagem dos visitantes. Aos 19min, Elias deu ótimo passe por cima da defesa para Alessandro; o lateral invadiu a área e tocou para o meio, onde Iarley entrou de carrinho para mandar a bola para as redes. Foi a última participação do camisa 21 na partida.

O Fluminense não se abateu com o segundo gol dos paulistas e diminuiu pouco depois, com Washington. Aos 25min, Deco ajeitou bola de cabeça e Rodriguinho bateu cruzado; o camisa 9 apareceu com oportunismo na área e desviou para o gol vazio. Aos 32min, quase o empate: Rodriguinho arrancou pela direita e chutou com força para boa defesa de Júlio César.

Com inteligência, o Corinthians procurou diminuir a velocidade da partida nos últimos minutos, catimbando e valorizando a posse de bola. O Fluminense partiu para o tudo ou nada em busca da igualdade, mas não conseguiu balançar as redes pela segunda vez.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 1 x 2 Corinthians

Gols
Fluminense: Washington, aos 25min do 2º tempo
Corinthians: Jucilei, aos 44min do 1º tempo, e Iarley, aos 19min do 2º tempo

Ponto Forte do Fluminense
Melhorou com a entrada de Rodriguinho, quando ganhou um homem a mais para preocupar os zagueiros corintianos

Ponto Forte do Corinthians
Manteve a posse de bola com qualidade e soube administrar a vantagem construída

Ponto Fraco do Fluminense
Atuação abaixo da média de Deco e Conca, principais armadores do time, que sucumbiram à marcação

Ponto Fraco do Corinthians
Defesa vacilou em alguns momentos e sofreu quando teve que lidar com jogadas de velocidade

Personagem do jogo
Jucilei, que teve boa atuação na marcação e abriu o placar com um belo gol

Lance polêmico
Leandro Euzébio pareceu ter feito falta em Jucilei em lance aos 13min do segundo tempo, impedindo o volante corintiano de sair frente a frente com Fernando Henrique

Esquema Tático do Fluminense
3-6-1
Fernando Henrique; Gum, André Luís (Rodriguinho) e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Marquinho), Fernando Bob, Deco, Conca e Júlio César (Carlinhos); Washington. Técnico: Muricy Ramalho

Esquema Tático do Corinthians
4-4-2
Júlio César; Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Leandro Castán); Paulinho, Jucilei, Elias e Bruno César (Boquita); Jorge Henrique e Iarley (Danilo). Técnico: Adilson Batista

Cartões amarelos
Fluminense: Valencia
Corinthians: Jucilei, William e Paulo André

Árbitro
Carlos Eugênio Simon (RS)

Local
Estádio do Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Público
26.126

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Ronaldo tira sarro de Dentinho no Twitter e crê em vitória sobre Flu

O atacante Ronaldo mostrou não estar frustrado com o fato de ficar de fora do duelo decisivo contra o Fluminense, nesta quarta-feira, e esbanjou bom-humor no Twitter na manhã de hoje. A vítima do centroavante foi o colega de equipe Dentinho, que também é desfalque no Corinthians por conta de uma lesão muscular.

O camisa 9 brincou que Dentinho tem problemas em entender o português. "Há um tempo atrás o @mlkdentinho recusou uma proposta do Benfica de Portugal. Alegou que teria muita dificuldade com o idioma!!!!!! Mestre dente".

Sem responder a brincadeira de Ronaldo, Dentinho resolveu ironizar outro companheiro de equipe no Twitter: o volante Elias. "Vocês ja repararam quando o @elias0707 da entrevista a boca dele fica tortinha!!!!!! Por que será????! #bocatorta".

Além das brincadeiras, Ronaldo mostrou confiança em uma vitória corintiana na noite de hoje. Questionado por uma fã, quanto achava que seria a partida no Engenhão, o jogador arriscou até um palpite. "2 x 0 para nós!!!!! Vai ser pedreira! Mas podemos ganhar. Precisamos de uma vitoria fora de casa. Estou confiante".

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